domingo, 22 de abril de 2012

NÓS, SERES RACIONAIS?


                                                                       
                                             

Sufoco sem palavras

Que brotam em lágrimas

E soltam minhas mágoas…

O amor e a fraternidade

A ternura e a solidariedade

Que vejo nos animais…



Nós, seres racionais?



Minha alma a rebentar

Vendo a fraternidade

E a solidariedade,

Pelo dono, o sentimento

De amor, reconhecimento,

Não sendo a nós iguais…



Nós, seres racionais?

       

Sufoco sem palavras

No meu peito engolidas,

Em angustia diluídas,

Quando vejo os animais

Que por Deus foram criados,

P’los humanos mal tratados…



Nós, seres racionais?

                                                          «»


                                                            
Fonte de imagem - Google
Poema de - Zélia Chamusca

6 comentários:

  1. O ser humano está cada vez mais irracional e comporta-se pior que os animais que só atacam para comer. Tem toda a razão pôr a questão da racionalidade? Será que ainda a há? No homem não de certeza.
    Gostei muito. Um beijo.

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  2. Fico feliz com sua sensibilidade.
    Grata, Poeta Guuilharme Duarte, por seu carinho.
    ZCH

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  3. Os homens podem até ser racionais. Mas a irracionalidade dos animais, permite muito mais devoção à sua raça do q o próprio homem.
    Um conteúdo muito bem desenvolvido e bastante reflexivo.
    Bjssssssssss

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  4. Oi! Querida Mônica,
    Enviaram-me o video por e-mail e quando o vi chorei e me lembrei de Bernardim Ribeiro, O Canto do Rouxinol em Menina e Moça:

    "... um ramo que por cima da agoa se estendia, se veio pousar um rouxinol. Começou a cantar tam docemente que de todo me levou após si o meu sentido d'ouvir..."

    "Então (triste da avezinha) estando-se assim queixando, não sei como, se caiu morta sobre aquela agoa! Caindo por entre as ramas, muitas folhas cairam tambem com éla. Pareceu aquilo sinal de pesar, n'aquele arvoredo, de caso tam desastrado.

    Levava-a após si a agoa, e as folhas após éla. Quisera-a eu ir apanhar, mas pela corrente que ali fazia, e pelo mato que d'ali para baixo, cerca do rio, logo estava, prestemente se alongou da vista.

    O coração me doeu tanto, então, em vêr tam depressa morto quem d'antes, tam pouco havia, vira estar cantando, que não pude ter as lagrimas.

    Certamente que por causa do mundo, depois que perdi outra cousa, me não pareceu a mim que assim chorasse de vontade; mas em parte este meu cuidado não foi em vão;[20] porque, ainda que a desventura d'aquela avezinha fosse causa de minhas lagrimas, lá, ao sair d'elas, foram juntas outras muitas lembranças tristes..."


    Sintetiso:
    ainda que a desventura d'aquela avezinha fosse causa de minhas lagrimas, lá, ao sair d'elas, foram juntas outras muitas lembranças tristes


    Foi por isso que chorei e lembei-me de Bernardim Ribeiro cuja obra conheci quando estudei literatura portuguesa no Liceu

    Grata, Querida Mônica, por seu carinho,
    ZCH

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  5. Bom dia querida Zélia, que poema lindo! que sensibilidade!

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  6. Olá, Waldir Filho,

    Aqui já está sendo noite, às 18 horas de inverno frio e negro.

    Muito grata pelo seu agradável comentário e desejo um bom fim de semana,

    ZCH

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