terça-feira, 29 de abril de 2014

Saudade de teu aroma único




















Saudade…
Dum longo e terno beijo teu,
De sentir os lábios teus
Nos meus
E percorrendo a minha pele
Me oferecer o aroma único
Que recordo em meus sentidos,
Jamais esquecidos…
Teu aroma
Personalizado
Que é só teu,
O néctar do meu Amado,
Com a fragrância do jasmim,
Que com amor me serves
E como bom gourmet
Saboreias em mim
E comigo repartes
Fazendo-o penetrar
Nos pistilos de meu gineceu,
E, em êxtase, me fazer subir
Às nuvens de algodão
No embalar de teu coração
Com tanto amor, tanta emoção…

Saudade…
De sentir teu calor,
Teu aroma,
Teu amor,
Teu falo…
Me sufoco e calo,
Porque, inefável, não falo…
Indizível nosso amor…

Saudade…
        «»
                      Zélia Chamusca


Poema da obra - PARTE DE MIM

domingo, 27 de abril de 2014

Votar contra a Ditadura








Vivemos em ditadura
Entre todas a mais dura
Sem sequer querer pensar
Em democracia não estar.

Mesmo na pele sofrendo
Agem como não sabendo.
Depende de nós querer
Acabar com o Poder!

Temos uma arma na mão
P´ra acertar em direção
E a um outro rumo chegar.
Temos todos que votar!

Votar contra a ditadura
Mudando nossa postura
Não lhes dar continuidade
Para bem da liberdade!

                 

             




Da obra - A UM MUNDO MELHOR
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sonho lindo que findou






















Eu canto em triste elegia
Sonho lindo que findou
Que só por mera ironia
Na mente ele nos ficou.

Foi tão bela a liberdade
Dada a todos oprimidos,
Mas, que serve a liberdade
Se por ditador geridos?

E a desejada igualdade
Que é uma pura fantasia
Na triste desigualdade
Que cresce em cada dia?

Pobres cada vez mais pobres,
Ricos cada vez mais ricos,
Ricos porque roubam pobres!
Querem tudo p’ra si, os cínicos!

Espero a fraternidade
C’a força do meu querer
Para que em tranquilidade
Um dia possa morrer!

E é neste meu desencanto
Que em triste e breve elegia
A fraternidade eu canto
Esperando-a, sempre, um dia!
                        «»
                              Zélia Chamusca


Fonte de imagem - Google

Poema de - Zélia Chamusca                      

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Espírito Reencarnado duma Guerra que durou











Numa Europa moribunda
sob o espectro do poder
que tantos países afunda
numa ânsia para vencer,

o espírito reencarnado
que há setenta anos andou
por aqui, por todo o lado,
numa guerra que durou,

foi o espírito do terror
que o mal na Terra causou.
Mas, o povo sem temor
p’ra os infernos o mandou!

De novo está reencarnado,
numa tática diferente
quer cumprir o mesmo fado
de matar à fome a gente!

Não nos deixamos vencer
por este dominador,
vamos com ele correr
e acabar com o terror!

Já vai a estratégia avançada
na luta dominadora,
estratégia bem planeada,
da fome já geradora!

Os países que são estratégicos,
no sul, ladeados p’lo mar,
por isso instrumentos bélicos,
já os estão p´la fome a atacar!

Quando as forças já perdidas
chegarão tais  invasores,
travam lutas aguerridas
e os países saem vencedores!
                 «»

                                   Zélia Chamusca

Da obra - UM MUNDO MELHOR
Chiado Editora

terça-feira, 22 de abril de 2014

Poema Lapidar




Preciso de te escrever,
Mais do que o pão para a boca,
Para matar meu sofrer…
Chego a pensar estar louca!

Sim, louca estou eu por ti!
Sentimento exacerbado!
Já ninguém  p´ra mim sorri…
Só te vejo a ti, Amado…

Absorta na escuridão
Que cega o meu triste olhar,
Na procura sempre em vão,
Na busca p´ra te encontrar!...

Assim, te posso dizer,
Como só a ti quero amar.
Eu sei que me estás a ver
Neste poema lapidar.

Nesta pedra de granito
Quero nosso amor gravar
Porque só à pedra eu permito
Este amor eternizar!...
                                                                              
                                                                                           Zélia Chamusca
                                           


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa é Ressurreição






Nós a Páscoa celebramos
Com doces e amêndoas,
Mas, nem sequer paramos
Para pensar,
O que este tempo da Páscoa
Pode para nós significar.

Páscoa é ressurreição,
Passagem da morte à vida
Em Cristo consubstanciada.

Vida de Amor
Por todos nós desejada
E, tão distante, afastada…

O Filho de Deus
Foi crucificado
E na cruz por nós sofreu,
Por amor
Padeceu
E em sua dor
Por nós morreu.

Mas, ressuscitou,
Renasceu
Para a vida nos dar.

Vida de paz,
Vida de amor
A todos nos veio ensinar,
No mundo em comunhão
Com o outro, nosso irmão
              «»
                            Zélia Chamusca





Poema de - Zélia Chamusca
Reeditado

Fonte de imagem-Google

terça-feira, 15 de abril de 2014

Páscoa






















Páscoa
É  em nossa fé,
A passagem
Da morte à vida;

Páscoa
É ressurreição;

Páscoa
É na natureza,
A real imagem
Da letargia vencida;

Páscoa
É renovação.

E tu irmão,
Para os que te rodeiam
Ou de ti dependem,
Quando renovarás teu coração?!

                  «»

                             Zélia Chamusca



Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google

domingo, 13 de abril de 2014

Encontrei a Amizade









Amigo,
Onde está tua amizade,
Tua lealdade,
Tua afeição,
Tua cooperação?
Onde está o altruísmo
Se vejo o egoísmo?...

Dizemos que é amigo,
O conhecido,
E, por vezes, o desconhecido,
Outras, até o inimigo.

O que é ser amigo?
É termo tão banalizado
Que chega a ser deturpado
Por todo o lado.
Amigo é termo tão comum
E difícil de encontrar
Em lado algum…

E, a amizade?
Onde está a amizade?
Não me engano, não,
É mera ilusão…

Ah! Desculpa, amigo,
Encontrei-a!
Encontrei a amizade!
Falo com lealdade,
Encontrei-a
Na fantasia do poeta,
No seu sonho
E na paixão
Dentro do meu coração!...

            «»
                     Zélia Chamusca




Fonte de imagem - Google

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Depende de nós o rumo mudar








Acorda, acorda que o sonho findou,
Acorda e desperta p’ra  realidade
Que o negro ciclo já recomeçou
Não permitamos a continuidade!

Iremos agir com a arma que temos
E não mais eleger quem nos destruiu.
Contra a corrupção todos lutaremos
Vamos derrubar quem nos iludiu!

Vamos votar p’ra Portugal salvar
Da destruição deste terrorismo.
Depende de nós o rumo mudar!

Queremos salvar a nossa nação.
Libertá-la do neoliberalismo
E para isso temos a arma na mão!
                           «»
                                                                   
                                                                Zélia Chamusca




Fonte de imagem - Google                                                                                

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O pobre mais pobre e o rico mais rico


  
Os meus olhos choram
de tristeza e dor
quando à volta olham
e sentem pavor,

porque há tanta criança
tão cheia de fome…
Não tenho lembrança
de desgraça enorme!...

Já há tanta gente,
ainda, há dias eu vi,
tão triste, tão doente,
não mais esqueci…

Também noutro dia
vi idosa mulher
que não parecia
ser pobre qualquer.

Bem limpa e arranjada,
dos supermercados
levava, esfomeada,
restos  estragados.

No lixo mexia
a senhora idosa
e os sacos enchia
p’ra ceia copiosa.

E, hoje, neste dia,
outra idosa asseada
os sacos enchia
de fruta estragada.

Há velhos que morrem
em casa sozinhos,
pois, pagar não podem
a quem dê carinho.

E uma angústia enorme
dominou meu ser
porque há tanta fome,
tantos a sofrer!...

Os ricos não choram,
nem quem tem poder
que aos que sofrem roubam
e não querem ver!
  
Desumanos são
a espoliar o pobre,
roubando a pensão
ao pobre mais pobre!

O pobre mais pobre
e o rico mais rico!
Pobre de quem sofre…
Por aqui me fico.
            «»

                  Zélia Chamusca


Fonte de imagem - Google

sábado, 5 de abril de 2014

A Cartilha Paternal





Todos seguem a cartilha,
A cartilha paternal,
Pedagogia da pandilha
Donde brota, apenas, mal.

Do mal que nos toca a nós,
Mais frágeis, desprotegidos.
Eles se vingam de nós,
Sempre os mesmos atingidos.

Não têm imaginação
A não ser seguir o mal,
Continuando a destruição
P’la cartilha paternal.

É sempre a mesma conversa,
Uma completa aldrabice,
Pois, cada um o mesmo versa:
Ora disse, ora desdisse.

Não se pode acreditar
Na cartilha que eles seguem
Iremos ter que a rasgar
Pois, sempre os mesmos perseguem!
    
                                                       «»

Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A Segunda Mensagem - Para um Mundo Melhor
A editar

Fonte de imagem - Google                                                             

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cortes




O Governo corta, corta,
Porém, corta tão enviesado,
Que vendo a linha tão torta;
Vai cortar para outro lado.

Corta, corta, nas reformas
Só corta aos velhos, às cegas,
Não segue nenhuma norma  
Só tu, pobre, é que carregas.

Finalmente, já pensou
Que tem noutros que cortar,
Aos ricos já decretou
Terem mais que descontar.

E essas reformas douradas
P’ra não virem a acabar
Serão mesmo descontadas
Verbas p’ra complementar.

Complementar os descontos
Que serão de quarenta anos
Não mais enganar os tontos
Que descontam tantos anos.

Para todos há equidade
Isto é uma democracia
Onde está a moralidade?
Se em direitos diferencia?
                «»


                         Zélia Chamusca


Fonte de imagem - Google

terça-feira, 1 de abril de 2014

Amor sive Energia

Por Zélia Chamusca

O amor não é sexo; o amor é energia que deve ser aproveitada para sublimação, elevação do espírito.
Devemos aproveitá-la na criatividade, na arte, na ciência, na elevação espiritual; se a utilizarmos no sexo reduzindo-a ao prazer momentâneo meramente animal, esta energia perder-se-á  e em nada se elevará.
Se a utilizarmos no intelecto não se perderá, antes se eternizará  porque transformada em sublimação.
O filósofo Platão diz que "o amor é um pulso ascensional da alma rumo à sabedoria".
Com efeito, é esta energia, o "pulso ascensional da alma" que é origem de tudo, de tudo o que criamos à imagem de Deus.
Para Santo Agostinho Deus é Amor.
Neste contexto, Deus, Criador de toda a Natureza, é a Suprema Energia donde nós emanamos pela obra da Criação para que, à Sua imagem, possamos pela mesma energia participar na obra da criação, através do amor, energia, tal como Ele que por Amor se fez Artificie Supremo de toda a Criação.
É nesta dialética que nos poderemos sentir realizados, sublimados pelo Amor, força ascensional, a energia, o verdadeiro Amor.
Elevarmo-nos através desta energia que existe dentro de nós é amarmo-nos a nós próprios.
E só amando-nos a nós próprios poderemos amar o outro.
Quem não se ama a si mesmo não poderá amar nada, ninguém.
Em suma: não será feliz.
É fácil analisarmos as expressões daqueles que nos torturam presentemente, neste mundo tão inumano e cruel, como tanta crueldade realça de suas expressões. Eles não amam as pessoas porque não se amam a eles próprios. Pretendem encontrar a felicidade através da ambição querendo tudo só para si e acabam por ser e  sentir-se os seres mais miseráveis que existem no mundo enquanto pretendem o mundo só para si.

Tentemos, pois, começar por nos amarmos a nós próprios aproveitando esta energia para nos elevarmos e elevarmos os outros através da sublimação deste amor, o amor puro e verdadeiro.
                                                   «»

Ensaio Filosófico de - Zélia Chamusca