quarta-feira, 2 de outubro de 2013

TROVA XV

 
 
 
Trova e formatação de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

4 comentários:

  1. Enuncia um problema e, ao sugerir a solução coloca duas hipóteses à escolha. Mas não há escolha pois ambas são verdadeiras.
    Realmente não habitávamos este mundo, pois era outro aquele em que vivíamos, onde havia valores, princípios, humanidade . seriedade, palavra, honra sem o consumismo gerado pelo monetarismo, capitalismo, desejo de ostentação de imitação, com inveja e demasiado egoísmo.
    E em consonância com isso, o espectro actual não existia, como se deduz daquilo que disse no período anterior e porque toda esta loucura resulta da má utilização da tecnologia moderna. Esta foi criada e desenvolvida para facilitar o trabalho do ser humano, mas este, com a sua mente débil igual à dos seus antepassados pré-históricos,, deixou que a tecnologia o escravizasse. Hoje já não temos livre arbítrio, pois não conseguimos libertar-nos das tecnologias E amanhã será pior, pois não se consegue travar a corrida para o apocalipse.

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    1. Olá, Ilustre Amigo, A. João Soares,

      Porque, fundamentalmente, o espectro não existia é que vivi num outro mundo. Sendo como diz: as duas hipóteses verdadeiras.
      É verdade, e, que saudade tenho do mundo em que cresci e onde aprendi a conhecer os valores que devia seguir na caminhada da vida:

      A educação, o respeito por todos e em especial pelos mais velhos, a honestidade, a honra, o cumprimento da palavra dada, a fraternidade, a solidariedade ajudando ou encaminhando sempre os que de mim precisassem.
      Não existia inveja. Quando eu dizia eu quero ser, ser isto, aquilo, aprender, sempre me diziam pois serás. Trabalha para isso. E foi o que fiz sempre. Trabalhei para ser o que sou e para ter o que tenho.

      Havia respeito. Não existiam corruptos, não existiam ladrões. Podíamos ter a porta sempre aberta, como era comum nas aldeias. E, na cidade, abríamo-la aos pobres que pediam comida a quem servíamos com a porta sempre aberta.
      O "espectro extremista do neoliberalismo" não existia entre nós. Eu tive a liberdade de crescer, de ser e de ter, e, nunca ninguém me roubou nada; agora, espoliam-me até aos ossos e parece que até a pele me querem comer.
      Saudade...

      Grata por seu comentário e beijinho,
      ZCH

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  2. Sempre existiu querida Zélia.
    Apenas altera sua dimensão no decorrer do tempo.
    Excelente trova.
    Bjsssss

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    1. É verdade, Querida Monica, porque não tinha esta dimensão eu não a via; agora, até cego vê!

      Com devido respeito pelos invisuais que tenho a honra de conhecer,alguns desde os tempos universitários, e admiro, porque veem mais com os olhos fechados do que eu com eles abertos.

      Grata Querida Monica, e, beijinho,
      ZCH

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