domingo, 23 de setembro de 2012

QUEM MATOU OS VALORES DA LIBERDADE?!




QUEM MATOU OS VALORES DA LIBERDADE?!

                      Zélia Chamusca


Um feixe de luz desceu sobre mim

E me envolveu de paz e amor sem fim…

Iluminou meu ser de luz e cor!

Era a luz do surgir dum novo alvor!


Era o alvor puro da liberdade!

A alegria da nova sociedade!

Era a esperança de um mundo novo!

Não mais se sacrificaria o povo!


Amanheceu a paz na luz da alvorada!

O sol iluminou a primavera!

Era o começo de uma nova era!


Quem matou este sonho?! Esta quimera?!

Onde estão os valores da liberdade,

Da igualdade e da fraternidade?!

                         «» 
                                  Zélia Chamusca


Da obra  -  A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora 

5 comentários:

  1. O pior de tudo amiga. É que quem matou esses valores, foi o próprio homem. Com a ganância do poder.

    Excelente mensagem.
    Bjssss

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    1. É verdade, Mónica, mas não os homens que fizeram a Revolução dos Cravos, a Revolução de Abril, a Revolução da Liberdade.

      Quem matou os valores da liberdade foram os egoistas, ambiciosos, e,sobretudo, desumanos...

      Grata e beijinho,
      ZCH

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  2. Um poema que merece profunda meditação, como é habitual naquilo que nos apresenta. Parabéns.
    Há um confronto entre liberdade e igualdade. Para existir esta não pode existir a liberdade. Num grupo coral em que haja igualdade de vestuário, uniforme, não pode haver liberdade de cada um vestir a seu gosto, com a sua cor preferida. Mas esse erro já vem do lema da Revolução Francesa. Explicam que a igualdade é de oportunidades, de direitos, etc, mas um lema não pode deixar de ser claro, não pode precisar de ser acompanhado de livro de instruções. Mas o lema francês foi de repente anulado com o trabalho da guilhotina que destruiu o significado de cada uma das três palavras.
    Mas, entre nós, além disso, houve o pecado original de a palavra liberdade ter sido interpretada como libertinagem. E isso continua, mas amordaçado, porque o governo é «determinado», isto é, teimoso, «quero, posso e mando». Mas não sabe QUERER, e só PODE porque saca quanto quer aos mais pobres e coloca o país com uma enorme percentagem de cidadãos carentes do essencial para viver com dignidade, numa austeridade que não mostra ter fim, e não sabe MANDAR, pois tem que, a curto prazo, alterar as decisões tomadas.
    O povo aceita, embora ocasionalmente se manifeste nas ruas inocuamente, como fugazes fogos fátuos, como os que ocorrem nas atmosferas com gazes gerados pela podridão de cemitérios e de pântanos. Não passam de tiros de pólvora seca que nem sequer assustas e nem servem de alerta válido porque os governantes têm afirmado que não ligam a manifestações. Embora aumentem, à nossa custa, a quantidade de guarda-costas de que andam sempre cercados, tipo blindagem.
    E na raiz desta situação está a incúria dos autores do 25 de Abril que, como já lhe disse noutro comentário, não prepararam eficazmente os dias posteriores e entregaram com demasiada pressa o poder a incompetentes de moralidade duvidosa, como se vê, mesmo passados 40 anos, com as operações LABIRINTO e MARQUÊS.
    Isto precisa de uma «excelentíssima e reverendíssima reforma» como disse Lutero. Mas que não pode ficar por palavras enganadoras, nem com contemporização de corruptos, traficantes de influências, lavadores de capitais, etc

    Beijo
    AJS

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    1. Olá, Ilustre Sr. João Soares, a liberdade tem conceitos vários. Nós quando falamos em liberdade é comum pensarmos que temos liberdade de expressão e de agir não prejudicando o outro. Veja por exemplo que o conceito existencialista de liberdade em Sartre é a escolha que cada um de nós faz sendo aquilo que quiser ser ou vir a ser, ou seja, é definirmo-nos em cada momento tornando-nos aquilo que quisermos ser. É construir a nossa essência. É vir a ser. Porque, segundo ele, primeiro existimos e só depois vimos a ser, a definirmo-nos através da construção da nossa essência. Em parte tem razão ou pelo menos eu sinto isso. Somos nós que criamos a nossa vida e que somos o que queremos vir a ser, face às circunstâncias ou mesmo construindo as nossas próprias circunstâncias. E a isto chama-se LIBERDADE.
      Nós não somos livres no sentido comum do termo porque vivemos em ditadura e deixamos que nos saquem o nosso dinheiro e porque sendo povo da paz, somos como diz no outro comentário,não me estou de momento a lembrar exatamente o termo que indicou, mas, parece que é indolente. Somos indolentes e não agimos e, por isso, deixamo-nos dominar, explorar, humilhar e desta forma nem somos livres nem iguais em direitos. Mas, a culpa é nossa porque não agimos e nos deixamos dominar por governantes sem escrúpulos e exploradores prepotentes, egoístas e desumanos.
      É difícil vivermos num mundo perfeito porque se perderam os valores. É necessário que o ser humano renasça em valores morais para que com uma visão diferente da vida e do mundo consiga através de uma "praxis" totalmente diferente, fazer renascer uma sociedade renovada.
      A chave está nos valores. Perderam-se os valores e enquanto não se reencontrarem nunca este mundo será um mundo melhor.
      Muito grata por seu importante e sabedor comentário que muito enriquece este espaço.
      Beijinho,
      ZCH

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  3. Depende de todos nós recuperamos todos os seus valores, os valores da liberdade, o mais belo sonho concretizado pelos Capitães de Abril. Obrigada a todos !

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