sábado, 1 de junho de 2013

Quero ser livre num Portugal Independente!



 

 Não quero mais austeridade,
quero ser pobre em liberdade,
quero preservar o que é meu,
que só eu
defino e defini,
que construo e construí!
 

Não quero país de vândalos,
não quero sociedade de escândalos,
não quero criminosos,
não quero corruptos
nem  quero ambiciosos!
 

Não quero a  corrupção
naqueles que nos tiram o pão!
Vamos correr com  os ladrões
que nos roubam os tostões!
 

Quero uma nação pura
de amor e doçura!
Não à ditadura!
 

Quero viver numa sociedade
de amor e liberdade,
de  igualdade

e de fraternidade!

Quero respeito  pela humanidade
e respeito pelos valores humanos.
Quero recuperar a  dignidade
numa Europa moribunda
em que mataram os valores humanos,
mataram a dignidade,
mataram o respeito,
mataram a igualdade!
 

Querem reduzi-la a cinzas?!
 

Eu quero que, unidos,
pelos laços da fraternidade,
façamos surgir em liberdade
uma nova sociedade,
tal como  Fénix,  das cinzas renascida!

 
Saibamos ser independentes
bastando-nos a nós, tal como Fénix
que se reproduziu  sem parceiro,
que nos unamos pelo amor fraternal,
na reconstrução,
do nosso Portugal!

                   «»

                                   Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

8 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá Adriano! Ainda bem que estamos em consonância.
      Grata pela sua presença.

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  2. Portugal; Terra abençoada.
    Cada cidadão quer apenas poder viver dignamente em sua nação. Será que isso é pedir demais?!
    Mas a corrupção impede os valores duma nobre nação!
    Jamais cale seus versos. São necessários par alcançar todo justiça de um povo merecedor.
    Parabéns por tão linda obra.
    Bjsssss

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    1. Monica, Querida,

      Você é mesmo um amor...

      Grata por seu carinhoso comentário e muito amor para si,

      ZCH

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  3. Cara Amiga Zélia

    Parabéns por este belo texto, muito valorizado pela expressão poética.

    Mas evite cair na mesma tentação dos revolucionários da França que juntaram duas palavras inconciliáveis, se não legarem um aditamento: igualdade «de oportunidades». É que em liberdade não pode haver igualdade. num colégio, numa formatura militar, para estarem todos uniformizados não podem ter liberdade de vestir a seu gosto, com a moda preferida por cada um. Na revolução francesa não tardaram a coartar a liberdade dos outros, dos que pensavam diferentemente.

    Estou com todos os que defendam a liberdade de pensamento e de expressão desde que cada um respeite os outros e aceite igual liberdade para cada um. dos outros.

    Porém os nossos políticos nem pensam nestes conceitos , tão absorvidos estão com o seu enriquecimento pessoal, rápido e por qualquer forma. Preocupam-se fundamentalmente com as habilidades que podem dar mais votos para se manterem agarrados à mama do orçamento e tudo fazem para denegrir a imagem dos partidos adversos. As intrigas e, boatos e pequenos atritos, são a sua especialidade. Mas aquilo a que devem dar prioridade, a defesa da qualidade de vida da população e o crescimento de Portugal, isso fica esquecido no fim da lista.
    A carência de inteligência leva depois os arrogantes governantes a esquecer o bom senso e o dever social perante a população e colocarem em risco o seu próprio futuro. Inclusivamente, nem pensam que depois de destruírem toda a sociedade, eles não conseguem sobreviver por falta de trabalhadores que alimentem as suas comodidades e que paguem impostos para os seus gastos.

    Beijo
    João

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  4. Olá Ilustre Amigo, A. João Soares,

    O termo igualdade, aqui, quer dizer igualdade em dignidade e direitos.

    Não posso explicitar muito porque estou subordinada à sonorização do poema que, embora em verso livre, imprimo-lhe sempre uma determinada musicalidade.

    Como muito bem sabe e faz alusão em seu sabedor comentário
    a tríade "liberdade, igualdade, fraternidade" é o slogan da a Revolução Francesa.

    Estes ideais vulgarizaram-se e foram adotados nos movimentos sociais dos países que nem sempre os respeitaram e interpretaram devidamente.

    O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos contém estes ideais:

    "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."

    É neste contexto que eu utilizo os termos liberdade, igualdade, fraternidade, ou seja, no contexto da democracia.

    A Constituição da Republica Portuguesa contempla este princípio - igualdade- da seguinte forma:

    "Artigo 13.º
    Princípio da igualdade

    1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

    2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual."

    Faço minhas suas palavras no que se refere aos nossos governantes.

    Se eles fossem inteligentes e honestos nunca ignoravam e desrespeitavam a Constituição Portuguesa que é o cerne da democracia.

    Eles ignoram e querem ignorar a Constituição porque querem matar a democracia.

    Não podemos permitir e lutaremos cada um à sua maneira como pudermos!

    Mas teremos que lutar todos!

    Muito grata por seu comentário que muito ilustra este espaço.

    Beijinho,

    ZCH

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  5. Querida Amiga, Não quis criticar nada do que disse,porque concordo plenamente com o poema,que tem um valor, se possível, maior que os anteriores. É um vício a que não resisto, o de aproveitar as oportunidades para expressar conceitos que me brotam espontaneamente, depois de muito amadurecimento durante horas de meditação. Pena é que os responsáveis pelo País não leiam,com a devida atenção, aquilo que a Zélia escreve. Eles andam demasiado obcecados por servirem submissamente, não o povo que devem servir, mas os pressionadores que lhes puxam os cordelinhos para eles fazerem os movimentos por eles desejados deforma bem sintonizados.É isso que coloca em risco a nossa liberdade e independência.
    AJS

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    1. A.João Soares,
      Os governantes não me conhecem (nem lhes interessa pessoas que pensem como eu) e embora eu tenha visto alguns bem de perto, só me conhecem para me espoliarem. Considero-me dos contribuintes mais explorados porque as minhas circunstâncias sociais e civis o permitem e porque sou, sobretudo, honesta coisa que falta a muita gente.
      Eu não escrevo para os políticos nem desgovernantes; escrevo para quem me lê e tentando alertar que está nas nossas mãos escolhermos governantes competentes e honestos. Temos obrigação de ser, suficientemente, inteligentes para não nos deixarmos enganar mais. Andamos há 40 a votar nos mesmos e chamam a isto democracia? O governo de Salazar foi derrubado aos 40 anos; espero que agora aconteça o mesmo. Já não há militares de Abril. Muitos estão cá connosco mas já fizeram a sua parte. Agora depende de nós, do povo, dos pobres dos explorados que são a maioria, e, temos a arma nas mãos. Sei que a muitos interessa a esta governação que destruiu Portugal pela corrupção porque se juntam aos mesmos. Mas, a maioria não quer. Nós somos muitos e não queremos. Aproveitemos a arma que temos. Não mais esta DITADURA! Depende de nós mudar!
      Muito grata por seu importante comentário e meu abraço fraterno,
      ZCH

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