quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ingratidão




 
O mais nobre sentimento
Que de mim brotou,
Esvaiu-se como nuvem
Pelo vento
Esfumado,
Saindo num lamento
Das cinzas dum tormento.

Passou…
E se desfez
Nos ares do esquecimento...
Ninguém notou
No encanto
Que a vida
Tanto, tanto…
Lhes doou…

Ninguém o viu…
E se esvaiu
Na cegueira da ingratidão
Que magoou meu coração!...
                      



Da obra - PARTE DE MIM
Autora - Zélia Chamusca
Edições Vieira da Silva        

2 comentários:

  1. Ingratidão.
    Sentimento que fere e sangra o peito.
    Sentidos versos a deslizarem em teu poema.
    Bravoooo

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  2. É sim, Mónica, a ingratidão anda sempre a rodear-me, especialmente quando pratico o bem e quanto mais amor dou, mais fortemente sou compensada com a ingratidão.
    Beijinho,
    ZCH

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