quinta-feira, 30 de maio de 2013

Vão cortar p'ra outro lado

 


 

Desta vez vai haver cortes
Na despesa do Estado,
Não te assustes não te importes…
Que vai ser p’ra outro lado...
 

Vão cortar nos deputados,
São tantos a protestar
E com tão bons ordenados
Vão mesmo ter que os cortar!
 

Vão reduzir os ministros.
Ficam os seus secretários
Que são muitos, pelos vistos,
Para tão poucos otários!
 

Chamam aos cortes poupança
Nas despesas do Estado,
Mas, alguns enchem a pança
Sempre os cortes deste lado!

                          «»

                                       Zélia Chamusca

Poema de -  Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google
                                               

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Corrupção


 

Paira no ar a corrupção,
Paira em toda esta Nação,
Paira em quem tem o Poder,
Paira no egoísmo do ter!
 

Destrói tudo e faz sofrer,
Destrói todo cada ser,
Destrói País e Nação,
Destrói, até, o seu próprio irmão
 

É crime na sociedade
Destruir a humanidade!
Corrupção é a mais vil ação
Dos corruptos sem perdão!
 

A corrupção do Poder
Que os cidadãos faz sofrer,
Sacrifica quem é pobre
Entre todos quem mais sofre!
 

Mas, a força da união,
Uns aos outros dando a mão,
Vai derrubar o Poder
Dos que nos fazem sofrer!
                  «»

                             Zélia Chamusca

  Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo    
 Chiado Editora                      
Fonte de imagem - Google

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Crise Implica Mudança




Crise implica mudança

de mentalidade

na sociedade,

e, consequentemente,

na governação

do país e da nação.


Crise é um fenómeno natural

que exige mudança incremental.

É movimento

nas sociedades

em desenvolvimento,

é dinâmica, é desequilíbrio

que tende ao equilíbrio.


Crise não é estática,
é “praxis”,

é ação, é criação,

é a actividade

prática de renovação

da sociedade.


Crise é um processo de rotura

que exige transformação

e mudança de perceção.

É a desagregação

da sociedade

onde impera a corrupção

e a desigualdade.


É necessário quebrar,

totalmente,

o elo em rotura,

para aniquilar

a corrupção

na sua origem.

Para isso nos vamos unir,

fazendo surgir

uma nova Nação,

PORTUGAL!







Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo 
Chiado Editora

Poema - Reeditado    

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A Vida é Evoluir Permanente















A vida é
Permanente aprendizagem
Na passagem
Para a outra margem.

A vida é
Evoluir permanente,
Fique ciente
Que a evolução
Está presente
Em qualquer ente
Existente.

A vida é
Evoluir presente
Em todo o ente
Sendo ente da razão
O sentimento e a paixão,
Os valores e os amores,
A ética e a estética,
A sociedade e a comunidade.

Tudo o que existe,
Individual ou colectivo,
Objetivo ou subjetivo
Nada é passivo,
É vida, é ativo. 


A vida é
Sucessivo progresso,
No ciclo eterno
Do Universo.

É projeto permanente,
Em nós,
Sempre presente
E vivido
Para a vida ter sentido.
               «»

               Zélia Chamusca

Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo 
Chiado Editora

domingo, 19 de maio de 2013

Retroatividade de uma lei

                            




Caro jurista e leitor,

O que, aqui, eu vou dizer
É assunto que não estudei,
Não sei de qualquer lei,
Peço-lhe seu parecer.

Deste tema eu não sei.
De retroatividade,
Digo com sinceridade:
Nada sei de qualquer lei.

Mas, da natural ciência,
Sempre em qualquer cabeça,
Por pouco que se conheça,
Não postergada a vigência, 
Lei aplicada é cumprida.

Qualquer direito adquirido
Nunca será substituído
Seja qual for a medida. 

 
Salvo: 

Se a retroatividade
Considerada benigna
Tornando a pessoa digna,
Na norma da sociedade.

Senão, vejamos: 

Quando uma  lei é aplicada
Ao criminoso julgado
E a vinte anos condenado
Numa prisão bem fechada:

Como depois vir dizer
P’lo mesmo crime doloso
Este mesmo criminoso
Cinquenta anos vai sofrer?!...

Eu não posso entender
Que uma lei quando aplicada
Possa ainda ser alterada
Por outra que venha a ser!...
                    «»
                                   Zélia Chamusca

Poema da - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Desemprego a Acabar!



                                                            










O desemprego a acabar,
Encontrada a solução:
O IRC irá baixar
Para ajudar o patrão!
 

Eles não podem pagar
É o pobre reformado
Que a crise vai suportar
C'os impostos a aumentar.
 

Vamos todos trabalhar.
O desemprego acabou
O patrão  pode pagar
Porque o IRC baixou!
 

A economia a aumentar,
A recessão já baixou,
Portugal está a singrar,
No bom caminho ficou!
 

É preciso trabalhar
Para baixar o IRC
E o reformado a pagar
Vamos saber para quê:
 

A competitividade
Irá poder aumentar
Porque os da terceira idade
Irão, também, trabalhar!
 

Sim, também, os reformados
Vão passar a trabalhar!
Não só os privilegiados,
Vão todos colaborar!
 

E o princípio da igualdade
Para sempre se firmar
Acabar com a desigualdade
Não os mesmos a pagar!
 

P’ra mais impostos pagar,
P'ra si, quarenta por cento,
Todos irão trabalhar!

Comemoremos o evento!

               

 
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Coitados destes patrões...




 
Há muitos anos atrás,
Não estávamos nós aqui,
E, a muitos ainda apraz,
Vou contar-vos o que li:
 

Uma classe social
De senhores bem pomposos,
C’empregadas de avental,
Eram distintos, famosos!...
 

Pavoneavam-se nas ruas
Mostrando ares de elegância
Acompanhados p’las suas
Servas pagas p’la ganância.
 

Era fácil servas ter
Pois, apenas, lhes pagavam
Côdea de pão p’ra comer
E, as servas não lhes faltavam…
 

Faziam grande vistão
Com a grinalda e avental
Ganhavam um dinheirão!
Assim, tinham serviçal…
 

Elas ganhavam tão bem,
Trajavam ainda melhor
E, se  comiam tão bem!...
Era emprego do melhor!
 

Agora não há trabalho?
Coitados destes patrões…
A oferecerem trabalho
E só aparecem calões…
 

É o que agora, estais a ver:
Com comida até fartar,
A progredir e a crescer
E não querem trabalhar…
 

Coitados destes patrões…
Bom ordenado pagar
E, só aparecem calões
Que só querem protestar!...
 

Coitados destes patrões,
Merecem ser ajudados,
Pois, pagam tão bons tostões
E, não encontram empregados…

               «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google