quarta-feira, 13 de agosto de 2014

São Lágrimas










São lágrimas secas
Que de meus olhos brotam;

São lágrimas saudosas
Que na saudade se esgotam;

São lágrimas doridas
Pela dor sofridas;

São lágrimas de recordação
Cravadas no coração;

São lágrimas disfarçadas
Em sorriso transformadas;

São lágrimas que o rosto irradia
Em alegre fantasia...

São lágrimas que alegram e inebriam,
E, com o éter da saudade
A alma tranquilizam
E repousam na Eternidade...
               «»
                 
                                  Zélia Chamusca

ISBN-978-989-51-1504-4


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O efémero sive eterno procurar























O percorrer da mente na busca do infinito
na consequente mudança de lugar
do trajecto
na procura do objecto
do amor e do amar,
assim é o ser humano
no seu eterno perguntar
enquanto ser
inacabado,
ser em vias de ser.

Este permanente perguntar
esgota-se no contínuo
efémero do procurar
na encruzilhada
do caminho,
da mudança
procurada,
em que se perde no caminhar.

O efémero é a vida
na sua mutabilidade
visando a eternidade.

O efémero é ideia ou conceito,
pensamento
que se transforma no tempo.

O efémero é o esgotar
o encontro do objecto do amor
e do amar.

Assim, o efémero
enquanto efémero
deixa de o ser
para se eternizar
na busca incessante
do ser humano
no desencontro de si próprio
à procura de se encontrar.
           «»

Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Chiado Editora

sábado, 2 de agosto de 2014

PALAVRAS DA ALMA
















São palavras da alma
as que, aqui, expresso,
que brotam na calma
de cada meu verso.

Que fluem e saem
na espontaneidade,
no todo se expandem
para a Eternidade.

Ficam bem gravadas
em gentes dispersas
e ficam guardadas
em mentes diversas

Que pensam e reflectem
no sentido delas,
que sentem e entendem
o que dizem elas.
         «»

Poema constante do preâmbulo de PALAVRAS DA ALMA e que deu titulo à obra.
Chiado Editora