sábado, 8 de dezembro de 2012

Não nos preocupemos com a vacuidade


                
 Olho a turbulência das águas,
Na superfície do mar,
Pelas ondas agitadas,
Bravas, revoltadas… 

Mas, na profundidade
O oceano está em paz
E tranquilidade…

Tal como as revoltas águas
Também nossas mágoas
São, tantas vezes, insignificantes,
Superficiais
 E iguais
À turbulência no mar,
Quando comparadas
À virtude e à tranquilidade
Que dentro de nós
Poderemos encontrar.

Não nos preocupemos
Na vida, com a vacuidade
De momentâneas
Vicissitudes
Tantas vezes não consentâneas
À nossa paz interior,
Pois, é aí, na nossa interioridade,
Que residem as virtudes
Conducentes à Felicidade!...





                 
Da obra - PARTE DE MIM

Do not worry about with emptiness ...
Eye turbulence of the waters,
At the sea surface,
Agitated by the waves,
Angry, angry ...
But, in depth,
The ocean is at peace
And tranquility ...
As the riots waters
Also our sorrows
Are often negligible,
superficial
  And equal
The turbulence in the sea,
compared
In virtue and tranquility
That within us
We may find.
Do not worry about
In life with emptiness
of momentary
vicissitudes
Often not consistent
At our inner peace,
Well, there is, in our interiority,
Residing virtues
Leading to Happiness! ..

4 comentários:

  1. Será o "don't worry, be happy" natural nos tempos que correm?. Eu consigo evadir-me, por momentos, olhando o mar, respirando a maresia, observando as aves no seu livre e errático voo mas a dura realidade do absurdo entra muito rápida e diáriamente no meu consciente alerta. A busca do vazio é, quase sempre, impossível e, quando atingida não servirá para coisa nenhuma. Para obter a paz interior há que domar, penso eu, que nunca a tive, o consciente e entrar no inconsciente é coisa que me não seduz. Por isso a felicidade e as bençãos são possíveis apenas na ignorância ou transferindo essa responsabilidade para algo imaterial e imaginário. Estas reflexões, ao correr do teclado, são o que sinto, agora, já. Quem sabe amnhã pensarei diferente. Continua a agitar os nossos sentidos, Zélia. Um enorme bem haja por me acordar o bestunto de vez em quando. Beijinho..

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  2. Adriano,
    Sei bem que é difícil e talvez para mim as circunstâncias sejam mais limitativas, mas, a força é grande. Não dizem que Deus dá as forças conforme as necessidades?
    Pois é, temos que tentar sentir-nos o melhor que pudermos em cada dia de nossas vidas e sabê-la aproveitar porque ela é tão fugaz...
    Fico feliz com o seu comentário e por ter contribuído para que "tenha levantado o bestunto".
    Veja que este simples facto já é uma forma simples e natural de sabermos sentir a nossa paz interior.
    É o que precisamos, é viver em tranquilidade e paz, em consciência.
    Conseguirmos isso no meio deste mundo ignóbil a que nos condenam é uma virtude que conduz á felicidade.
    Grata e beijinho,
    ZCH

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  3. O Don't worry be happy, é de ontem de hoje e de sempre. A capacidade de transpormos esta frase para as nossas vidas é que nem sempre é assim tão simples. Somos mares revoltos à superfície e tantas vezes nas profundezas também. Somos tempestades de inverno e somos chuviscos de verão, temos a calma e a paz interior e a urgência, a ira e o desassossego. Olhar para dentro de nós e encontrar o equilíbrio, reencontrar a estabilidade, isso....Isso são pequenos momentos de felicidade que devemos valorizar, preservar e implementar. Só assim nos manteremos de mente sã no caminho da felicidade.
    beijinho
    Paula Homem

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    1. Tem razão, Paula Homem, a realidade é como diz. Porém, tentei dar uma a imagem de paz interior e de felicidade:

      "Não nos preocupemos
      Na vida, com a vacuidade
      De momentâneas
      Vicissitudes
      Tantas vezes não consentâneas
      À nossa paz interior,
      Pois, é aí, na nossa interioridade,
      Que residem as virtudes
      Conducentes à Felicidade!..."

      Tentemos sentir-nos felizes.

      Beijinho,

      ZCH

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