sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A correr atrás da bola





Tantos milhares por dia
Pagos  p’la bola correndo,
É nesta vida a ironia
Deste mundo que eu não entendo…

Tantos a morrer de fome
P’la imensa crueldade humana,
Tanta mente tão disforme
Tão cruel e tão desumana!

Quem alimenta este estado
Num mundo triste, está doente.
Nenhum deles tem pensado
Na dor que este mundo sente!…

A correr atrás da bola
Na grande bola do mundo
Ficam bem doentes da tola
Que é pesada como chumbo!

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Da obra -  UM MUNDO MELHOR
Chiado Editora
 Autor - Zélia Chamusca  
Fonte de imagem - Google     



                                                                                    

9 comentários:

  1. Cara Zélia Chamusca

    Este mundo está mesmo doente da bola!!!
    Apesar de :
    Tantos a morrer de fome
    P’la imensa crueldade humana,
    Tanta mente tão disforme
    Tão cruel e desumana!


    Deparamos com o fenómeno de loucura da bola, caso anedótico porque há poucos anos quando alguém dizia que fazia algo por desporto, queria significar que era por gosto e sem qualquer remuneração. Nessa ordem de ideias já não há desporto, mas apenas negócios e de má qualidade, em que se compram árbitros e se combinam resultados...
    Mas não é apenas o futebol que choca pelo dinheiro em jogo, pois também as armas são uma ameaça à paz como se vê no post
    10 FORÇAS ARMADAS MAIS PODEROSAS

    E, assim, muitos continuarão a morrer de fome, para outros se ufanarem de dinheiro super-abundante e desbaratado.

    Beijo
    João

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  2. Teus versos revelam grandes verdades Zélia!
    Não há necessidade de tanto dinheiro investido nessa modalidade. Enquanto tantos passando necessidade!
    Bjssss

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    1. É uma injustiça para com tantos nossos irmãos em Cristo que estão a morrer de fome, pagarem cento e cinquenta mil euros POR DIA a um jogador de futebol.

      E, quem alimenta isto são os adeptos que gastam o seu dinheiro para assistirem aos desafios.

      E, o mais grave é que é um mal epidémico...

      Ninguém vê isto?!!!

      Beijinho,

      ZCH

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  3. Cara Zélia este assunto vem dar razão a uma frase que vi publicada. «a pouca inteligência de muita gente localiza-se no seu telemóvel» e essas fazem gala desse dote expondo o aparelho de forma bem visível pelos outros, em qualquer sítio onde param. Estas alarvidades geram o culto dos «ídolos efémeros>» a que referiu o Papa Francisco.
    Beijo
    João

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    1. Olá, Amigo A. João Soares,

      Há muita gentinha fútil que, apenas, se preocupa em viver de aparências, nem sei de quê... Porque elas nem sabem o que são...

      Grata Amigo e beijinho,
      ZCH

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  4. Será que o desporto profissional não passa duma "lavandaria" para branquear dinheiro sujo? Já agora valia a pena pensar nisto....

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    1. Olá Adriano,

      Há um jogador, ouvi um dia destes, não refiro o nome, ganha 15 milhões de euros por ano. Outro ganha 150mil euros por dia e não pagam impostos...

      Há à volta do jogo qualquer máfia.

      Mas, o que me impressiona é que há no mundo tanta gente a morrer de fome enquanto outros apodrecem em dinheiro. Sim, apodrecem porque estes também morrem.
      Grata por sua presença e beijinho,
      ZCH

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  5. Cara Amiga Zélia,

    Há dias morreu o melhor jogador de futebol português dos últimos tempos. O valor dele nos relvados merecia homenagem. Mas houve excessos escandalosos. Não se podia abrir um canal de TV que não estivesse a dar imagens das pessoas que estavam no velório e que tinham gosto em falar para os micros dos jornalistas. Os políticos estavam lá todos !!! Mas estes estavam a usar a sua táctica: enquanto o povo estivesse voltado para ali, não falava contra os excessos do Governo e, por outro lado por ver os governantes naquela atitude popular, o seu voto em próximas eleições seria inclinado para aqueles «bons portugueses» que estiveram sintonizados com o povo. Isto na mão d eum sociólogo isento de cores políticas daria um bom tratado das fragilidades das pessoas e das possíveis tácticas para as dominar e conduzir ao desejado pasto (ou ao matadouro).

    Beijo
    João

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    1. Ilustre Sr. João Soares,

      Foi esse facto que me levou a escrever "Como se cria um ídolo".

      A sua conclusão neste comentário coincide com o final do que expresso no meu comentário deste, aqui, referido poema, em resposta ao seu.

      Estamos de acordo.

      O povo não vê...

      Deixa-se manobrar. E, a manobra continua e não vêm ou será que não querem ver?

      Grata por sua importante presença,

      Beijinho,

      ZCH

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