sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O cínico ignora a dor do sofrimento alheio


 

Nunca existe alternativa,
É fatal como o destino
Em cumprir-se a diretiva,
Sem dignidade, sem tino.
 

Os mais frágeis atacados
São mais fáceis de abater,
Sempre estes penalizados,
Sempre os mesmos a sofrer.
 

Pagam pela corrupção,
P’la falta de honestidade
E de tamanha ambição
Que existe na sociedade.
 

Cada vez mais pobres são
E os ricos a enriquecer
Pela força da  opressão
Sobre os que não têm poder.
 

Corromperam a nação,
E o país já destruíram
É tão grande a sua ambição
Que o dinheiro  eles sumiram.
 

Roubaram e bem se encheram
E assim continua a ser,
Comeram e bem beberam
E o pobre a sofrer.
 

Há gente que passa fome,
Ricos cada vez mais ricos
Neste mundo desconforme,
Onde existem tantos cínicos
 

Não pode existir pudor,
De todo o alheio sofrimento
O cínico ignora a dor
Dos que vivem em tormento.
 

É o pobre que paga tudo
Paga o que outros já roubaram,
Roubam velhos sobretudo
E os que muito trabalharam.
 

Os  ricos mais ricos estão
E os pobres mais pobres ficam.
É tão grande a ambição
Que em nada se dignificam.
 

Perderam  a dignidade
Ganharam em ambição
É assim esta sociedade
Onde reina a corrupção!

             «»
 
 
 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
 

domingo, 24 de novembro de 2013

Os Profissionais das Forças de Segurança manifestaram-se pela defesa dos seus e dos nossos direitos


 por Zélia Chamusca

Tenho ouvido muitas críticas, de várias fontes de origem, contra a ação dos militares na manifestação de 21-11-2013 por terem invadido as escadarias da Assembleia da República.
Não entendo porquê.
É inconstitucional?
Mas quem não cumpre a Constituição?
Todos os militares, forças armadas, forças de segurança, chamem-lhes o que entenderem, que se manifestaram, são trabalhadores que não estavam em serviço, nessa altura, estavam de folga, de licença, não havia nenhum fardado, não estavam por conta da entidade patronal. Manifestaram-se, enquanto trabalhadores e cidadãos comuns, tendo agido de acordo com a lei que lhe permite o direito à manifestação.
Muitos manifestantes de outras origens profissionais, privadas, particulares, públicas, etc. já tentaram noutras alturas, romper a vedação de acesso à escadaria não  tendo conseguido, impedidos pelas autoridades que estavam ao serviço da Assembleia da República.
Agora, estes manifestantes, trabalhadores, cidadãos comuns, como todos os de manifestações anteriores, conseguiram derrubar o acesso à referida escadaria.
Qual é o problema?
Eles mostraram dignidade, coragem e disciplina ficando apenas, ali, quando poderiam ter ido mais além.
Estes manifestantes quiseram manifestar à Assembleia da República a sua indignação pela injustiça em que se encontram, prejudicados em seus baixos salários, que serão reduzidos, não lhes permitindo uma vida com dignidade.
Quiseram, ainda, lutar por condições, que lhes permita o desenvolvimento da sua atividade profissional, na defesa e garantia dos direitos de todos nós cidadãos, nos termos da lei consignada na Constituição.
Os cortes de que estas forças de segurança irão ser alvo colocarão em causa a segurança dos cidadãos.
Estes manifestantes, profissionais, forças de segurança, manifestaram-se pela defesa dos seus e dos nossos direitos.
Saúdo estes militares que não têm o devido reconhecimento e poem em risco a própria vida defendendo os cidadãos como aconteceu, na noite passada, com um militar da GNR que perdeu a vida.
Termino com o poema postado no blog:


               

MEUS APLAUSOS ÀS FORÇAS ARMADAS


(Minha homenagem aos militares da manifestação


 de 21-11-2013)


Meus aplausos às forças de segurança,
Que provaram sermos nação de bonança,
De coragem, de força e disciplina
E mostraram como ao Poder se ensina!

Um polícia é, também, um ser humano,
Que faz parte do povo soberano
E a sociedade é missão defender
Isto os polícias souberam dizer!

As pessoas não são coisas; são humanos
O Executivo deve procurar
Um outro rumo para governar!

A Constituição tem que respeitar,
Procurar servir todo o cidadão
E não vitimá-lo p’la corrupção!
                 «»
                                                                                                                  


2013-11-24
                                                             

sábado, 23 de novembro de 2013

Perdeu-se a vergonha




  

Vergonha é um pilar
Em que a sociedade
Tem que se firmar
E a lei não  violar.
 

Isto diz a ciência
Do conhecimento
Que exige decência
No comportamento.
 

Era, já não é, não,
Porque a lei é violada
Pela corrupção
De enorme cambada!
 

Já não há vergonha,
Já nem há respeito
E nem quem se oponha,
Ou quem de Direito!
 

Vergonha morreu
Porque o oportunismo
Dela se esqueceu
P’lo capitalismo!
 

Perdeu-se a vergonha
E a sinceridade,
Não há quem reponha,
No mundo, a verdade!
 

As próprias ideias
Que agora se dizem
Tomando as alheias
Logo se desdizem.
 

Tal o oportunismo
Sem moralidade,
Neoliberalismo
Nesta sociedade!
         «»

 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Meus Aplausos às Forças de Segurança

na manifestação de 21-11-2013

 


Meus aplausos às forças de segurança,
Que provaram sermos nação de bonança,
De coragem, de força e disciplina
E mostraram como ao Poder se ensina!
 

Um polícia é, também, um ser humano,
Que faz parte do povo soberano
E a sociedade é missão defender.
Isto os polícias souberam dizer!
 

As pessoas não são coisas; são humanos
O Executivo deve procurar
Um outro rumo para governar!
 

A Constituição tem que respeitar,
Procurar servir todo o cidadão
E não vitimá-lo p’la corrupção!
                 «»
 
Minha homenagem aos militares na manifestação de 21-11-2013
Poema de - Zélia Chamusca

Fonte de imagem (foto real) - Google

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Os pobres não se queixam


por Zélia Chamusca


Nestes conturbados tempos em que vivemos, governados pelo egoísmo e insensatez, tenho ouvido falar tanto de que não há pobreza em Portugal e que quem se queixa não é pobre.

Os que se queixam fazem-no porque, apenas, pretendem disfarçar sua riqueza, isto é, proteger o que é seu. Isto eu ouvi, ontem, dia 17 de Novembro de 2013, no Canal1 RTP. Todos pudemos ouvir.

Esta insensatez e desumanidade têm vindo, alegadamente, de várias fontes da sociedade portuguesa, desde o poder governamental e político até algumas instituições de solidariedade. Todos temos ouvido, ou não? Todos ouvimos só não ouve quem não quer e por isso não me permito aqui referir os autores e difusores desta ideia, de que somos todos ricos.

Ontem, repito, dia 17 de Novembro de 2013, todos pudemos ver e ouvir na TV Canal 1, na televisão estatal, paga por nós, um dito, não há adjectivo que possa definir um … assim…

A imagem que eu vi lembrou-me um autêntico demónio vindo das profundezas dos infernos, e, há muitos outros seguindo as mesmas pegadas.

Só pode ser, efectivamente, repito, só pode ser um verdadeiro demónio que todos conhecemos e que se diz cristão e é neoliberal como todos os que nos desgovernam governando-se.

Argumentava o seguinte:

"Não há pobres em Portugal, não há reformados pobres e os que se queixam não são pobres, fingem que são. Os verdadeiros pobres não se queixam."

Tem razão os verdadeiros pobres não se queixam, mas não por não haver pobres. É que estes, os mais pobres, que, infelizmente, já são muitos, a debilidade é tal que não têm condições nem físicas nem intelectuais para se poderem queixar, manifestar, agir correndo com estes desumanos, criminosos que destruíram toda a economia portuguesa e nos estão a espoliar a nós reduzindo todos à miséria!

Sim, não agem porque a carga da injustiça, da desumanidade, neste mundo egoísta é tal que os destrói totalmente incapacitando-os física e moralmente privando-os de viver com dignidade, reduzindo-os a autênticos farrapos humanos!

Dizia, ainda, que:

"Aumentar o salário mínimo é criminoso porque iria reduzir o emprego e seria estragar a vida dos pobres."

Não posso entender como é possível, neste país da Europa onde o salário mínimo é o mais baixo em toda a União Europeia, se preconize redução de salário e corte nas pensões de longa duração (aumentando as deles de curta duração, com 8/12 anos de descontos para reformas douradas, algumas moralmente escandalosas).

Irei rezar para que, se os humanos não fizerem justiça por suas mãos, que Deus a faça e que mande estes preconizadores desta doutrina esclavagista, cruel e desumana, o neoliberalismo, que os mande, repito, viver, com o salário mínimo, debaixo da ponte.

O que estes doutrinadores, que se governam, preconizam para a solução da crise, que eles criaram governando-se, e, que já estão a implementar em Portugal:

Princípios básicos do neoliberalismo

-      Mínima participação estatal nos rumos da economia do país;

      Nenhuma intervenção do governo no mercado de trabalho a não ser  
privatizar empresas, reduzir salários e aumentar a carga horária e idade
da reforma;

-        Política de privatização de empresas estatais;
-        Destruição do estado social;
-        Abertura da economia à entrada de multinacionais;

-        Diminuição do tamanho do estado, (serviços públicos);        

-        Aumento excessivo da carga fiscal aos cidadãos comuns;

-        A base da economia formada por empresas privadas;
-        Financiar serviços privados com dinheiro públicos;
-        Defesa dos princípios económicos do capitalismo.
É isto que queremos?

Neste Natal, irei pedir ao Menino Jesus, para que quem tem poder para agir, o faça, isto é, que destrua este governo antes que nos destruam totalmente a nós.

Os mais pobres, que são muitos, de facto não têm voz porque estão impedidos de protestar pela sua extrema debilidade moral e física em que se encontram, causada por tanta tortura desta sociedade injusta, cruel e desumana!
                                                                      

domingo, 17 de novembro de 2013

Quando os animais falavam





Quando  eu era uma criancinha
Vovó me vinha contar
Histórias da Carochinha,
Fantasias de me encantar!...

Do tempo em que os animais,
Como nós, eles falavam,
Vovó lia, então, nos jornais
Historias que relatavam.

Não existia televisão,
Lia-me contos fabulosos,
Que me enchiam o coração,
De gigantes poderosos!...

Há tanto tempo partiu…
A Vovó foi para o céu…
Porém, hoje, a Vovó saiu,
Veio até aqui, desceu do céu!... 

Vovó eu não vi. Mas ouvi
E na televisão vi
Um animal a falar,
História de aos céus bradar!

Dizia ele que não há pobres
Porque os pobres nunca falam
E os que dizem que são pobres
A sua riqueza eles calam.

Não há reformado pobre,
Nem há trabalho precário,
Nem há trabalhador pobre,
Todo tem o seu salário.

Pois, se todos ricos são,
Como aumentar o ordenado?
O mínimo? Nunca! Não!
Porque já é um grande ordenado!

O aumento é ato criminoso,
Porque aumenta o desemprego!
É grande crime doloso!
Mais ficarão sem emprego!

Ainda continua esta história,
Que, agora, os animais falam,
Uma anedota irrisória
De que nunca se lembraram:

Não se paga o ordenado,
O trabalhador já é rico
Vai ficar tudo empregado
E o patrão fica mais rico!

Assim, a minha avozinha
Saudade me veio matar,
Não me contou a Carochinha;
Ouvi este animal falar!

É grande a besta animal,
Quando os papagaios parlavam!
É o ser mais irracional,
Dos tempos em que falavam!

A história foi relatada
Estava eu à mesa a almoçar,
Não pude comer mais nada,
Tive que, aqui, me ficar!...

A história que foi contada
É dum enorme animal
E não vos conto mais nada
Que agora chegou o final!
                «»




VEJAM O LINK  abaixo
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3537583
             



Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Os Donos do Mundo Também Morrem!










  

Eles pensam que não morrem,
Pois, agem como se não,
Só para si o mundo absorvem
Levados pela ambição!

Tão ricos e tão ambiciosos
Só p’ra eles o mundo querem
São seus donos poderosos
Quanto mais têm mais querem!

Do mundo eles são senhores,
Dominam pelo poder,
São grandes exploradores,
Que fazem tantos sofrer!

Enriquecem a roubar
Os pobres que tanto sofrem!
Querem o mundo levar!
Não pensam que também morrem!

Partem, levam a ambição
E a alma repleta de nada!
Aqui, o corpo deixarão
Com a carne aos vermes dada!
                  «»
                         
                                   Zélia Chamusca
 


Da obra - Um Mundo Melhor- Poesia de intervenção social e política

Fonte de Imagem - Google 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Traição



 

Traição é o mais vil sentimento,
Ação de gente inumana,
Que causa tanto tormento
Provindo de mente insana!
 

Atormenta a sociedade,
Corrói Pátria e Nação
Em tamanha crueldade
Que apunhala o coração!
 

Andam por aí traidores
Bem vestidos de cordeiro
Mostrando-se sabedores
P´ra gerir nosso dinheiro,
 

Apenas, p´ra eles se encherem
Com o que é do cidadão!
É só isto que eles querem:
Completar a destruição!
 

Tem cautela cidadão
Não te deixes iludir
Olha a lança da traição
Que a ti pretende atingir!
                                                                «»


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dia Mundial da Poupança

 
 


Não tenho qualquer lembrança
De ouvir falar em poupança,
Agora, por todo o lado
É o tema que é mais falado.
 

Não dá para compreender…
Tantos pobres a sofrer,
Como falar em poupança?
É sobre os que enchem a pança?
 

É poupança e mais poupança…
Hoje é dia da poupança,
Um célebre DIA MUNDIAL,
Uma data tão especial!
 

Célebre trinta e um de Outubro!
Que me deixa mesmo ao rubro!
Fico mesmo tão irritada
Porque não entendo nada!...
 

Como poderei entender
Este célebre dia haver
Para homenagear ladrões
Que nos roubam os tostões?
 

Os ladrões podem poupar
Com os pobres a ficar
Muito mais empobrecidos
Por estes grandes bandidos!
                     «»

                                 Zélia Chamusca

                                          31-10-2013

 

 
Dia Mundial da Poupança instituído em 31/10 de 1924, no primeiro Congresso Internacional de Economia, em Milão.
    Um célebre dia tão atual e tão badalado…
Claro, estamos a regredir para o início do século passado…

 

Poema de – Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sábado, 2 de novembro de 2013

É só gamar, só gamar!





É só gamar, só gamar!
Só ao indefeso vai furtar...
Eu nunca vi coisa assim…
Será deles ou de mim?...

É só gamar, só gamar!
Eu nunca vi nada criar…
É gamar ao reformado
E aos de baixo ordenado!

É só gamar, só gamar!
Eles saem a rebentar,
De barriga plena, cheia,
Destruindo a vida alheia…

É só gamar, só gamar!
Não param, de se fartar,
Só causam destruição
Roubando aos pobres o pão!


É só gamar, só gamar!
Só os indefesos atacar,
Não condenados p’la lei;
Serão vencidos p’la grei!

              «»
Da obra - Um Mundo Melhor
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora

Fonte de imagem - Google