sábado, 22 de fevereiro de 2014

As Classes Sociais Século XXI



Há dois séculos
existiam três classes sociais:
Proletariado, burguesia e classe média;
Hoje, não há mais…
Em breve será, apenas:
Trabalhador (mal pago, explorado, sugado…);
Alta burguesia (alguns políticos, corruptos e ladrões e alguns patrões).
Estes, envoltos num pestilente cheiro a fascismo!

Hoje, assiste-se à destruição
da classe média,
alicerce da Nação.

Mas, a Nação já morreu;
Levou com ela os elementos constitutivos,
Indestrutíveis:
Os valores, a ética, a moral,
e, porque com ela partiram,
destruído o fundamental
no sistema organizacional,
isto é,  a  vida própria,
restando, apenas, a económica dependência,
a subserviência, a obediência
ao poder económico exterior,
porque já tudo foi destruído,
possuído pela classe detentora,
possuidora, destruidora.

Mataram a Nação!

E, porque mataram a Nação,
a classe média já não sobreviverá
porque a Nação faliu
pela corrupção
que a destruiu!

Hoje, a classe média:
Altamente qualificados,
Quadros Superiores,
Engenheiros e Advogados,
Enfermeiros e Professores
Médicos e outros Doutores
são explorados,  espoliados,
aviltados!

A classe média,
porque explorada,
espoliada, aviltada,
está falida,
numa nação sem a própria vida,
e, brevemente:
Uma parte ausente;
Outra, totalmente
destruída…

Apenas, restará a subalternidade
duma Nação falida
porque destruída,
numa primitiva sociedade:
Trabalhador -  explorado a quem cortam o ordenado;
Alta burguesia - alguns políticos, alguns patrões, corruptos e ladrões!
Estes  alimentar-se-ão
da exploração
da mão de obra barata,
a custo reduzido,
num Portugal falido!

Este é o retrocesso
que estamos a assistir,
num processo
em que, de braços cruzados
e levados pela inconsciência
duma sociedade de indolência,
de moleza, sem destreza
deixando-nos chegar ao fim….
Que tristeza…

Em breve restarão,
apenas, as cinzas
do que foi o sonho da democracia
breve, passageira fantasia!…
                     «»
                  Zélia Chamusca





Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google               

5 comentários:

  1. E é mesmo este o retrato dum sistema de faz de conta, onde os poderosos estão acima da lei (porque a criam a seu contento), poderosos que, ao que me parece, deixaram de ter medo do castigo (divino ou não) que os seus actos nojentos mereceem numa sociedade de respeito, tolerância e igualdade. Democracia em Portugal não passa duma palavra sem tradução real. E basta já de "queixas"...a culpa é minha, tua, nossa, que apenas respondemos a este brutal destino com indolência, paralisia e pieguice. Uma das minhas frases preferidas é: "Paz entre todos os homens". É isso que se passa em Portugal em pleno. Paz entre o que rouba e o que é roubado, o criminoso e abusador e a vítima, O mentiroso e o verdadeiro, o usurpador e o espoliado. Vivamos portanto em Paz e fiquemos à es+era dum qualquer milagre que decerto não irá acontecer dado o caracter destes autênticoa "fulanos de tal". Cinzas e mais cinzas é, de facto, o que restará....

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    1. Olá Adriano,

      É triste o seu comentário como triste e realista é o que escrevi que de poema nada tem a não ser a forma.
      Caminhamos a passos largos para uma ditadura capitalista e parece que não toca a ninguém, pelo menos aos que me rodeiam. Ainda se riem porque eles podem fugir ao fisco e ainda são premiados com benefícios fiscais como incentivo à fuga.
      Tenho vergonha deste povo mole que não se sabe defender e permite ser espoliado até à medula,por quem elegeu para o servir.

      Vão comemorar o 25 de Abril de 1974. Que 25 de Abril se estamos em Ditadura comandada por corruptos e ladrões?

      Que povo é este?



      Onde estão os valores da Liberdade?


      QUEM MATOU OS VALORES DA LIBERDADE?!
      Zélia Chamusca

      Um feixe de luz desceu sobre mim
      E me envolveu de paz e amor sem fim…
      Iluminou meu ser de luz e cor!
      Era a luz do surgir dum novo alvor!

      Era o alvor puro da liberdade!
      A alegria da nova sociedade!
      Era a esperança de um mundo novo!
      Não mais se sacrificaria o povo!

      Amanheceu a paz na luz da alvorada!
      O sol iluminou a primavera!
      Era o começo de uma nova era!

      Quem matou este sonho?! Esta quimera?!
      Onde estão os valores da liberdade,
      Da igualdade e da fraternidade?!
      «»


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    2. Continuação

      Que povo é este?

      http://narcisodosbosques.blogspot.com/2013/09/que-povo-e-este.html

      Para além da tristeza revoltante que aqui se expressa fica a felicidade e alegria da sua presença, Adriano.

      Grande beijinho,
      ZCH

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  2. Tanto o poema como o primeiro comentário traduzem bem o que se passa. E quando os explorados recusam a «paz entre todos»,como no Egipto,na Síria ou na Ucrânia,acabam por entrar no jogo de outra facção do poder tirano que os vinha sugando e são os mais lesados pelas violências desencadeadas.Triste a sina dos escravizados pelo Poder do monetarismo que só vê cifrões sem sensatez nem humanidade.Sem valores de qualquer espécie.
    Pesada herança estamos a preparar pars os nossos descendentes.

    Cumprimentos
    João Soares

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    1. Ilustre A. João Soares,

      É a triste realidade que vivemos e que iremos deixar ficar:
      Um mundo corrupto, desonesto, sem ética e sem moral, sem valores, regido por hominídeos ancestrais incapazes de qualquer evolução humana, sem dignidade e respeito pelo outro, disputando o poder num mundo selvático e cruel.

      Grata por seu comentário.

      Beijinho,

      ZCH

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