terça-feira, 1 de abril de 2014

Amor sive Energia

Por Zélia Chamusca

O amor não é sexo; o amor é energia que deve ser aproveitada para sublimação, elevação do espírito.
Devemos aproveitá-la na criatividade, na arte, na ciência, na elevação espiritual; se a utilizarmos no sexo reduzindo-a ao prazer momentâneo meramente animal, esta energia perder-se-á  e em nada se elevará.
Se a utilizarmos no intelecto não se perderá, antes se eternizará  porque transformada em sublimação.
O filósofo Platão diz que "o amor é um pulso ascensional da alma rumo à sabedoria".
Com efeito, é esta energia, o "pulso ascensional da alma" que é origem de tudo, de tudo o que criamos à imagem de Deus.
Para Santo Agostinho Deus é Amor.
Neste contexto, Deus, Criador de toda a Natureza, é a Suprema Energia donde nós emanamos pela obra da Criação para que, à Sua imagem, possamos pela mesma energia participar na obra da criação, através do amor, energia, tal como Ele que por Amor se fez Artificie Supremo de toda a Criação.
É nesta dialética que nos poderemos sentir realizados, sublimados pelo Amor, força ascensional, a energia, o verdadeiro Amor.
Elevarmo-nos através desta energia que existe dentro de nós é amarmo-nos a nós próprios.
E só amando-nos a nós próprios poderemos amar o outro.
Quem não se ama a si mesmo não poderá amar nada, ninguém.
Em suma: não será feliz.
É fácil analisarmos as expressões daqueles que nos torturam presentemente, neste mundo tão inumano e cruel, como tanta crueldade realça de suas expressões. Eles não amam as pessoas porque não se amam a eles próprios. Pretendem encontrar a felicidade através da ambição querendo tudo só para si e acabam por ser e  sentir-se os seres mais miseráveis que existem no mundo enquanto pretendem o mundo só para si.

Tentemos, pois, começar por nos amarmos a nós próprios aproveitando esta energia para nos elevarmos e elevarmos os outros através da sublimação deste amor, o amor puro e verdadeiro.
                                                   «»

Ensaio Filosófico de - Zélia Chamusca

4 comentários:

  1. Penso também que quem não ama a si mesmo, não consiga amar ninguém. Pode até pensar que sim, porém não passa de ilusão.
    Não resta dúvida de que, quem carrega tão puro e nobre sentimento, só pode ter pacto com Deus.
    Excelente novamente Zélia.
    Parabéns.

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    1. Monica,

      Embora eu sinta que, de facto, o amor está para além de tudo, ele têm que existir dentro de nós e amarmos os outros como a nós mesmos ( segundo a mensagem que Jesus nos deixou). Se não nos amarmos a nós
      próprios o amor não existe dentro de nós.

      Embora eu sinta isto, repito, lembro que o que escrevi é, apenas, fruto da minha formação filosófica.

      Muito grata por sua agradável presença e beijinho,

      ZCH

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  2. Amar é uma missão universal que respeita a humanidade e a natureza e procura torná-la melhor, ao mesmo tempo que avoluma a alma de quem o dá. « Amai os outros como a vós mesmos». É um dever de cidadania, sempre que se procura melhorar a vida das pessoas e engrandecer o país. Por pensar assim uma amiga brasileira diz que sou um apóstolo. Isso não me envaidece mas estimula-me por ver que alguém compreende a minha missão e se presta a colaborar para se fazer equipa restauradora dos valores cívicos que andam tão desprezados A humanidade apenas melhora se cada um de nós fizer tudo o que puder nesse sentido.

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    1. Que Deus lhe permita continuar, por muitos anos, esse apostolado hoje tão pouco manifesto pelo ausência dos valores que o definem.
      Grata por sua presença. ZCH

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