domingo, 17 de março de 2013

É loucura...


Oh! Meu Amor,
Porquê neste estado,
Meu corpo trémulo
E sedento
De desejo insaciado
Nunca antes experimentado? 

Oh! Meu Amor,
É loucura…
Que se apossou de mim?
Porque te desejo assim?... 
Que feitiço?
Porquê esta ânsia?...
Me enfeitiçaste à distância
Com o feitiço de teu meigo olhar
Que me diz que só a mim
Irás para sempre amar... 

Oh! Meu Amor,
Tão difícil suportar
Este louco amor
De insano desejo
Que me faz vibrar
Por te querer amar!... 

Por te desejar
Neste estado de loucura,
De lasciva abertura
Para te receber
Bem dentro de mim,
Do meu ser,
Todo te quero ter… 

Minha pele ávida de carícias
Reclama um beijo teu
Que cubra o corpo meu
Como um manto acolhedor
De aconchegante amor
Que me conduza ao Céu 
Onde estaremos sós,
Apenas, nós,
Em simbiose – Tu e Eu!...
                                                                   «»

Da obra - PARTE  DE MIM
Edições Vieira Silva
            

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá Adriano!

      Só por este comentário que me faz rir. Rir, rir, rir!

      Só por isto valeu!

      Grata e beijinho,

      ZCH

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  2. O desejo, o sonho, a ansiedade são molas que levam a rasgar as trevas, as burcas, as capas e os mares tenebrosos e, depois, chegar à Índia, ao Oriente, em busca de especiarias!!!

    E depois «custe o que custar»??? Ou controlar, dominar, conter nos limites do permitido? E assim se cai longe da Natureza, no sacrifício ao protocolo, ao parece bem, ao politicamente correcto.

    Talvez estas minhas palavras sejam poesia em prosa, efeitos das altas temperaturas estivais!!!

    Cumprimentos
    João

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    Respostas
    1. Ilustre Senhor A João Soares,

      O seu interessante comentário é uma obra de arte poética, sensibilidade e conhecimento.

      Fartei-me de rir à gargalhada mas feliz porque consegui traduzir um estado de amor desejo.

      Não é o meu forte. Prefiro falar do amor verdadeiro como com certeza já reparou. Mas nos não somos deuses, somos humanos...

      Esta é uma vertente de amor mais comum.

      Já me diverti com este poema numa tertúlia da APP.

      Fico feliz com seu interessante comentário e muito grata,
      ZCH

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