sábado, 30 de junho de 2012

NÃO VOU FALAR DE DOR


                                                           







NÃO VOU FALAR DE DOR

 Zélia Chamusca


Eu não vou falar de dor

Porque a dor me faz sofrer

Eu quero falar de amor

Quero feliz poder ser



Que bom sentir a alegria

Dentro do meu coração

Ter na vida a fantasia

Viver o amor com paixão



Se eu viver com a dor

Todo bem irei esquecer

Felicidade e amor

Dentro de mim quero ter



Buscamos felicidade

Como algo inacessível

Quando é realidade

Bem dentro de nós visível






Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de Imagem - Google

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ETERNIDADE

                                                                
                 ETERNIDADE
               Zélia Chamusca

O efémero é, apenas, momento
Que se esvai no pensamento.
Não existe a efemeridade
O que existe é a eternidade.

Tudo, toda a criação
Tem começo, meio e fim,
Sem fim…
Porque o fim é a eternidade.

Princípio é o começo,
É o ato de existir;
Meio é o caminho,
O processo de transformação,
De definição;
Fim é o culminar
De um processo
Que, de novo, irá recomeçar,
No ciclo interminável
Do eterno retorno.

Este processo é evidente
E existente
Em todo o universo,
Em toda a criação.

Princípio, meio e fim
São fases do processo
Recriativo e evolutivo,
De renovação,
Que se chama vida.

Façamos desta evolução
Um permanente renovar
De nosso coração!
                           
                                                       
     Da obra - PALAVRAS DA ALMA
     Chiado Editora
                                                        
    Fonte de imagem - Google

segunda-feira, 25 de junho de 2012

DISPUTA PARA A VITORIA FINAL





DISPUTA PARA A VITORIA FINAL
Zélia Chamusca

O mundo é dominado
E disputado
Por valências,
Principais
Potências
Mundiais
Sempre rivais.

O que está a acontecer
Que eu estou a ver
Na disputa,
É a luta
Travada
Na longa estrada,
Por caminho delineado
Pela força do mal,
E, planeado
Para o poder reforçar
E o totalitarismo alcançar
No final,
O poder total.

Alguém irá ficar
Em primeiro lugar.
Mas de que lhe servirá, afinal?
A chegada ao final,
Num mundo em regressão
Com a aniquilação
Do democrático progresso
Para o totalitário regresso
Onde tantos não têm pão
Nem de direitos igualdade,
Não fraternidade!

O agravar da ambição
Pelos sem coração,
A injustiça e o mal
Caminham para a vitória final,
No mundo pelo totalitarismo dominado
por ele governado,
O poder do mal...
              «»



Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 22 de junho de 2012

TU MULHER

                                                           
                        
                                                         



    
                               


 
Tu mulher,
Que és mãe,
Mater, matris,
És e simbolizas a criação
E o amor,
Sonhei que um dia
Teu poder
Pudesse vir a ser,
Através de teu doce coração,
A partilha do amor
Com todo o teu irmão.

Tu mulher
Que pela tua tenacidade,
E inteligência
Saíste do gineceu,
Aposento que a antiguidade
Te concedeu
E obtiveste a igualdade,
No governo, na sociedade,
Governas uma imensa comunidade,
Onde está o amor e a solidariedade?!...

Tu mulher
Que és mãe e por amor criaste,
De teu gineceu te afastaste
E no mundo ascendeste ao poder,
Duma imensa nação
Na imensidão de teu coração,
Porque não partilhas o amor
Com teu irmão?

Os pobres
Cada vez mais pobres
Neste mundo desconforme
Onde existe tanta fome…

Os ricos
Cada vez mais ricos
Levados pela ambição
Deixando tantos sem pão…

Tu mulher
Mãe, mater, matris
Que tens poder
Nesta grande nação
Porque não consegues ver
E olhar por teu irmão
Com a doçura de teu coração?...
                «»
 
 
 
 
 
Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ah! Amor! Quando p’ra sempre te encontrar

                                                





Ah! Amor! Quando pra sempre te encontrar
                           Zélia Chamusca


Neste soneto meu amor expresso
O quanto te amei e te amo, confesso,
E, na Eternidade eu te amarei
Quando p’ra sempre unida a ti estarei.

Ah! Amor! Quando p’ra sempre te encontrar
E, contigo, para sempre eu ficar,
Do amor será tão grande a intensidade,
Para poder matar minha saudade!...

Profundo é meu amor e dominante
Que faz de mim uma eterna amante
Enchendo de desejo o corpo meu.

Até à imensidão do Universo,
Eu eternizarei em cada verso
Apaixonado e terno beijo teu!...



                            





Da obra - PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO
Autor - Zélia Chamusca
Edições Vieira da Silva
Fonte de Imagem - Google
                             

sábado, 16 de junho de 2012

SOU TUA IMAGEM

SOU TUA IMAGEM

Sou à tua imagem, pedra viva,
Com cinzel fui lapidada
E por teu sopro de amor
Também fui por ti criada.

Em ti eu sempre me vejo
Sinto-me a flor que amaste
Contigo sempre me sinto
Nunca de mim te afastaste.
                    «»
            
Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Chiado Editora

Poema e formatação de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google



quinta-feira, 14 de junho de 2012

AH! NA SAUDADE...


Poema e formatação de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -  Google

Da obra - Palavras da Alma
Chiado Editora

terça-feira, 12 de junho de 2012

CARTA AO ESCRITOR

                                                                  
                                             CARTA AO ESCRITOR



Caro Escritor,



Já pensou porque escreve?

Eu interrogo-me, frequentemente, porque escrevo, e, irei expressar o motivo.

Mas, em relação a tantos autores que conheço sinto que não sabem, não dizem ou tentam enganar-se a si próprios, pensando que aos outros. Será?...

Assumem-se profissionalmente como escritores e, não entendo, porque ninguém lhes paga. Uma profissão é sempre remunerada. Esta é uma verdade irrefutável.

Não era  a minha intenção  falar, aqui, no pagamento dos direitos de autor, consignados na lei, mas, não consigo fugir ao tema e refiro que, a lei não é discriminatória, os direitos, independentemente de ser ou não um Nobel, são iguais para todos os autores. E, o que é pago de acordo com a lei, não chega para beber um copo de água por mês, ou, talvez por ano.

Isto é o mesmo que dizer que, ninguém lhes paga e este facto do escritor não ser retribuído monetariamente é uma injustiça que brada aos céus, como muitas outras injustiças sociais, numa sociedade, legal e moralmente, injusta.

Nenhum escritor vive da atividade de escritor. Quem vive da atividade do escritor são os editores e livreiros. Nunca quem escreve vive de seu trabalho de escrever. São estes, editores e livreiros que auferem a compensação monetária  pela obra do autor.

Esta é uma das injustiças legais, pois que, a legislação dos direitos de autor o permite.

Como referi, no início, em relação a tantos autores que conheço, não vejo, não ouço, não sinto, que algum escritor se queixe disto.

Percebi, contudo, que alguns escritores, apenas,  pretendem através da escrita, alcançar a  imortalidade!...

Constatei e constato, frequentemente, as rivalidades e o convencimento de alguns que se julgam  mais merecedores que outros.

Não fazem ideia o que me divirto ao presenciar certas atitudes!...

É um espectáculo!

Quando estava fora deste meio não fazia a mínima ideia…

O que tenho aprendido…

Eu sempre gostei de aprender. A vida é uma aprendizagem permanente. E, conhecer a complexidade do ser humano sempre foi minha vocação.

Voltando ao assunto, entendo que escrever é uma das necessidades  básicas do escritor, tal como comer, beber, respirar, etc., etc.

É uma necessidade de ordem afetiva.

O escritor quando escreve dialoga consigo próprio, é o diálogo com a alma que é o seu melhor interlocutor, diálogo que  abre ao público e transmite à sociedade.

O escritor sente necessidade de manifestar seus sentimentos, suas emoções, suas paixões, sua forma de viver, de sentir e entender a vida e a sociedade.

Esta manifestação revela-a e transmite-a através da escrita.

É por isto que o escritor escreve.

Escrever é uma arte, ou seja, é através da escrita que o escritor produz uma obra  de arte, a  obra literária.

Como qualquer artista, o escritor cria por prazer, por amor.

Não me parece, contudo, ser justo que quem cria uma obra de arte, e, neste caso a obra literária, não tenha qualquer recompensa monetária e que, os lucros advenientes da obra recaiam a favor de outros, que, legalmente, deles se apropriam, ou usam.

Serei apenas eu a pensar nisto?

Parece que sim, porque não vejo, não ouço, não sinto, nenhum escritor a  falar no pagamento dos seus direitos, dos direitos de autor.

Assumem-se, geralmente, como profissionais bem sucedidos  e quando falam em direitos de autor apenas se referem à preservação da autoria e identidade  de sua obra.

Basta-lhes o atingir da eternidade, como já referi, chegando, como se isso fosse possível, a disputá-la, por se julgarem mais merecedores que  outros.

Caro Escritor, não pretendo, sinceramente, atingir ninguém, apenas gostaria que refletisse e que dissesse  a sua opinião.

Abraço,

                                            Zélia Chamusca

                                                     2012-06-12








           




domingo, 10 de junho de 2012

ABOBORAS VAZIAS


                                                                                                                                








 

Tanta abóbora vazia
que eu vejo em cada dia,
rolando pela estrada
numa ânsia desalmada
na busca do ter
descurando o ser…
 

São abóboras vazias
cada uma a mais vazia
que em demoníaca alegria,
procuram, apenas, ter,
seja como for,
não param o furor
para seu ventre encher.
 

Nem sequer, pensam em ser…
Umas se enchem de vento
roubando o sustento
à natureza que fazem sofrer,
porque, sem vento,
não há polinização
e, consequentemente
a natureza sem grão,
porque estas abóboras vazias,
ocas e frias,
não param para pensar
que um dia irão rebentar
de ar como um balão,
porque, sem miolo,
como insensato e tolo,
sem coração,
abóboras vazias são!...
               «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
Da obra a Mensagem - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora