sábado, 22 de junho de 2013

Discriminação etária


 

 
 
 
 
 
 
 
O ser dito racional

Na sociedade atual

Recusa quem já viveu

E que muito aprendeu.

 

Aquele que trabalhou

E que o saber conquistou

Depois de estar realizado

Vem a ser discriminado.

 

Quem o saber possuir

P´ra socialmente intervir,

Já não é como outrora…

Recusado é agora…

 

Era o mestre, era o senhor,

Mas, pela ausência de amor,

Por todos é recusado,

Aviltado e maltratado.

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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google

6 comentários:

  1. Descreves de tamanha forma poética um problema social que se faz presente na grande maioria do planeta.
    Acho o máximo esse teu poema.
    Parabéns por tamanha inspiração.

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    1. Querida Mônica,

      Não considero poema o que escrevi.

      É a dura realidade em que vivemos,(relativamente à forma como os mais velhos são encarados e tratados pela sociedade e, até, pela família e os próprios filhos), que eu tentei traduzir em simples versos compostos em redondilha maior.

      Grata por sua sempre tão agradável presença e beijinho,
      ZCH

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  2. Amiga Zélia,

    Há sociedades ditas primitivas em que os responsáveis pela politica local e regional, não tomam decisões importantes antes de as discutirem com o Conselho de Sábios ou de Velhos. A experiência de quem sempre trabalho honestamente e com rigor só tem utilidade para evitar erros graves, e decidir com conhecimento dos antecedentes. Ao contrário do que muita gente dita jovem pode pensar os idosos são muitas vezes mais evolucionistas e revolucionários do que os jovens, só que o fazem com mais ponderação, sem colocarem em grave risco o futuro das populações e dos recursos nacionais. Sabem como evitar os erros do passado e potenciar o que de bom pode ser feito.

    O seu poema é um bom grito de alerta para não se desperdiçar o resultado de uma aprendizagem de muitas décadas Esse saber bem sedimentado constitui uma riqueza nacional que deve ser bem aproveitada.
    Beijo
    João

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    1. Caro Amigo, Ilustre Senhor A. João Soares,

      É como diz, existem ainda algumas sociedades ditas primitivas em que o mais velho é o Mestre, é o Chefe que orienta e transmite o saber aos mais novos.

      Mas, entre nós, ditos evoluídos, eu direi involuídos, isso não acontece.

      Eu fui educada a respeitar os mais velhos e já o afirmei, aqui, num outro comentário, sempre gostei de estar próxima dos mais velhos porque sentia que eram eles que possuíam o saber e experiência para me transmitirem. Aprendi sempre com os mais velhos. Recordo tantos Senhores e Senhoras que para mim eram um verdadeiro fascínio e dos quais recebi muito conhecimento.

      Porém, nesta sociedade em que hoje vivemos, recusam-se os mais velhos, até os filhos abandonam os próprios pais.
      E, para agravar esta não cultura, incultura, fomos cair numa ditadura neoliberal em que se espoliam os mais velhos não se lembrando que estes são uma geração a quem tanto a sociedade atual deve. Os GRANDES HOMENS que, ainda, existem, que estão entre nós, têm todos acima dos 70/80 anos.
      Hoje, ninguém vê o que recebeu das gerações mais velhas...
      Tanto para dizer...

      Já vai longe o comentário.

      Com meus simples versos em redondilha maior, apenas quis alertar para o facto.
      Espero que sirva para despertar algumas das consciências.

      Grata por sua presença que muito enriquece este meu espaço para vós e para todos os que o queiram visitar.

      Beijinho,
      ZCH

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  3. Cara amiga. Concordo totalmente com o texto da sua resposta a A.João Soares. Posso acrescentar, perguntando onde estão os valores que essa geração partilhava: a honradez; a educação; a amizade; a ajuda aos mais carenciados da sociedade. Sim por onde andam esses valores?. Peço desculpa de me intrometer com gente tão ilustre. Eu não resisto sem ver quase tudo que a poetisa ilustre Zélia Chamusca publica. Cumprimentos do Manuel Ferreira.

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    1. Manuel Ferreira, eu fui criada no seio destes valores que no meu comentário cito: "a honradez; a educação; a amizade;"
      Acrescento: o respeito (em especial pelos mais velhos), a honestidade, a solidariedade.
      Pergunta-me onde hoje estão?
      Respondo-lhe: Hoje não os vejo.
      Procuro-os em cada momento da minha vida, mas não os encontro. Remeto-lhe a pergunta:
      Sabe onde estão?
      Abraço fraterno,
      ZCH

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