quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Já nada será como era - "Dixit"



nada será como era,
Como era na passada era.
Era uma era democrática,
E, agora já tão dramática…

O povo vivia tão bem,
E a classe média também.
Todos podiam trabalhar;
Agora têm que emigrar!

Tanta gente a passar fome
E o pobre na rua dorme
nada será como era
Como era na passada era…

Todos tinham alegria
A corrupção não havia
nada será como era
Como era na passada era…

Porque é tanta a corrupção
Que destruiu a nação
E os corruptos bem se encheram
Comeram, tudo comeram…

E os que têm o poder
Já nada podem fazer…
Só resta ao povo roubar
É este que tem que pagar…

Estamos todos a ver
Sempre os mesmos a se encher,
Com a pobreza a aumentar
Sempre o pobre a pagar…

nada será como era.

“Dixit”.

                Zélia Chamusca


2 comentários:

  1. Cara Amiga Zélia,

    Um belo retrato da nossa sociedade actual, da nossa era que é muito diferente do que era noutra era Hoje desprezam-se ou ignoram-se valores morais, de civilização social e «as pessoas que controlam o sistema que a modernidade foi inventando pouco a pouco, com os seus novos meios de produção, que aumentaram efectivamente de maneira fantástica a possibilidade que os homens têm de aceder a um certo número de coisas que são importantes» (Eduardo Lourenço). Essas coisas importantes foram dilatando a sua influência e as formas de corrupção, de negociatas, de tráfico de influências e de abuso do dinheiro público sofisticaram-se num clima de competitividade pela maior ostentação de riqueza em que vale tudo, e cada vez mais, os donos do poder sacam para si e para os do seu bando tudo quanto podem aos mais desprotegidos. A democracia está esquecida e das três classes habituais estamos perante duas, sendo uma a dos pobres e que engloba os antes da classe media, e a outra é de uma minoria que se açambarcou com a quase totalidade da riqueza nacional.
    Dessa oligarquia, que se auto protege em amiguismo e troca de favores, há muitos a receber pensões milionárias do Estado que nega apoio social e de saúde aos mais desfavorecidos. E a razão é que esses oligarcas nem sequer fazem ideia da vida que levam os mais carenciados. Para não me alongar cito apenas uma frase de um porta-voz do PSD: "A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor". O que pensa este ignorante do qiue é um país e das suas relações com as pessoas? Parece que ele quer confirmar que, nesta era actual, país é o bando dos oligarcas e pessoas são os escravos alheios a tal bando do poder.
    E O POVO VOTA!!!

    Beijo
    João
    .

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    1. Ilustre Sr A.João Soares,
      O seu sabedor comentário toca-me profundamente pela dureza da verdade que transmite. Fico sufocada, sem palavras, apagadas na dor que me vai na alma.
      Faço minhas suas palavras...
      O que transmito no que escrevo está em perfeita sintonia com o seu sentir que é o sentimento de quem é honrado, sensato, honesto, inteligente e humano.
      Este bando, que enganou os eleitores e tomou o poder tudo destroem. A sua ação consiste,apenas na destruição e espoliação daqueles a quem mais devem respeito desconhecendo o que é respeitar o mais velho, aquele que lhes proporcionou o que não teve possibilidade de usufruir.
      Mas, uma coisa, que já afirmei, aqui, não podemos deixar de votar. Não votar é reconduzi-los no poder. Há partidos que não deram provas e outros irão surgir.
      TEMOS TODOS QUE VOTAR EM QUEM NÃO DEU PROVAS porque serão estes a nossa esperança. Votar em quem não esteve no poder é votar contra quem destruiu o país e nos destrói a nós. VOTAR ,repito, em quem nunca esteve no poder é votar contra corruptos! VAMOS TODOS VOTAR CONTRA!

      Grata por seu comentário e beijinho,
      ZCH

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