sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Tudo é destruição






Destroem estruturas sociais,
Fecham os hospitais,
Encerram os postos médicos,
Fecham os tribunais,
Privatizam empresas
E vendem o espólio,
Alienam património.
Destroem o país
E destroem a nação,
Exploram o cidadão
Pela corrupção.

Matam os velhos
À fome e miséria,
Roubam os reformados,
Cortam nos ordenados,
Mandam os jovens emigrar
Para o desemprego acabar.
Enriquecem os ricos
Cada vez mais ricos,
Aniquilam a classe média
Reduzindo-a à miséria
E o povo a dormir
Deixa tudo destruir
Pela corrupção
Que destruiu o país e a nação.

Andam os corruptos
À solta a gozar
E é o pobre que tem que pagar.
Corroem-lhe a pele
A carne já comeram
Chupam-lhes os ossos
Até à medula.
Já nada mais resta
A esta ceita
Que nada presta!

Está tudo a arder
Com chamas do inferno
Donde vieram os destruidores
Que causam horrores
Ao cidadão
Da nobre nação.

Tudo é destruição
Pela corrupção
E falta de moral,
Que destrói o povo
E destrói Portugal!

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               Zélia Chamusca

Da obra - Um Mundo Melhor
Chiado Editora

2 comentários:

  1. E lamentavelmente a reconstrução do que ora foi dizimado e destruído vai demorar dezenas de anos, se vier a acontecer. A revolta é grande mas, parece que a indiferença é maior. Que haja justiça, é o meu desejo.

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  2. Olá Adriano,

    Nós já não iremos viver a reconstrução. E, andámos nós a trabalhar para estes... nem encontro adjetivação adequada a tanta desumanidade, amoralidade e desonestidade!

    Sim, pelo que vemos, parece que é, apenas, connosco. Os outros estão calados. Por enquanto ainda se pode falar, penso... Tão cobarde é o ladrão que espolia o indefeso como cobarde é este povo!

    Creia, Adriano, que a sua presença é muito importante para mim e fico feliz. Grata e beijinho,
    ZCH

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