terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mais uma ajuda ao patrão!



 

P’ra o patrão ser ajudado
Tem que ser incentivado
A baixar o ordenado
P'ra arranjar muito empregado.
 

Dez por cento ajuda o Estado,
Vai baixar o IRC,
Baixando o ordenado,
Claro, logo se vê:
 

O défice vai acabar
Com a produção a crescer,
Também o emprego aumentar
Para a crise se vencer.
 

Na imensa crise europeia
Tal benemérita ação
Com que o Governo premeia
Mais uma ajuda ao patrão!
 

Não haverá desemprego,
Todos vamos ajudar
Que o patrão tenha sossego;
Não precisará pagar…
 

Trabalho é voluntariado
Que o trabalhador abraça.
Não precisa de ordenado;
Irá trabalhar de graça!

         «»
 
 
 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google

9 comentários:

  1. «Sejemos» (como diz Passos) irónicos, mas não tanto. Tudo tem limites e tirar todas as migalhas do prato do pobre eliminará a pouca energia que vai tendo e ele, acordará e antes do último suspiro, dará um pontapé na máquina que o explora e rebentará com o negócio do patrão e com a mama dos pulhíticos. É isso que representa o diagnóstico feito em http://domirante.blogspot.pt/2013/09/o-caudal-fluvial-esta-engrossar.html

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  2. Caro Amigo, Ilustre A. João Soares,

    É sempre uma surpresa e curiosidade quando vejo um novo comentário.

    Claro, é, normalmente, de A. João Soares o que é, para mim, uma alegria entusiasmante.

    Fico feliz por ter conseguido, através de linguagem tão simples, transmitir a mensagem, e, oxalá que sejam muitos a ler e entender.

    Nem todos podem ter a cultura e sensibilidade de A.João Soares, não falando naqueles que se juntam aos "pulhíticos" na mira de também lá chegarem e poderem explorar o pobre e aumentar a pobreza destruindo a classe média, e, não só, para que fiquem só eles ricos, os exploradores, e; os pobres seus escravos trabalhadores ativos e os trabalhadores que já trabalharam durante toda vida dura, e muito contribuíram para que este País pudesse ter crescido.

    Os novos ditadores estão na mira de os eliminar, mas existe ainda nesses que venceram as dificuldades de uma ditadura de 40 e conseguiram singrar na vida com força, honestidade e determinação e, sobretudo, com trabalho intenso e honesto, muitos destes ainda têm a garra que os ditos "pulhíticos" não têm e, muito em breve, iram demonstrá-la.

    Os que se reformaram com 12 anos de descontos esses, e, outros tais que se isentam das dificuldades com que condenam a maioria espoliada, esses, repito, não contam porque se juntam e "eles".

    Já li, há dias, o artigo que indica em:

    http://domirante.blogspot.pt/2013/09/o-caudal-fluvial-esta-engrossar.html

    Fico na certeza de que a concretização do sonho seja, em breve, uma realidade.

    Caro Amigo, não calcula o que me fartei de rir com o seu neologismo, "pulhíticos", que enriquece a língua portuguesa e enriqueceu minha cultura.

    Beijinho, e, tenha um muito bom dia,

    ZCH

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  3. Cara Amiga ,

    Transcrevi este seu poema no post É PRECISO QUALIFICAR OS POLÍTICOS, com a conveniente identificação da origem

    Beijo
    João

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  4. Olá,Ilustre Amigo, A. João Soares,

    Se o fez porque considerou de importância meu simples poema que traduz um grito de revolta.

    É uma honra para mim.

    Vi o post que indica e, efetivamente eles, os desgovernantes, é que precisavam ser requalificados,mas,nem isso merecem...

    Eu não sei é como o povo português tem tanta "bondade" para aguentar...

    Muito grata,

    ZCH

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  5. Cara Amiga Zélia,

    Pensar, um acto de que muita gente não é capaz, acaba por ser angustiante para aqueles que procuram perceber as razões das coisas. Quanto maior for o desemprego, mais os trabalhadores aceitam os maiores abusos, para não desgostarem os patrões que os despediria. Como o desemprego está muito elevado, os desempregados que queiram trabalhar não têm coragem nem beneficio em pedir salários altos e aceitam uns cêntimos por cada hora de trabalho.
    COMO SAIR DAQUI?
    A saída tem que ser provocada p
    elos desempregados, pelos pobres pelos que estão a ser arrastados para a miséria, pelos políticos mentirosos, que sacrificam os outros mas protegem os do seu bando. Dizem que a economia está a desenvolver-se, mas, então, porque fazem um orçamento para 2014, baseado em cortes em agravamento da austeridade???
    Mentirosos compulsivos. Mentirosos «irrevogáveis».

    Beijo
    João

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  6. Amigo e Ilustre senhor A. João Soares,

    Penso que já leu o artigo abaixo, mas mesmo que não tivesse lido não seria preciso para ilacionarmos que os 70 milhões de euros dados aos patrões com a descida do IRC serão pagos com o roubo do dinheiro dos reformados, das suas reformas e pensões. Ao cobardes e desonestos são assim tiram ao pobre para dar ao rico...

    Grata por sua confortante presenta e beijinho,
    ZCH

    Baixar taxa de IRC custa 70 milhões de euros ao orçamento de 2014

    O Governo prevê perder cerca de 70 milhões de euros em receitas com IRC com a redução da taxa de 25% para 23% que irá aplicar para o próximo ano, anunciou hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio.


    "Em 2014, prevê-se uma redução da receita de IRC de cerca de 70 milhões de euros com esta reforma", afirmou o governante durante a apresentação da proposta de reforma do IRC que o Governo irá agora enviar ao Parlamento.

    Paulo Núncio explicou que os efeitos da redução da taxa de IRC "serão compensados de uma forma muito significativa com o efeito que terá no investimento", e dai esperar este valor de custo para o orçamento caso o cenário esperado pelo Governo se concretize.

    Agência Lusa

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  7. Este comentário é de 14 de Outubro.

    Atualizada a situação, hoje, serão mais de 70 milhões dados aos patrões sendo retirados aos funcionários públicos e reformados e ao cidadão comum,porque a redução do IRC será para 17%.

    Não vou fazer contas porque ainda haverá alteração.

    Salvo, a exploração de quem trabalha e já muito trabalhou; a exploração cobarde continuará!!!

    ZCH

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  8. A rapaziada do Governo mostra que sabe brincar com os números a favor de quem lhes dá tachos ou melhor «robalos» e recebe alheiras (Como contava Armando Vara sobre as suas relações com o sucateiro de Aveiro). Fica tudo pela roubalheira .
    Mas tal como os futebolistas não pensam na relva que pisam, também os pulhíticos não pensam nos cidadãos que exploram em benefício de uns tantos milionários , que são os reais os reais donos do País.

    eBijo com votos de Boas Festas

    João

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  9. Boa noite, Ilustre Sr. A. João Soares,

    Esta gente (gente?) não tem mesmo vergonha na cara!...

    Eu nem tenho palavras...

    Acabaram de levar outro chumbo. Isto não é comigo mas eu vejo pelo lado do dever ser e da honestidade e quero para mim o que quero para todos os outros.

    O Des(governo) levou mais um chumbo mas vão procurar, seja como for, roubar ao reformado.... São cobardes sem vergonha.

    Roubam ao reformado o que é do reformado. Gastaram (roubaram) o dinheiro das pensões e depois falam em insustentabilidade da Segurança Social.

    Desculpem porque o que versa o poema é a ajuda ao patrão baixando o IRC, enquanto continuam a roubar os trabalhadores e os que muito trabalharam enquanto esta gente (gente?) andava a colar cartazes.

    Já basta!

    Como é possível aguentar-se isto?

    Que povo é este?

    Grata, A João Soares, por sua agradável e incentivante presença.

    Feliz Natal e beijinho,

    ZCH

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