quarta-feira, 26 de junho de 2013

Qual amo mais?...



              
Nesta bela praia
de mar azul
e areias finas e douradas
pelas águas banhadas,
espreguiço-me ao sol
sob o dossel do céu azul
mirando-me, bronzeada…
O sol brilhante e quente
afaga-me docemente,
abrigando-me em seus raios.
Abraça-me e enlaça-me
com doçura
e me enlouquece de ternura…
Já nem sei quem sou,
tão presa a ele estou
que meu coração pulsa fortemente
neste amor tão ardente…
E mesmo com meu namorado,
aqui, a meu lado,
comigo deitado,
o sol me distrai
porque me atrai.
É um tormento,
o meu namorado
que é ciumento
e, sentindo-se atraiçoado
salta-me em cima
se o sol se aproxima,
tapa-me com sua sombra
para o sol não me cobrir,
pois que, assustado
com este desconfiado
desata a fugir!...
Eu sem perceber
 qual amo mais,
se do sol o calor;
se do ciúme o amor,
não me aparto do sol
que é fonte de vida
e por ele me sinto atraída!
Ele dá vida à minha vida!
                «»

Poema e foto de - Zélia Chamusca

sábado, 22 de junho de 2013

Discriminação etária


 

 
 
 
 
 
 
 
O ser dito racional

Na sociedade atual

Recusa quem já viveu

E que muito aprendeu.

 

Aquele que trabalhou

E que o saber conquistou

Depois de estar realizado

Vem a ser discriminado.

 

Quem o saber possuir

P´ra socialmente intervir,

Já não é como outrora…

Recusado é agora…

 

Era o mestre, era o senhor,

Mas, pela ausência de amor,

Por todos é recusado,

Aviltado e maltratado.

               «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Devastação







Alguns anos já passaram,
e, por onde passaram,
devastaram!...

Continuam no caminho
até que cheguem ao fim
da devastação,
da destruição!...

Seguem bem organizados
no caminho comandados
pela Organização,
com o fim à destruição
de tão nobre Nação,
que, já não é nação valente,
o povo tudo consente!

Estes devastadores,
traidores,
da pátria e da nação,
que continuam a destruição,
estão bem identificados,
mas, de que serve?


Se não aceitam recados?

E, o povo atingido
continua a suportar
o devaste infligido
continuando a cantar!...


           


Da obra - UM MUNDO MELHOR
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A mais bela flor




À beira da estrada
Uma linda flor
É tão perfumada
De vistosa cor.

Olho ali ao lado
Naquela linda flor
Vejo meu Amado
E seu eterno amor.

Esta bela flor
Mesmo, aqui, encontrada
Lembra aquele amor
De quem eu fui  amada.

Tantas que me deu,
Símbolo do amor,
Minha casa encheu
Com alegria e cor…

No campo espalhadas
Pela natureza,
São tão perfumadas
De encanto e beleza.

Esta bela flor
À beira da estrada
Lembro seu odor,
É tão perfumada...

É a mais bela flor,
É a perene imagem
Dum tão grande amor,
Na breve passagem,

Neste nosso mundo,
Eterna paixão
E amor tão profundo,
No meu coração!...
     
           «»

Poema reeditado de - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O mal se consubstancia na política


 


O mal existe pela ausência de amor
Gerando tanta tristeza e dor…
É fruto da ingratidão
Do erro e da ambição!... 

O mal é um erro humano,
É ato desumano!...
Erramos
Porque nos enganamos
No caminho certo
Seguindo o tortuoso e incerto. 

Sua personificação alegórica
É o demónio.
Porém, irreal fantasia.
Sua natureza não é ontológica,
Nem metafisica.

O mal se consubstancia
Na política!...
                      «»
 
                           Zélia Chamusca



Poema de -  Zelia Chamusca
Fonte de imagem - Google
C/adaptação de - Zélia Chamusca

sábado, 1 de junho de 2013

Quero ser livre num Portugal Independente!



 

 Não quero mais austeridade,
quero ser pobre em liberdade,
quero preservar o que é meu,
que só eu
defino e defini,
que construo e construí!
 

Não quero país de vândalos,
não quero sociedade de escândalos,
não quero criminosos,
não quero corruptos
nem  quero ambiciosos!
 

Não quero a  corrupção
naqueles que nos tiram o pão!
Vamos correr com  os ladrões
que nos roubam os tostões!
 

Quero uma nação pura
de amor e doçura!
Não à ditadura!
 

Quero viver numa sociedade
de amor e liberdade,
de  igualdade

e de fraternidade!

Quero respeito  pela humanidade
e respeito pelos valores humanos.
Quero recuperar a  dignidade
numa Europa moribunda
em que mataram os valores humanos,
mataram a dignidade,
mataram o respeito,
mataram a igualdade!
 

Querem reduzi-la a cinzas?!
 

Eu quero que, unidos,
pelos laços da fraternidade,
façamos surgir em liberdade
uma nova sociedade,
tal como  Fénix,  das cinzas renascida!

 
Saibamos ser independentes
bastando-nos a nós, tal como Fénix
que se reproduziu  sem parceiro,
que nos unamos pelo amor fraternal,
na reconstrução,
do nosso Portugal!

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                                   Zélia Chamusca
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google