quarta-feira, 19 de setembro de 2012

ADORO-TE...








ADORO-TE…

Zélia Chamusca


Estás sempre comigo

Nos momentos de solidão

Quando todos tão distantes,

De mim, estão…


Quando meu coração aperta

E as lágrimas correm sem fim,

Te aproximas de mim

E vens  meu rosto limpar,

Me acariciar…


Quando  pratico o bem

E responde a ingratidão

De alguém,

Tu vens consolar meu coração…


Sempre que preciso de ajuda

És o Amigo presente,

Sempre…

Em qualquer momento,

Em qualquer lado,

És meu Ser Adorado…


Sem Ti não viveria.

És minha força de viver

De crescer e de ser.

Estás sempre comigo,

E, comigo estarás, até ao fim…

Adoro-Te…







Fonte de imagem - Google
Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Chiado Editora

4 comentários:

  1. Cara Zélia,

    Mesmo que não se seja seguidor praticante de qualquer religião, este seu poema tem uma força extraordinária, seja ele dirigido a Deus, ou à alma, à consciência, ao EU mais sublime ou a qualquer entidade com outra designação.

    Devemos reforçar o pilar que nos suporta nos maus momentos e ele é alimentado pelo nosso respeito e culto por um conjunto de valores éticos indispensáveis, mas que, para infelicidade da humanidade actual, têm vindo a ser desprezados.

    Deus está em toda a parte, portanto, também dentro de nós e aqui toma a forma da nossa estrutura moral, dos nossos valores. Devemos evitar adorar os «ídolos efémeros» a que o Papa Francisco se referiu no Brasil.

    Beijo
    João

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    1. Ilustre Senhor A João Soares,

      Quando comecei a escrever este poema não pensei em Deus nem em algo de transcendente, mas enquanto a caneta deslizada sobre o papel gravando as palavras que brotavam da alma, senti que o que estava a escrever era de facto um sentimento tão sublime que só podia ser dirigido à Transcendência, talvez à própria essência do Amor.
      Quando escrevo versos, poemas interventivos, neles não existe nada de transcendente mas sim tudo o que é imanente, real e que nos rodeia.

      O poema ADORO-TE dada a profundidade do sentimento só pode ser entendido à luz da fé, dirigido à Transcendência dado que o Amor descrito não existe entre nós a não ser na imaginação poética, ou num desejo, ou necessidade psicológica que tanto pode ser inerente como transcendente ao ser humano.

      Para que se sinta este poema é necessário ter fé, sensibilidade e necessidade de o sentir.
      Fico feliz com sua reflexão.

      Grata e beijinho,
      ZCH

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  2. Estimada Poetisa, sublime poema leio seu, gratificante este seu sentir de alma!
    PARABÉNS
    Abraços,
    Efigenia

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    1. Olá, Querida e Ilustre Amiga, Efigênia Coutinho,

      Por vezes é necessário sentirmos que há Alguém que está sempre connosco, pronto a fortalecer-nos com o Seu Amor, o amor puro que não existe entre os ditos humanos (desumanos).

      Muito grata por sua presença e beijinho,

      ZCH

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