sábado, 20 de abril de 2013

Povo da Paz








Povo da Paz,

Viveste uma revolução de amor,
Numa primavera de Abril em flor,
De armas munidas de fraternidade
E cravos vermelhos da liberdade!


Povo da Paz,

Enganaram-te os por ti escolhidos,
Do Poder nunca foram merecidos
Por ser grande a desumanidade,
Não sabem o que é a fraternidade!

 
Povo da Paz,

Que não esqueces os militares de Abril
Que naquele dia primaveril
Tornaram teu sonho concretizado
E sempre continuarão a teu lado!


Povo da Paz,

Tem a certeza que eles contigo estão,
Mesmo em espírito, perdurarão,
P´ra continuarem contigo a cantar,
Bela canção - Portugal Libertar!
                                       
                        Zélia Chamusca



Da obra - A MENSAGEM - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora

Reeditado 

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Eu havia posto um comentário anterior. Mas resolvi eliminá-lo após pesquisar sobre o assunto.
    Está cada vez mais apurado o teu senso social poético!
    "Que não esqueces os militares de abril..." Versos que clamam por uma paz que já reinou um dia.
    A felicito por mais essa rica obra.
    Parabéns.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Oi! Mónica! Este poema POVO DA PAZ, está condenado a comentários errados...

      A Mónica enganou-se e eu também.

      Este poema é uma homenagem aos militares de Abril que derrubaram uma ditadura com as armas munidas de cravos vermelhos. Isto é único na história dos povos.

      Também é homenagem a todos os portugueses pela sua pacividade que, face a tanta corrupção,exploração,desumanismo, rsrsrs, se limitam a protestar cantando Grandola Vila Morena,simbolo da liberdade, de Zeca Afonso.

      Grata por sua sempre agradável presença, Mónica, e beijinho,

      ZCH

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  3. Amiga Zélia Chamusca,
    Como de costume o seu poema é uma obra prima de homenagem aos militares de Abril. E mostra bem a sua firme intenção de agir perseverantemente para se obter UM MUNDO MELHOR. Mas o tema dá muito que pensar. O 25 de Abril não teve o êxito desejado porque não foi planeado até às últimas consequências. Os militares foram bem intencionados, mas deviam ter mantido o poder nas suas mãos durante um período que permitisse estruturar o País de forma estável e construtiva por forma a deixar os seus ideais criar raízes. Mas erraram ao entregar o Poder em mãos não preparadas e sem verdadeira generosidade patriótica e, por isso, caiu-se numa confusão destrutiva de que ainda hoje estamos a ser vítimas, como mostram as operações judiciais LABIRINTO e MARQUÊS.
    Por outro lado, o povo não poder ser considerado pacífico, mas sim indiferente, apático, indolente, adormecido que aceita as piores vilanias como é exemplo a austeridade terrorista que o vem explorando há anos. Mas o povo está assim porque o ensino está errado e não prepara as crianças de hoje para serem cidadãos válidos de amanhã. Ensina-se a submissão e estimula o medo e não a capacidade de raciocínio para saber escolher soluções para os sucessivos problemas que a vida traz.
    Beijo
    AJS

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    1. Olá, Ilustre Sr. A.João Soares,
      Tem muita razão no que diz, como sempre,mas é uma visão minha que em determinado momento (este poema foi escrito em Outubro de 2012) senti.
      É tudo muito complexo e há alturas que paro para descansar e refletir. É difícil estarmos permanentemente a sofrer o mesmo ou pelo mesmo. Muito grata pelo seu sempre sabedor comentário. Admiro a sua inteligência e resistência.
      Beijinho,
      ZCH

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