sexta-feira, 31 de agosto de 2012

MAL EPIDÉMICO - Poema RAP

                                                     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
MAL EPIDÉMICO - Poema RAP
                                                     Zélia Chamusca


 
Este mal  é epidémico,
Ele tornou-se pandémico,
Deflagrou por todo o lado,
Neste estado malfadado,
Grassa pelo mundo inteiro
Comandado por dinheiro,
Onde impera a corrupção
Aqui e em qualquer nação,
No político continente,
À corrupção atinente,
O desemprego a aumentar,
As fábricas a fechar,
Para outros lados mudar,
Onde a mão de obra barata,
A criança assim trata,
Dá para encher que se farta.
 
Há por aí tanto vândalo,
Escândalo e mais escândalo
E o corrupto sempre impune
E nunca ninguém o pune.
 
Outrora nestes países
Viviam gentes felizes
Antes destes desalmados
Que de tanto insaciados
Comem tudo, tudo comem,
Até o pobre consomem
Tonando-o ainda mais pobre,
Num país outrora nobre,
Onde não existem mais,
Valores, então, morais,
Uma nação humanitária,
De gente tão solidária
E, agora a corrupção
Como em qualquer nação,
Deflagra em dimensão
Regressando o esclavagismo,
Que até lembra o nazismo.
 
Não há lei, não há vergonha,
Nem força que se lhe  oponha,
Não há dever nem direito,
Nem sequer já há respeito.
Trabalhador é explorado
E o pobre reformado
Para a margem é mandado.
 
Nem dever, nem dever ser
Há em quem tomou o poder,
A não ser enriquecer,
Os países a empobrecer
E o pobre a sofrer,
E o reformado roubado,
E o trabalhador explorado,
Num mundo desgovernado!
                «»

Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora

Poema de -  Zélia Chamusca               
Fonte de Imagem - Google

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PAIXÃO




 
 
 

Adormeci

Na fantasia poética

Que vivi,
 
                                             Deixando-me arrebatar


Pela paixão

Que apanhou meu coração,

Pensando que era amar…

 

Foi vã

Esta minha paixão,

Sentimento efémero,

Patologia

Elevada à paroxia

Em que me transcendi

Pelo fascínio

E perdi

Minha individualidade

Na transformação

De minha personalidade.

 

Acordei,

Pensei…

E ao colocar

Os pés no chão

Recuperei

Minha razão.

 

Paixão,

Que rompes com o equilíbrio psíquico,

Quão diferente és do amor…

Que é sentimento sublimado,

É razão de ser

De todo o ser criado!...


 

             

Da obra -   PARTE DE MIM
Edições Vieira da Silva
 
Fonte de Imagem - Google
 
 

sábado, 25 de agosto de 2012

VOEI, VOEI…


 

 VOEI, VOEI…
                                                          Zélia Chamusca
 

Voei pelos céus da fantasia

De sonho e magia

Voei, voei……

 

Voei alto,

Rompi nuvens,

Rompi véus,

Dobrei céus

De amor e encantamento

De fascínio, de paixão,

De emoção,

De plenitude

Em meu coração…

 

Voei, voei…

Voei tanto, que cansei…

As alturas ultrapassei

E, no vácuo me encontrei.

 

Caí…

No vazio,

Gélido e frio

Do nada,

Que, paradoxalmente,

Que me fez sentir,

Imensamente,

A mulher mais amada,

Desejada,

Sonhada.…

E, nesta fantasia

De encanto e magia,

Meu sonho se esvaiu,

Caiu.…

 

Acordei…

E, não mais sonhei

No que, para mim, era tudo,

E que, afinal, é nada!…

              

             

Registo na Biblioteca Nacional
ISBN - 978-989-8545-90-9

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

AH! SE NOS AMÁSSEMOS...



AH! SE NOS AMÁSSEMOS…

     Zélia Chamusca

 

Se entre nós existisse

um outro olhar

onde a sensibilidade

nos pudesse mostrar

o sentido da fraternidade,

um outro olhar

com os olhos do coração

vendo no outro um irmão

vivendo em comunhão…

Ah! Que bom seria

um outro olhar

que curaria

toda a dor

e na Terra reinaria

a Paz e o Amor!...

 

Que conhecendo

o caminho do Bem,

dele nunca nos afastássemos

e, uns aos outros nos amássemos…

 

Mas, ficamos tão aquém…

 

Ah! Se uns aos outros nos amássemos!...

                           «»

                                         21-04-2011

Poema e formatação- Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

Reeditado

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O SONHO



Da obra - PARTE DE MIM
Autora -Zélia Chamusca
Edições Vieira da Silva
Formatação de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google

Publicado em - INFORMAREP de Junho/2013
Agradeço aos meus simpáticos colegas e amigos
que tiveram esta iniciativa que me surpreendeu.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

TROVA VIII





Tenho no peito a saudade

E na alma a recordação

No olhar a felicidade

Que encontro no coração.



                            Zélia Chamusca

domingo, 12 de agosto de 2012

MÃE, TU QUE TAMBÉM ÉS MULHER

 



Mãe,

Tu que também és mulher,

Não mates a poesia,

Meu sonho e fantasia…
 

Como te posso falar

Do encanto e da magia

Se perdi a alegria?...



Mãe,

Tu que também és mulher,

Não permitas que os homens

Que, contigo no Poder,

Escravizem os mais pobres

Que tanto estão a sofrer.



Mãe,

Tu que também és mulher,

Vê que eles enriqueceram

E do pobre se esqueceram…
 

Querem baixar o salário

Que até já é tão precário…
 

É crime que brada aos céus!...
 

                                          Devem baixar os chorudos!



Mãe,

Tu que também és mulher,

Que simbolizas o amor

E chegaste ao Poder,

Fá-los, tu, compreender

Que há pobres a sofrer

E o país a empobrecer…



Mãe.

Tu que também és mulher

E simbolizas o amor,

Diz-me:

Porque não há equidade,

E entre nós fraternidade?

             

Mãe,

Tu que também és mulher,

Não mates a poesia,

Meu sonho e fantasia…

                «»
                    Zélia Chamusca
 
Poema da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Imagem - Amor Fraternal - do Pintor Bouguereau (1851)
Fonte - Google

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

OS VENDILHÕES DO TEMPLO


                                     
           (Reflexão)

        
Cristo entrou no templo

De Jerusalém,

E, ao ver o templo

Destinado ao culto e  à oração,

Transformado em podridão

Por tantos vendilhões,

Em covil de ladrões,

Comércio de exploração,

E jugo de humilhação;

Cristo, irado,

Pegou numas cordas                                        

E destruiu tudo,

Correndo com os vendilhões

Do templo profanado!


                                       Jesus Cristo,

 Ser Superior,

Irou-se e chicoteou o mal,

Que, afinal,

Não era mais que a revolta

Perante a hipocrisia,

A opressão,

A injustiça,

A exploração!



Esta bíblica passagem

Dá-nos uma imagem

Do mundo atual

Onde há tanto mal!...



Os vendilhões do templo

São o exemplo

Dos novos espécimes,

Os vendilhões da pátria

E do ser humano,

Templo profanado.



Este acontecimento bíblico,

Da profanação do templo,

Os vendilhões do templo,

Poderá servir, aqui, de alegoria

Que traduz com ironia

A sociedade atual

Onde existe tanto mal…

Sociedade de hipocrisia,

Totalmente, amoral.

Onde nós, humanos,

Somos profanados,

Humilhados,

Explorados

Pela idolatria do dinheiro,

No mundo inteiro,

Pelo prazer,

Pelo egoísmo,

Pelo Poder!



Precisamos de um Homem Novo

Que chicoteie a opressão,

A hipocrisia,

A injustiça,

A ambição,

A corrupção,

A ânsia do poder,

Fonte do jugo da exploração,

Neste mundo de desumanização!



Precisamos expulsar

Os Vendilhões do Templo,

Precisamos agir,

Precisamos seguir

De Cristo o exemplo!

Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora