Sinto a angústia
Que me não deixa ser feliz.
Esta dor permanente
Que só a conhece
Quem a sente.
Quem vê a injustiça
Da desigualdade
E da falta de liberdade;
O paradoxo
Da anulação
Da essência da pessoa
Que gera frustração.
Por causa da ambição
Quantos, quantos...
Nunca viveram em comunhão?!!
Eternos excluídos,
De todos esquecidos,
Marginais,
Que afinal,
De tantos são iguais!
«»
Zélia Chamusca
98/07/14
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
EXCLUSION
By Zélia Chamusca
Feel the anguish
I do not let it be happy
This permanent pain
That only knows
Who feels.
Who sees injustice
inequality
And the lack of freedom;
The paradox
cancellation
The essence of the person
Which generates frustration.
Because of ambition
How many, how many ...
Never lived in communion?!
Eternal excluded
All forgotten,
marginal
That after all,
So many are the same!
«»
Zelia Chamusca

Excelente grito de dor. De facto está a ficar insuportável...mas...é preciso lutar e a Zélia fá-lo com toda a garra. Parabéns.
ResponderEliminarOlá Adriano,
EliminarEste poema foi escrito há 15 anos, em 1998.
E, tristemente, está mais atual que nunca e por isso me lembrei de o postar aqui.
Na altura, o sentimento que me levou a escreve-lo era outro, diferente do que sinto hoje.
Também a exclusão se pode manifestar em diferentes perspetivas, mas é sempre num contexto social gerador, mesmo que psicológico, dado que este se manifesta no excluído em consequência de determinada "praxis" social geradora da exclusão.
Quando evoluirá a sociedade?
Fico feliz com seu comentário.
Beijinho,
ZCH