segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pela Calada da Noite



Julgam-se deuses poderosos
Tal Hermes Trismegisto,
Têm poder absoluto,
Deus do verbo e da sabedoria,
Determinado, resoluto.

Com as asinhas nos pés
Descem pela calada da noite,
Atuando às escuras
Com terríveis garras suas,
Vindos de Hades, do inferno,
Com toda a calma,
Para levarem a alma
Na noite triste de inverno.

Atuam às escondidas
Para não perturbar o sono
Das almas adormecidas…

Assim, dominam o mundo,
Este mundo imundo
Que dizem ser democrático,
Governado por lunático.
Só para eles o querem
E, por isso, assim, atuam
Exterminando o mais frágil
A quem roubam o que tem,
Fruto de longo trabalho,
Deixando-o sem vintém,
Eliminando-o aos poucos,
Estas feras, estes loucos!

Digo-vos na alegoria,
Sei do que estou a falar,
É deles a teoria
E a prática, p’ra bem se pensar…
                       «»

                                Zélia Chamusca

2 comentários:

  1. Atualmente já agem descaradamente. Expostos em mídia nem sequer se envergonham. É a politicagem a desonrar o povo.

    Mônica Pamplona.

    ResponderEliminar
  2. Sim. Querida Mônica, não há mesmo vergonha nenhuma.
    Digo que agem pela calada da noite porque fazem o que querem e não dizem nada governando até, contra a própria lei, contra a Constituição Portuguesa e fazem o que é declarado inconstitucional, pelo TC. Não há mesmo vergonha nenhuma! Nunca fizeram nada que não fosse inconstitucional! Autênticos ditadores como eu nunca vi!

    Grata por seu comentário e beijinho,

    ZCH

    ResponderEliminar