terça-feira, 27 de maio de 2014

Vagueia por estas ruas



















Vagueia por estas ruas
Um rosto sem ter olhar
Donde gotas puras, cruas,
Caiem no peito a chorar.         

Vagueia por estas ruas
A tristeza a procurar
Perdida em palavras nuas
Que persistem em ficar.

Vagueia por estas ruas
Uma mente a recordar
Emoções perdidas, suas,
Que jamais irá encontrar…




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sábado, 10 de maio de 2014

Quero-Te na Dimensão do Universo





Tenho fome, não de pão, mas, de Ti.
Tenho sede de beber água pura,
Desejo do Amor que emana de Ti...
Quero saciar-me de Tua ternura!...

Tenho fome e sede de infinito...
Quero deleitar-me na Tua candura,
Quero-Te no todo da alma e espírito...
Quero-Te na pureza de Tua alvura!...

Quero-Te sempre com todo o meu ser,
Quero abraçar-Te na Tua imensidão,
Na infinitude do Teu coração...

Quero alimentar de Ti meu viver,
Quero-Te na dimensão do universo,
Quero-Te no ser do que, aqui, expresso!...
                                «»
                        
                                          Zélia Chamusca


Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Saudade da pureza da cidade...




No ar pairava
a pureza da cidade...
Por todo o lado se respirava
honestidade!

Era o cheiro da primavera,
duma perene primavera
que perfumava o ar
e fazia lembrar
no Paraíso estar!...

As crianças brincavam
nas ruas calmas,
tranquilas e lavadas,
também perfumadas
pelas damas que passavam
bem vestidas, coquetes,
elegantes, arranjadas.

Saudade…
Desta tranquilidade
da pureza da cidade…

As portas estavam abertas
e as pessoas passavam
tranquilas e discretas.


Agora, anda tudo desconfiado
mal vestido, esfarrapado.

Já não há crianças
nas ruas a brincar
nem se vêm as pessoas
nas ruas a passear.

Acabou o Paraíso.
Já tudo perdeu o ciso!
Andam loucos,
sem juízo,
perturbando a cidade.
Não há tranquilidade!

Agora, anda tudo desconfiado
e até o vizinho do lado.
As portas estão trancadas,
a sete chaves fechadas,
não se abrem
porque a pureza da cidade,
por todos exalada
e nos ares espalhada,
está transformada
em negra poluição
por tanta desumana corrupção!

Saudade…
da tranquilidade
da pureza da cidade
onde se respirava honestidade…
                      «»

                      Zélia Chamusca



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Saída limpa?






Dizem ser saída limpa
da assistência financeira;
não entendo como é limpa
a saída desta maneira:

FMI continua, aqui,
para o emprego promover?
Mas, se não saem daqui,
não consigo entender…

Quando temos que pagar
a divida que aumentou
e temos que continuar
neste caos que nos deixou,

deixam, os desgovernantes,
roubar pobre reformado,
coisa que nunca eu vi antes,
e, reduzir o ordenado

aos pobres trabalhadores
para que se pague a divida
que os nossos maus  gestores
originaram… Duvida?

Sim… estamos nós a pagar
a dívida que eles criaram,
e, agora para a pagar,
já tanto aos pobres roubaram…

Isto é uma saída limpa?
Não encontro a saída,
mas, limpeza? Sim é limpa!
E como ela é permitida?

É bem grande esta limpeza
em que todos nós estamos!
Duvida ou tem certeza?
Mas, saída nós não encontramos…

Da assistência financeira?
É uma saída com limpeza?
Saímos? De que maneira?
Não  saímos de certeza…

Mas, limpeza é com certeza:

Limpam o nosso  ordenado
e as estruturas sociais,
limpam velho reformado,
limpam-nos os hospitais,

limpam alunos e escolas,
limpam tudo e muito mais,
limpam até as esmolas
de instituições  sociais.

Limpeza é de certeza,
mas, tem que ser continuada…
P’ra ser bem feita a limpeza
tem que ser bem asseada…

É preciso, ainda, limpar
os corruptos e os ladrões
que nos andam a assaltar,
traidores e aldrabões!

Tudo limpo vai ficar,
neste  grande  labirinto,
mas, para  saída  encontrar
tem que o “ lobby”  ser extinto!
                 «»

                            Zélia chamusca


Fonte de imagem - Google



sexta-feira, 2 de maio de 2014