terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ano Novo é Renovação





Ano Novo é a renovação
da natureza, é recriação.
É a esperança, no mundo cristão,
do renovar do nosso coração.

Ano Novo é a conceção
do ato cosmogónico da repetição.
É de Deus a criação
em plenitude e realização.

É cosmogónica perenidade.
É mito eterno, é eternidade
do ciclo ontológico da realidade
na estrutura organizada da temporalidade.

Ano Novo tem magia.
Sendo do tempo a real cosmogonia,
é mito, é fantasia,
é festa e é alegria!
            «»

                     Zélia Chamusca



Poema de - Zélia Chamusca
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sábado, 27 de dezembro de 2014

Mensagem de Ano Novo - 2015

























Ano Novo é renovação.
Toda a natureza se renova ciclicamente
e nós poderemos, eternamente,
renovar o nosso coração.

Acabará a  guerra
e surgirá para sempre
a paz na Terra.

O egoísmo
dará lugar ao altruísmo,
o ódio transformar-se-á em amor;
não haverá mais dor.

Viveremos em paz, 
amor e fraternidade,
para sempre
até à Eternidade.

            «»
                      Zélia Chamusca




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

domingo, 14 de dezembro de 2014

O Verdadeiro Sentido do Natal

                                                  

                                             
                                                               Por Zélia Chamusca

Natal é a comemoração do nascimento de Jesus, não se sabendo ao certo quando nasceu, pressupõe-se que terá nascido há 2016 ou 2018 anos, embora segundo o calendário gregoriano, o calendário cristão que seguimos, tenha nascido há 2014 anos e começado a ser celebrado pela igreja Católica, no terceiro século d. C.
O verdadeiro sentido do Natal é o amor:
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele " (João 3:16-17).
E, assim, Jesus deixou-nos a Sua Mensagem de Amor:
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13,34).
Seria bom que refletíssemos sobre isto para encontrarmos o verdadeiro sentido do Natal seguindo Jesus.
Tudo o que há de verdadeiramente bom encontramo-lo através do Seu amor, seguindo o Seu caminho.
"Eu sou o caminho,  a verdade e a vida" (João 14:6).
Como poderemos celebrar o Natal se não seguirmos Jesus Cristo?
Será que O seguimos, quando:
A cidade está iluminada pelas luzes festivas do Natal e na rua dormem pobres ao frio, à chuva e à fome?
Quando alguns enchem as lojas comprando presentes de marcas de grifes caríssimas: Louis Vuitton, Prada, Lanvin, Chanel,  Jimmy  Choo, Cartier, Gucci, Hermès Paris, Rolex, Christian Dior; enquanto outros ficam sem subsídio de Natal não sendo pago aos funcionários públicos e roubando-o aos reformados, para pagarem (dizem) a crise que os maus governantes e a corrupção originaram?
Quantos ficam, neste Natal, sem condições para poderem fazer a sua ceia de Natal; quando há ricos que estão cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres?
Quando destroem a classe média que em breve estará mais pobre que os pobres?
Quando fecham hospitais, encerram empresas, fecham tribunais, destroem estruturas sociais mandam emigrar os jovens desempregados, aumentam o desemprego cortam os ordenados e roubam as reformas aos reformados?
Repito, quantos ficaram neste Natal sem dinheiro para poderem fazer a sua ceia de Natal?   
Celebrar o Natal  é comer, beber, comprar os presentes de marcas de grifes caríssimas e encher-se à custa dos que são explorados?
Celebrar o Natal são festas luxuosas, banquetes, é ter a mesa cheia, com caviar, lagosta e lagostim até fartar,  e, Moët & Chandon, Perrier Jouët ou Veuve Clicquot Ponsardin; enquanto há, em Portugal, mais de dois milhões de pobres em extrema pobreza?
Para que celebremos o Natal é necessário que haja Natal. O que atrás descrevo não é haver Natal.
Como celebrar o Natal se não há Natal?
Só quando houver Natal poderemos celebrá-lo.
Natal é nascimento, nascimento de Jesus Cristo que, ciclicamente, se repete como num ciclo de eterno retorno,de renovação.
Natal é renovação dos nossos corações abrindo-os ao amor e fraternidade seguindo Jesus Cristo, na Sua Mensagem de Natal:
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13,34).
Só quando nos amarmos uns aos outros como Jesus nos ensinou, poderemos, unidos pelos laços da fraternidade, celebrar, cantando em uníssono, o Natal – FELIZ NATAL!

                                                                                                    Zélia Chamusca

                                                                                                        Dezembro / 2014

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http://www.noticiasaominuto.com/pais/301452/ha-2-88-milhoes-de-portugueses-em-risco-de-pobreza

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mensagem do Senhor





Vejo luzes cintilando,
Estrelas no céu a brilhar,
Os anjos ouço cantando
Vêm ao mundo anunciar

Que o Menino vai nascer
E Sua Mensagem nos trás:
Que unidos temos poder
P’ra fazer reinar a paz,

Fraternidade e harmonia,
Construindo um mundo melhor
Onde haja amor e alegria.
É a Mensagem do Senhor.

                     «»

                         Zélia Chamusca
                                         Natal 2014



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domingo, 7 de dezembro de 2014

Cumpriu-se a missão




             



Cumpriu-se a missão
que há tanto esperava
e com emoção
se soltou a palavra.

E aqueles que ouviram
o que quis dizer
comigo sentiram
novo alvorecer!

Quando temos fé,
com força e razão,
firmes e de pé
não se passa em vão!
              «»
                             Zélia Chamusca

                                2014-12-04

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sinopse de UM MUNDO MELHOR
















Sinopse da obra

“Um Mundo Melhor” é uma obra de poesia realista de intervenção social e política.
Nesta obra a autora manifesta-se de modo bem vivo, numa linguagem clara, direta, por vezes irónica, de forma a que a mensagem chegue a leitores de diferentes sensibilidades sociais e politicas.
Escrever é lutar. Com efeito, este género literário, a poesia, cujo étimo grego é poiesis”, que significa criação, e, no caso vertente, a poesia de intervenção é uma arma criada por palavras, uma arma com arte, assente em valores estéticos, “aesthesis” que significa conhecimento sensorial, sensibilidade. É esta a arma que Zélia Chamusca utiliza na luta contra a corrupção, as injustiças sociais, as desigualdades em direitos, e, em suma, a exploração humana sob uma nova forma de escravatura.
Esta obra é, sobretudo, um alerta para o mundo em que vivemos e que depende de todos nós,  torná-lo “Um Mundo Melhor” de fraternidade e de paz.

                                                           «»

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Preâmbulo de UM MUNDO MELHOR




O ser humano movimenta-se numa luta constante entre o ter e o ser, caindo, muitas vezes, na ambição desmedida do ter subvalorizando o ser, esquecendo-se de que é, fundamentalmente, espírito e, como tal, o mais importante é cumprir a lei natural do universo, a razão da existência do próprio ser humano na sua evolução permanente.
Este é o primordial objetivo da vida, mas, por vezes esquecemo-nos disto e deixamo-nos levar pela ambição desmedida e destruidora de todos os valores morais e éticos, de todos os sentimentos pelos quais nos devemos reger, enquanto seres humanos.
O ser humano levado pela ambição e a disputa permanente pelo ter e pelo poder sobre o outro,  esquece os valores morais e éticos que regem a conduta humana numa sociedade.
Ignora a lei divina, ignora a lei natural, ignora a lei dos homens.
Não cumpre a lei.
As leis morais estão escritas na alma e no espírito, estão nos sentimentos;
As leis humanas estão escritas nos códigos de ética e nos códigos legislativos que regem a conduta humana numa sociedade organizada. São um alicerce fundamental na estrutura duma sociedade.
Sem o cumprimento da lei, este alicerce cai, e cai sob ele toda a estrutura social.
Muitos dos que tiveram acesso ao poder sobre os outros, ao poder político, o poder da “pólis”, levados pela ambição ignoram os sentimentos, ignoram os valores morais, ignoram os valores éticos pelos quais a sociedade se rege, e, esquecem-se, sobretudo, de cumprir as leis.
Uma sociedade em que se ignoram estes valores, em que se ignoram as leis, não sobrevive e, acabará por ruir.
Aquele que conduz a sociedade à ruína, mais cedo ou mais tarde, virá a ser vítima, quer pelo sofrimento próprio quer pelo sofrimento que provoca no outro que o acusará pela conduta errada.
Em breve sentir-se-á recusado, privado de apoio e da amizade e sofrerá desgostos, deceções e amarguras, e, talvez, sem o vil metal que o conduziu à ambição do ter, a origem desta errada conduta.
Só será rico o que não transgride a lei moral, nem a lei humana. A única riqueza que perdurará é a riqueza da alma.
A única riqueza que não se perde e partirá connosco é a riqueza moral, os valores humanos e éticos, alicerces duma sociedade justa e fraterna.
Só quando tivermos consciência do nosso comportamento coletivo no sentido de não transgredirmos as leis humanas e morais e, respeitarmos o outro, estaremos no nosso verdadeiro caminho para – UM MUNDO MELHOR de fraternidade e de paz.

                  UM MUNDO MELHOR

O que aqui exponho
É o meu sentir
Para que um mundo melhor
Possa surgir.
São palavras de amor,
São palavras de protesto
E denuncia
O que, aqui, manifesto.
São palavras de luta,
São a minha labuta.

São a denúncia do mal
Do crime, da corrupção
Gerados pelo egoísmo
Pela desumanidade
Na nossa sociedade.

É lembrar que a vida
É mera passagem
Para a outra margem…
Nada levaremos
A não ser o bem
Que, aqui, praticaremos.

Aniquilaremos todo o mal
Se nos regermos pela moral
E se governados por ela,
Pela moral social
Em favor do cidadão
E da colectividade,
Da nossa sociedade.

Sem moral não existirá a harmonia social.
Existirá, apenas, a destruição, o mal.

É a nossa ética,
A forma de ser, que está em jogo
E nela devemos atentar
Seguindo os valores morais
Que regem a sociedade
E a nossa liberdade,
Fazendo da nossa ação,
Na sociedade em que nos manifestamos
Enquanto seres humanos,
Um percurso permanente
Na construção
De uma sociedade mais perfeita,
De “Um Mundo Melhor”,
De bem e de amor,
De harmonia, de fraternidade e de paz.
                       «»
                                    Zélia Chamusca


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Prefácio da obra UM MUNDO MELHOR - Pelo Coronel António João Soares





Prefácio

Um Mundo Melhor
A nossa vida individual e a da sociedade ou da humanidade em que nos inserimos é uma marcha, desde o nascimento até à morte, pelo que não podemos deixar de olhar para a frente, para o local onde vamos pousar o pé, a cada passo. Esse é o nosso futuro, o depois, que desejamos seja melhor do que o presente, um mundo mais saudável em aspectos de ética, com mais paz, mais harmonia, maior fraternidade.
O passado interessa em muitos aspectos como uma referência que serve de lição para evitarmos os erros anteriores e procurarmos ser merecedores dos êxitos do passado e competirmos com eles, estabelecendo novos recordes e novas metas. A Natureza conduz-nos a procurar ser sempre melhores e a ultrapassarmos os resultados anteriores, como qualquer bom atleta.
Isto não é utopia, mas a mais simples racionalidade. A criança, ainda a rastejar a quatro, procura seguir o exemplo dos pais ou do irmão mais velho e tenta levantar-se e, depois mexer os pés, desequilibra-se e cai, mas procura levantar-se de novo e, assim, depois de muitas tentativas inspiradas por um objectivo desejado, acaba por conseguir andar sem apoios de outros. É assim a busca de um «Mundo Melhor».
Recordo dos primeiros passos no estudo da História Universal que o objectivo das religiões monoteístas e dos chefes sociais eram as pessoas e as suas necessidades vitais. As ciências que depois foram sendo criadas eram focadas nas pessoas e no ambiente natural. A economia foi estruturada com o centro no bem das pessoas, sendo a contabilidade um meio, uma ferramenta para permitir atingir os melhores resultados para a humanidade. O próprio dinheiro, que hoje é considerado a pior droga, foi criado para facilitar as trocas de bens e serviços entre as pessoas e não para criar fossos entre uma pequena elite usurpadora e uma multidão de carentes do essencial.
Como no universo os astros giram em sistemas de estrelas, planetas e cometas com os seus satélites numa harmonia interativa sem colisões, também o Mundo será melhor se procurar a harmonia. A célula fundamental será a família à qual devem ser concedidas condições de desenvolvimento adequado, emitindo luz como um astro central da humanidade. Os animais ditos irracionais dão ao autodenominado racional lições maravilhosas de solidariedade e entreajuda. Não temos muito a inventar, mas a analisar, a apreciar a Natureza cósmica e a orientarmos os nossos passos no sentido correcto para melhorarmos o nosso futuro em harmonia com o sistema universal da Natureza.
De posse destas ideias, nas obras da pensadora poetisa Zélia Chamusca, cujo valor está bem patente nos seus variados poemas, e dispensa as fracas palavras de elogio de um simples cidadão, encontrei frequentemente não tanto frases para decorar e citar, por a memória já me fracassar, mas, principalmente, conceitos de ética social e leis da alma, do ser em confronto com o ter, que me faziam parar e meditar por vezes durante horas ou dias. Quando nos deparamos com seres pensantes com este magnetismo, sentimo-nos capazes de subir montanhas para ver mais longe em resposta ao estímulo que recebemos. Por isso, ao ser convidado para alinhavar algumas palavras como prefácio, venci o receio devido à minha falta de experiência nestas andanças, confessei a minha falta de capacidade e prometi esboçar umas frases, mas sempre com temor de reduzir o valor da obra magistral.
Os portugueses, como toda a humanidade, nesta aldeia global, precisam de obras como esta e de mais pensadores como a poetisa Zélia Chamusca, que alertem as pessoas para recuperar os valores morais de respeito pelos outros, por mais diferentes que sejam, na sua cor, na sua religião, no seu poder de compra, na sua afeição clubística, etc. Só com a atribuição de prioridade à ética, à paz, à harmonia e à fraternidade, se valoriza o respeito pelo ser e se posiciona no devido lugar o ter que hoje é usado como adaga de ostentação, arrogância e exploração dos que são, frequentemente, mais válidos eticamente, mas menos dotados em bens materiais.
Ao olhar-se, como acontece em muitas páginas deste livro, para o que há de mais chocante na sociedade aparece o dinheiro como o factor mais tóxico das pessoas. Ele gera uma ambição sem controlo, ilimitada. Quanto maior é a quantidade, maior é a necessidade atávica de mais e chega-se ao ponto de que os mais poderosos, donos de tudo, arriscam sofrer uma implosão em que assistem à pulverização do fruto de tantas manobras sem sentido ético nem racional. Tal droga, quando não é tomada como medicamento em doses limitadas à dimensão das necessidades lógicas, contamina as pessoas de moral mais frágil e de imaturidade ética que se lançam em atividades em que esperam enriquecer o máximo, em pouco tempo e por qualquer meio. Mas sem sermos utópicos, verificamos que só é realmente rico e feliz quem dá prioridade ao ser, respeita a lei natural, a moral, as pessoas e desenvolve a solidariedade.
Na sociedade, em geral e, principalmente, no topo do poder financeiro é exacerbado o ter, o poder viral do dinheiro que se torna altamente antissocial, quando suporta os jogos de interesses, o salve-se quem puder, a promiscuidade entre interesses públicos e privados, etc. Os efeitos vão desde o mecanismo da preparação das leis que condicionam o funcionamento da Justiça, e a corrupção já muito sofisticada ao ponto de ser quase impune. Começa a ser pouco credível que apareça alguém com qualidade de intrépido herói que se arrisque a fazer a prometida reforma estrutural do Estado. Mas não podemos perder a esperança da vinda de tal messias que dê uns abanões à árvore para fazer cair a fruta podre. 
E, como há quarenta anos, se dizia que em democracia «o povo é quem mais ordena», a criação de um Mundo Melhor compete a cada um dos cidadãos, na sua quota parte de intervenção, por exemplo, nas eleições, ao escolher o melhor dos melhores para o que deve procurar obter o máximo de informação de cada candidato do conjunto, a fim de depois não vir a arrepender-se de ter escolhido mal.
Para terminar, deixo um conselho aos leitores:
Não procurem ler em velocidade. Mastiguem bem cada conceito, vejam bem se estão de acordo e discutam mentalmente sobre o aspecto apresentado pela autora e a vossa opinião. É desta forma que tirarão o melhor proveito desta obra que absorveu muitas horas, dias e meses de trabalho à pensadora poetisa Zélia Chamusca e que constitui uma boa ferramenta para que todos possamos ajudar a construir um Mundo Melhor. Oxalá consigamos dar o melhor contributo para este objectivo grandioso e urgente.

              António João Soares

Coronel Tirocinado, com o Curso Complementar de Estado-Maior, na reforma


Prefácio da obra UM MUNDO MELHOR
pelo Coronel António João Soares
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora