sábado, 13 de julho de 2013

Nesta ausência de mim




 

 

Perco-me

Nesta ausência de mim

Que preenche o vazio do nada,

Do vácuo,

Onde as horas são dias

E os dias são horas.

Tudo é igual,

Monótono,

Sem tom,

Sem cor,

Sem amor …

 

Os dias passam no tempo,

Onde, apenas, ouço o vento

Soprando as nuvens negras,

Compactas, pesadas,

Carregadas de lágrimas salgadas…

 

Passa a vida no tempo

Onde a monotonia,

Por ironia, se esvai

Num simples ai

Que da vida sai…

           
  






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Coragem? Ou cobardia?









Um outro dia

ouvi chamar coragem

à cobardia.

Que ironia…


A vil cobardia

é medo,

é fraqueza,

pois, apenas, atinge

os que não têm defesa,

a quem o sofrimento inflige!


É cobarde, é traidor

o que atinge o desprotegido,

a quem causa tanta dor,

fazendo deste

o alvo preferido.


O rico está isento

do tormento…

Na guerra, o rico foge;

Fica o pobre,

e, só este sofre…

É o pobre que de escudo serve

para proteger o rico a quem serve…


E, até nas intempéries,

Deus meu,

nas catástrofes naturais

são os pobres que sofrem mais…


É tal a injustiça

que até brada aos céus,

causando tantos escarcéus,

que por vezes chego a crer

que estou a enlouquecer…


Quando ouço chamar

coragem à cobardia

é tanta a ousadia

que já nem sei

se louca serei,

perante tanta cobardia

que só por ironia

será coragem

algum dia!...
     «»

                          Zélia Chamusca
 





 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Nasceu a alvorada!



 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nasceu a alvorada!

O sol tem novo brilho!
 
Renasceu a esperança
na bonança,
na liberdade,
igualdade
e fraternidade
na nossa  sociedade!
 

Nasceu a alvorada
em nossos olhos espelhada
e em sorrisos
manifestada!
 

Nasceu a alvorada
em cada coração,
renasceu a esperança
nesta ditosa nação!
            
  





 


 
Poema de  - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google