segunda-feira, 27 de maio de 2013

Crise Implica Mudança




Crise implica mudança

de mentalidade

na sociedade,

e, consequentemente,

na governação

do país e da nação.


Crise é um fenómeno natural

que exige mudança incremental.

É movimento

nas sociedades

em desenvolvimento,

é dinâmica, é desequilíbrio

que tende ao equilíbrio.


Crise não é estática,
é “praxis”,

é ação, é criação,

é a actividade

prática de renovação

da sociedade.


Crise é um processo de rotura

que exige transformação

e mudança de perceção.

É a desagregação

da sociedade

onde impera a corrupção

e a desigualdade.


É necessário quebrar,

totalmente,

o elo em rotura,

para aniquilar

a corrupção

na sua origem.

Para isso nos vamos unir,

fazendo surgir

uma nova Nação,

PORTUGAL!







Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo 
Chiado Editora

Poema - Reeditado    

6 comentários:

  1. Lindo, acompanhado de excelente trecho musical. Vou publicar na CHAMA n.º 2. Beijo Zélia

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Grata, Alvaro Giesta, pela surpresa agradável de seu simpático comentário.

      Beijinho,

      ZCH

      Eliminar
  2. Toda a mudança dá sofrimento, alteração de hábitos, adaptação de novas formas de encarar a vida, etc. O fenómeno crise é esse sofrimento, multiplicado pelo factor social, colectivo, com dificuldade de consenso na procura das melhores soluções. Mas dificuldades aguçam o engenho e a arte e depois tudo será diferente e serão abolidos naus hábitos e apuradas melhores metodologias para encarar os factos novos. Será oportunidade para eliminar vícios podres de corrupção, de tráfico de influências e de negociatas com abusos do dinheiro público. Mas como na sociedade existe um grande efeito de inércia, não esperemos que as melhorias surjam pela mão dos actuais políticos, de forma pacífica. A grande mudança terá que passar por um esforço de formação cívica da população, levando-a a evolução com mais respeito por valores sempre válidos, adaptados a aplicações práticas
    As pessoas estão agarradas a tradições muito arraigadas difíceis de ser transformadas não evoluíram,. Continua a haver o Caim e o Abel. O que evoluiu foi a tecnologia, desenvolvida por pessoas mais ambiciosas e dotadas, que procuram dar resposta à sua aversão ao trabalho duro. Continua a haver a ambição de riqueza, a vontade de poder e de mando sobre os outros, a ostentação e o «faz-de-conta».
    Os conselhos de Cristo para sermos todos irmãos, com respeito e amor mútuo, foram palavra morta. Ainda hoje e felizmente, o actual Papa, está a querer voltar à pureza do cristianismo, mas os seus três antecessores mais recentes foram impedidos de fazer reformas. Veremos se o deixam melhorar a humanidade, mesmo que seja muito pouco face às necessidades. Já semeou uma boa semente . Esperemos que ela possa germinar e contribuir para uma mudança positiva na humanidade
    E, nestas condições as revoltas não levam os países para melhor e não vale a pena a perda de vidas e a destruição de património. Veja o que acontece no Egipto, na Síria e em muitos outros pontos do Globo. E cá, cada mudança de governo traz mais dificuldades para a população. Como os que por lá passam ficam sanguessugas vitalícias e o novo Governo rodeia-se dos seus amigos e coniventes, aumenta a quantidade dos inúteis com pensões milionárias vitalícias. Acabarão por ser perto dos 10 milhões a enher o papo à custa dio erário e já é segredo quanto eles sacam ao nosso dinheiro. Mas, com o contínuo crescimento da quantidade deles, daqui a pouco não há quem possa pagar todos os impostos de que eles precisam para manter o seu fausto.
    A crise e a mudança que ela suscita terá que reorganizar a máquina administrativa, simplificá-la, torna-la rentável em termos de custo/eficácia, controlar o desempenho dos seus mais altos servidores e, para isso não pode haver uma cura serema+na mmas é preciso uma desratização eficaz e afastar todos os parasitas que se escondem na lei do segredo para cometer poucas desvergonhas , imoralidade, iniquidades, trafulhices sem controlo.
    O seu bonito poema incitou-me a procurar reflectir no tema que nos coloca. Oxalá muitos outros leitores se debrucem nos aspectos que nele aborda com muita mestria e a doce liberdade poética.

    Beijo
    João

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ilustre Senhor, A. João Soares,

      Sensibiliza-me seu extenso e reflexivo comentário sobre a crise e a mudança que ela exige, porque me identifico na generalidade do pensamento que expressa.

      Crise significa rotura e nós estamos a sentir bem a dolorosa rotura com a destruição de todos os alicerces que estruturam e movem a sociedade.

      Isto é condição "sine qua non" para a mudança.

      É sempre em épocas de crise que surgem as grandes mudanças.

      Sejamos otimistas, criativos e lutadores porque o elo em rotura está prestes a ser, totalmente, quebrado e com a rotura total serão para sempre aniquilados:

      "... todos os parasitas que se escondem na lei do segredo para cometer poucas desvergonhas , imoralidade, iniquidades, trafulhices sem controlo." como refere, e, surgirá a mudança que tanto esperamos para podermos, viver o resto de nossos dias com a dignidade e respeito que merecemos.

      A mudança depende de todos nós.

      Fico muito feliz por ter conseguido transmitir a mensagem e oxalá que, como diz, outros leitores reflitam sobre o exposto e possam contribuir para a mudança que todos desejamos.

      Muito grata por seu incentivante comentário,

      Beijinho,

      ZCH

      Eliminar
  3. Ah! Como são optimistas os poetas....Crise exige mudança e isso é óbvio mas o que vejo neste pequeno país sem memória não é a mudança de mentalidade, nem de governação, nem da prática de acção, de transformação, nem de quebra ou de rotura.
    Aqui, neste cantinho, qualquer crise (e só mudam as épocas porque ela está instalada há muito) apenas exige mudança de actores políticos e de tendências sociais. Ela, a crise, é o próprio motor de si própria e não vislumbro, infelizmente, que tal possa vir a modificar-se nas próximas duas gerações. Desculpem lá o meu vento soprar ao contrário mas é o que sinto, desafortunadamente. Beijinho à grande mente que desenvolve temas tão transversais como este.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, Adriano,
      Entendo, perfeitamente, o que diz sobre o que digo no poema e, sei, perfeitamente, que é, apenas, teoria e não prática e, acrescento que de poesia nada tem.
      Mas, veja que de certa forma, acaba por corroborar o que transmito, quando diz:

      "...exige mudança de actores políticos e de tendências sociais"

      a mudança pode sintetizar-se nisto mesmo.

      Nós sentimos na pele a crise em rotura e temos que romper o elo que a mantem de pé. Depende de nós mudarmos de atitude , rompendo totalmente o elo que a mantém.

      Depende de nós mudarmos. Só que há ainda muitos que não lhes convém mudar.

      Mas, nós e muitos outros podemos mudar se, como diz. repito o sublinhado:

      "exige mudança de actores políticos e de tendências sociais"

      Temos a arma na mão para podermos dar a primeira machadada e no próximo ano, se Deus e nós quisermos daremos a última para uma mudança radical. Se isto não acontecer é porque não quisemos.

      Nós queremos romper de vez com esta política ditatorial dum neoliberalismo sem escrúpulos!

      Não foi para isto que os capitães de Abril fizeram a revolução.

      Depende de nós todos querermos mudar!

      Grata, Adriano, por sua presença agradável com o reflexivo comentário, e, força na sua luta e nesta de todos nós!

      Beijinho,

      ZCH

      Eliminar