quinta-feira, 7 de junho de 2012

NÃO HÁ POESIA, FALTA A IMAGINAÇÃO


                                                                                                                                                                             
 
Hoje, não há poesia,

Não há fantasia,

Não há magia!

É tanta a indignação

Que falta imaginação

Face à paradoxal realidade

De como se entende

A produtividade!



Aprendi com estudo,

 Experiência e trabalho,

Que, numa organização,

O incentivo à produção

Era a motivação

Das pessoas

Pois, são elas a  organização.

São as pessoas

O êmbolo da produtividade.

E, para que da sua actividade

Resulte a produtividade

É necessário incentivo,

Motivação,

Estímulo

À produção.



Agora ouço dizer,

 E não consigo entender,

Que é o contrário:

Baixar  salário

E aumentar horário!...

Sim,  concordo,

Mas, aos gestores;

Não aos trabalhadores.

                                Todos nós sabemos quais são

Porque não lhes dar esta sanção?



Julgava-me laureada

Em Gestão de Recursos Humanos

E acabo confrontada

Em Recursos Desumanos…



Não entende minha razão

O paradoxo da gestão!



Perante esta realidade

Encerrem a Universidade

Há para aí tanto doutor

Que julga que é gestor!...
               «»




Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google                  

6 comentários:

  1. A propósito dos últimos versos, recordo a seguinte quadra de António Aleixo

    Há tantos burros mandando
    em homens de inteligência,
    que às vezes fico pensando,
    se a burrice não será uma ciência.

    Por mais complexas máquinas que a empresa possua, elas precisam sempre de homens para a sua manutenção e o seu funcionamento. O estímulo, o incentivo, o prémio e castigo deev ser bem aplicado em função de um desempenho rigorosamente avaliado.

    Mas, infelizmente, os gestores recebem chorudos prémios mesmo que a empresa tenha prejuízo, enquanto que os prémios aos trabalhadores são insignificantes e raros.

    Cumprimentos
    João

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    Respostas
    1. Amigo, Ilustre Senhor A. João Soares,

      Claro que é como diz:

      "O estímulo, o incentivo, o prémio e castigo deve ser bem aplicado em função de um desempenho rigorosamente avaliado".

      Eu, apenas, retiraria a palavra castigo.

      Posso dizer que me passaram pelas mãos cerca de 20.000 trabalhadores em avaliação de desempenho, atividade em que fui coordenadora de grupos de trabalho numa Grande Empresa que não refiro, aqui.

      Tive o privilégio de pertencer a essa Grande Casa, como Quadro Superior, a que ainda hoje estou ligada por laços indestrutíveis.

      Sei o que é a Gestão de Pessoas, Gestão de Recursos Humanos.

      Mas, tudo o que está a acontecer entre nós é tudo um paradoxo... Não é possível...

      Nem lembra ao diabo...

      DESCERAM OS DEMÓNIOS SOBRE A TERRA

      Se António Aleixo estivesse vivo, entre nós, não obstante o burro ser um animal em vias de extinção, ele veria que ainda há muitos mais...

      É um prazer e incentivo seu comentário.

      Grata,

      ZCH

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  2. Cara Zélia,

    Mas, o autor deste excesso de obediência a ideologias que, como todo o excesso é irracional e inconveniente, parece ser aquele que hoje terminou o seu périplo terrestre. Tudo se acaba mesmo os exagerados.
    Como não há ninguém perfeito e como é praxe nestas ocasiões... que descanse em paz.

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  3. Olá, Ilustre Amigo A. João Soares,

    Pois é... Até aqueles que querem o mundo só para eles, partem...

    Graças a Deus que perante Ele nós somos todos iguais.

    O dinheiro, o poder, o domínio e a prepotência sobre o outro ser, seu irmão em Deus, não valem nada...

    Estes prepotentes exploradores e corajosos, apenas, para os pobres, os mais fracos e os oprimidos, são ricos porque exploram o pobre, querendo o mundo só para eles. Estes prepotentes, repito, deviam refletir nisto - Irão, também partir e não levarão nada...

    Pois, apenas, levaremos o Amor de Cristo. Este Amor que se consubstancia na ajuda aos mais fracos, na fraternidade, na solidariedade e na paz!

    Muito grata por sua presença,

    ZCH

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  4. Belo e significativo poema.
    Agora o Paradoxo: Despedem centenas e centenas de funcionários públicos. Ora isto poderia querer dizer que há pouco trabalho para tantos trabalhadores e então despedem-se.
    Mas se é assim para quê aumentar as horas de trabalho para 40 horas para quem fica?
    Pedro Valdoy

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  5. Claro, é como diz, Pedro Valdoy.

    Eu vejo... Só diabo pode entender sua obra.

    São autênticos demónios que desceram sobre a Terra!

    Tudo o que fazem é inconcebível.

    É só destruição!

    Em Setembro já irão ficar, não fixei, mas à
    volta de 20.000 professores sem colocação.

    Mas, entretanto, estão a financiar Escolas Particulares com dinheiro público!

    Nunca existiu coisa assim...

    E, nós vamos aguentando...

    Grata pela presença e beijinho,
    ZCH

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