sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Incentivo aos infratores


Coitados dos infratores
Que não puderam pagar…
São todos uns bons gestores
Sabem bem administrar

O negócio que bem gerem
Por sua conta e risco,
Pagar ao Estado não querem,
É melhor fugir ao fisco.

Têm benefícios fiscais
Põem o dinheiro a render
Ganham muito e muito mais
Só benefícios vão ter.

Ser esperto é não pagar
Ganha com o perdão fiscal.
Dá lucro prevaricar
Que o Estado premeia o mal!

O cumpridor é que paga,
Paga o pobre reformado,
Vive-se assim nesta saga,
A alguns cortam o ordenado.

Inteligente incentivo
Para os que fogem ao fisco
É um enorme motivo
Trabalhar por conta e risco!
                    «»

                            Zélia Chamusca

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O défice já baixou!



É preciso agradecer
Porque o défice já baixou
Já vamos todos crescer
Pois a crise já passou!

Conseguiram acabar
Com esta crise que criaram!
Foi fácil, foi só roubar
Os que à miséria mandaram!

Roubaram os reformados
Para dar ao capital
E aos bancos já desfalcados!
Foi tão fácil, afinal!

O défice já baixou
A Troika vai abalar
E Portugal já ficou
Com a riqueza a gerar!

Temos que reconhecer
Estes feitos gloriosos
Passou o bom povo a sofrer
Graças aos grandes mafiosos!

Devemos o grande feito
Aos governantes que temos
Render-lhes-emos o pleito
Porque todos já vencemos!
                «»

                       Zélia Chamusca

domingo, 26 de janeiro de 2014

Porque gosto de escrever

















Sinto-me bem quando escrevo,
Imensa tranquilidade…
É já grande este meu acervo,
Fruto da necessidade.

No género literário
Da minha poesia realista
Despejo todo o fadário
Que exponho a todos à vista!

Não guardo só para mim
As injustiças que vejo
Pois divulgo-as bem assim
Mesmo àqueles que não almejo!

É comunicacional
Intercâmbio de palavras
Que dizem o bem e o mal;
Pouco bem p’ra tantos cravas!

Para ter a mente sã
E no corpo saúde ter
Escreva em papel ou ecrã
Tudo o que tem p’ra dizer!
                  «»


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pesadelo ou ficção?



Acordei sobressaltada
Do sono, aterrorizada…
Pesadelo ou ficção
Assolou meu coração?

Apenas sei que acordei
A viver onde não sei…
Era um continente enorme
Onde tudo era disforme!...

Dividido por duas margens
Onde habitavam selvagens.
A norte estes habitam;
Os do sul agonizavam.

À tortura eram sujeitos,
Sofriam da guerra os efeitos,
De rostos escravizados
À fome eram condenados…

Eram do sul os seus países
Onde outrora eram felizes
Até que o espectro chegou
E o capital os tomou!

Era o espectro do poder,
Domínio sobre o outro ser,
Que destruiu todos os países
Onde outrora eram felizes.

O espírito reencarnado,
Setenta anos afastado,
Regressou p’ra dominar
O mundo e a guerra lançar!
                 «»

                         Zélia Chamusca



Da obra - Um Mundo Melhor
Chiado Editora

domingo, 19 de janeiro de 2014

Os Espoliados da Europa

 
 

 
 
Não entendo o que se passa
A explicação é sem sentido
Temos mais uma trapaça
Que ao governo é permitido!
 

Espoliam os reformados
E os jovens têm que emigrar;
Imigram os reformados,
De outros países, a chegar!
 

Dão-lhes isenções fiscais
Na mira de investimento
Dão-lhes tudo e muito mais
Para seu próprio contento.
 

Torturam-se os reformados
Roubando-lhes a reforma
E dá-se aos imigrados
Privilégios doutra forma!
 

Forma discriminatória
Como os velhos são tratados,
Visão alucinatória
P’ra explorar os reformados!
 

Reformados portugueses,
Os espoliados da Europa,
Mas, p'ra os franceses e ingleses,
Isto é que é ser filantropa!






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

 
 
 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Alienação das massas





Vejo surgir a alienação das massas
P’lo capitalismo, p’la corrupção,
Produzida por ideias devassas
Em nome do País e pela Nação!

Criam-se ídolos, homenageiam-se heróis,
Criam-se alibis p’ro povo adormecer!
Acorda povo! Pensa! Por quem sois?!
Pensa e age, não te deixes convencer!

Não deixes que tirem tua identidade!
Olha a estratégia da alienação!
É a tática da desonestidade!

Povo, pensa que és povo soberano!
Luta, luta c'a força da razão!
Com tua luta vencerás o tirano!

                       


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Tenho vergonha desta sociedade


 

Tenho vergonha
de viver numa sociedade
em que se perdeu a moral;
não se distingue o bem do mal.
 

Tenho vergonha
sem vergonha
para denunciar
o desrespeito,
a desonestidade
duma  sociedade
sem moralidade,
onde não existem valores
éticos e  morais,
que regem a conduta humana! 

 

Tenho vergonha
duma sociedade
onde não há respeito
honra, seriedade,
humanidade!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
onde não existem normas morais,
comportamentais,
onde se rompe a ética,
o respeito, o compromisso,
a moral, a honestidade!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
governada, sem lei,
que recusa cumprir a lei!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
gerida pela vingança,
pela malvadez,
pela insensatez,
pela crueldade
que  faz recair sobre o mais fraco,
sobre o pobre e sobre o velho,
sobre o indefeso!…
 

Tenho vergonha
duma sociedade
dominada pela corrupção
que tornou o país e nação
falidos pelo capitalismo!
 

Tenho vergonha
duma sociedade sem escrúpulos
onde se baixam salários,
onde se rompem contratos,
legalmente estabelecidos,
entre entidade patronal
e trabalhador,
a favor do capital!
 

Tenho vergonha
duma sociedade
que não respeita o idoso
que deu à sociedade
condições  que ele nunca pode usufruir,
e que, é, agora,  pela mesma sociedade,
desrespeitado, humilhado,
torturado, espoliado  e escravizado!...
 

Tudo para salvar a corrupção
que destruiu o país e a nação
 

Tenho vergonha desta sociedade!

                         

Poema de - Zélia Chamusca
 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Mercúrio - Cromo




É sempre o mesmo efeito

o do Mercúrio

ou Cromo,

Mercurocromo.


Não há melhoras no cromo…

São todos e mais algum,

já não se safa nenhum…

Rasguem-no!

Rasguem o cromo!


Vamos mudar de tintura,

acabar com o Mercúrio,

Mercúrio e Cromo,

Mercurocromo!

Acabar com a tintura

que os velhos está a atacar!


Aumenta a ferida ao pobre

para com ele acabar

e com seu espólio ficar!


Continua o Mercúrio

a ferida a provocar…

Já não cura…

É preciso atacar!

É o veneno mais alarve

entre todos, todos num!


É preciso atacar

substituindo por outro algum,

algum para recuperar

tantos danos já sofridos!


Este veneno, o Mercúrio,

que ataca só alguns

continua de asas a saltitar

sobre o pobre, a vida a roubar,

anda à solta sem parar!

              «»




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

Sem lei nem grei


 


Atenção que a corrupção

Não nos deixou de enganar!

A quadrilha de ladrões

Não pára de nos roubar!

 

Só ataca os pobres e os velhos

Que para eles trabalharam,

P’ra estes ingratos fedelhos

Que só cartazes colaram

 

Nas paredes a subir,

E, agora, têm o poder

Só nos querem agredir…

Connosco eles irão ver!

 

O respeito já perderam

Porque não o tem quem não o dá,

A moral nunca tiveram;

Serão corridos e já!

 

Não sabem fazer mais nada

Que governar contra a lei!

Para onde segue a parada?

Sem rumo, sem lei nem grei?
                                                      




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                                                       

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Como se cria um idolo


O ídolo não se cria a si próprio;
é a sociedade que o faz surgir. 

É a necessidade
da fuga à realidade,
ao confronto com as dificuldades,
que produz a fantasia
através da qual se cria
o ídolo.

O ídolo não é real;
é imaginário,
e, porque é imaginário,
não se cria a si próprio.

É o imaginário da sociedade
que o cria, recria, sustenta e comanda
em função da necessidade
do coletivo social
que, alienando-se do mal,
com o fim a viver
ou a sobreviver
neste mundo atual,
gera a fantasia
com que constrói o ídolo.

Vivemos numa sociedade
de verdadeira loucura
motivada pela desumanização,
pela corrupção, pela ambição,
pela exploração do ser humano!

Esta realidade gera frustrações
que conduzem
à transferência de perturbações,
à anulação da personalidade,
à alteração da identidade.

Vivemos numa sociedade
de verdadeira loucura,
de permanente tortura
motivada pela corrupção
que gera a necessidade
de alienação.

A alienação
faz da pessoa a negação.
O alienado deixa de pensar,
de agir, de atuar.

Apenas, resta ao imaginário
o ídolo criar
para que o ser humano
se possa alienar
e viver feliz, a sonhar…

Enquanto existir um ídolo
que se possa adorar,
pensando no céu estar,
viverão em paz e tranquilidade
numa corrupta sociedade.
Não irão agir, não irão atuar,
deixarão a caravana passar!

Viverão felizes a sonhar…




Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google