
À beira da estrada
Uma linda flor
É tão perfumada
De vistosa cor.
Olho ali ao lado
Naquela linda flor
Vejo meu Amado
E seu eterno amor.
Esta bela flor
Mesmo, aqui, encontrada
Lembra aquele amor
De quem eu fui amada.
Tantas que me deu,
Símbolo do amor,
Minha casa encheu
Com alegria e cor…
No campo espalhadas
Pela natureza,
São tão perfumadas
De encanto e beleza.
Esta bela flor
À beira da estrada
Lembro seu odor,
É tão perfumada...
É a mais bela flor,
É a perene imagem
Dum tão grande amor,
Na breve passagem,
Neste nosso mundo,
Eterna paixão
E amor tão profundo,
No meu coração!...
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Poema reeditado de - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google
Nada como uma flor para representar um amor.
ResponderEliminarAlém, claro, de uma bela poesia.
Seus versos são um colírio para os meus olhos e um afago ao meu coração.
Pois ultimamente, quase só leio sobre reformas do governo, (necessário).
Lindo poema nobre poetisa/amiga.
Bjssss com uma flor.
Querida Mônica,
EliminarQuase só tenho escrito poemas interventivos.
É uma forma de tranquilizar a alma face à triste realidade em que nos encontramos e não só Portugal.
Mas já estou a sair dessa fase, no com texto da poesia. Porque o que nos fazem nós sentimos bem, na pele...
Beijinho,
ZCH
Cara Amiga Zélia,
ResponderEliminarCom a sua referência à minha queda para a poesia sem ser poeta, deixa-me muito vaidoso!!! Quando começo a reflectir sobre as minhas utopias da perfeição, da dedicação ao bem comum sinto que o faço de forma próxima da poesia. Muitas vezes«, a propósito do título de uma notícia teço considerações teóricas de conceitos que, se fossem bem meditados e postos em prática conduziriam a um mundo edénico. Será isso poesia? Creio que não, porque a poesia consiste em escrever em verso que outrora tinha que ser rimado e obedecer a uma métrica estabelecida.
Agora já não tenho tempo para iniciar um novo estilo de comunicação, mas em espírito, não recuso a poesia. Veja alguns dos álbuns do blogue Só Imagens, versando temas da Natureza e inspire-se para algo de poético. Não precisa de estímulos, porque tem mais do que os humanamente possíveis de explorar…
E uma conclusão é que estas possibilidades de diálogo que a Internet nos dá são incomparáveis às que se podem conseguir através dos livros publicados. São diálogos com potencialidades enriquecedoras.
A propósito deste estilo mais ou menos poético e utópico de um não poeta, a nossa amiga Celle disse-me que no início dos nossos contactos pensou que eu fosse pastor de uma seita religiosa!!!
Beijo
João
Ilustre Amigo, A. João Soares,
ResponderEliminarLembro-me que no início de nosso contacto,(eu comecei pelo seu blog) disse-me que não apreciava poesia.
E tenho constatado que por vezes o que diz em seus comentários são verdadeiros poemas em prosa.
Também pela sua sensibilidade a algumas coisas que escrevo sinto e sua recetividade e gosto pela poesia.
E, não tenha dúvida de que, como diz:
"Quando começo a reflectir sobre as minhas utopias da perfeição, da dedicação ao bem comum sinto que o faço de forma próxima da poesia"
Eu direi que isso por vezes é poesia, enquanto sonho, encantamento, fantasia, lirismo, sensibilidade ao belo, ao bem, aos valores morais, etc, etc.
Se escrever com sensibilidade poética cria a obra poética - o poema.
A poesia sente-se, é a arte: o poema é a obra criada.
Deixo-lhe o poema "Linguagem Poética" da minha obra "Pedaços do meu coração" - Edições Vieira da Silva:
Linguagem poética
É linguagem sublime
Em que a poesia se define
E imprime
Sentimento
À emoção,
À paixão,
Expresso
Em verso,
Surgindo o poema.
É a linguagem do amor
Por excelência.
Está para além
Da fáctica existência.
A poesia
Antecede o poema
Partindo duma ideia ou lema.
É a arte da dialética,
É estética.
O poema eu escrevo
A poesia eu sinto
Na alma,
No corpo,
No coração.
É a emoção
Em todo o meu ser.
Ela me preenche
E me enche
Em plenitude
E realização!...
É a forma mais perfeita
Da comunicação
É de Deus a manifestação,
Em mim,
Quando sinto,
Quando crio,
Quando amo,
Tomando parte
E sendo parte
Na obra da Criação!.
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Zélia Chamusca