sexta-feira, 27 de abril de 2012

MEDO?



                                                          

  
Porquê o medo?
Ele não existe…
Apenas, em tua mente
ele se sente,
patologicamente…

É pura patologia
que conduz à apatia,
inibe a acção,
gera depressão,
destrói
e afeta o coração!

Pára para pensar,
no mundo
tens que atuar!

Muda teu olhar,
ganha outra visão,
agindo com teu novo olhar
o mundo pode mudar!

Está na tua mão
criar no mundo
outra dimensão!

                                            
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora

          
   

4 comentários:

  1. Excelente mensagem enviada em teus versos.
    O Medo tem o poder de anular mentes e destrói com a personalidade.
    Leitura com grande sapiência.
    Parabéns poetisa e amiga Zélia.
    Bjsssssss

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  2. Muito grata, Minha Querida Poetisa Mônica Pamplona, e, beijinho,
    ZCH

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  3. «O medo é da cor da prudência», como dizia o preceptor do príncipe demasiado ousado. Mas, como tudo na vida, em que haver temperança. O exagero é quase sempre nocivo. Medo ou prudência em excesso «É pura patologia /que conduz à apatia, /inibe a acção, /gera depressão, /destrói /e afeta o coração!», como bem diz a clarividente poetiza.
    Para não ter medo, é preciso encarar as realidades de frente analisar os problemas para encontrar as melhores soluções. Parar é morrer. É preciso pensar antes de decidir e avançar decididamente.

    Beijo
    João

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    Respostas
    1. Boa noite, Ilustre A. João Soares,

      É preciso muita coragem para agirmos face às circunstâncias nefastas que atemorizam muitos. Eu sinto que falta força, garra para agir. Claro que é coragem para agir, mas, agir em consciência e não como alguém que sabemos faz. A isso chama-se cobardia, inconsciência e falta de humanismo. Já tinha lido o artigo que indica. Não comentei porque nem sempre saem as palavras.
      Segundo Idalberto Chiavenato o processo de decisão tem as sete etapas seguintes:

      1-Perceção da situação que abrange algum problema;
      2-Diagnóstico e definição do problema;
      3-Definição dos objetivos;
      4-Busca de alternativas de solução ou de cursos de ação;
      5-Escolha da alternativa mais apropriada ao alcance dos objetivos;
      6-Avaliação e comparação dessas alternativas;
      7-Implementação da alternativa escolhida.

      Eu como sou mais pragmática utilizo um processo mais simples com, apenas, três etapas:

      1-Conceção;

      2-Deliberação;

      3 - Execução, ou implementação.

      Não me tenho dado muito mal.

      Talvez por isso não tenho medo e tenho, sobretudo, muita, mesmo muita coragem, e, é preciso ter muita coragem para a vida. Mas não a dita coragem de que falo no poema que abaixo transcrevo, postado neste blog.

      Muito grata por seu sabedor comentário que muito enriquece este espaço.

      Termino com o poema:



      CORAGEM? OU COBARDIA?

      Um outro dia
      ouvi chamar coragem
      à cobardia.

      Que ironia…

      A vil cobardia
      é medo,
      é fraqueza,
      pois, apenas, atinge
      os que não têm defesa,
      a quem o sofrimento inflige!

      É cobarde, é traidor
      o que atinge o desprotegido,
      a quem causa tanta dor,
      fazendo deste
      o alvo preferido.

      O rico está isento
      do tormento…

      Na guerra, o rico foge;
      Fica o pobre,
      e, só este sofre…

      É o pobre que de escudo serve
      para proteger o rico a quem serve…

      E, até nas intempéries,
      Deus meu,
      nas catástrofes naturais
      são os pobres que sofrem mais…

      É tal a injustiça
      que até brada aos céus,
      causando tantos escarcéus,
      que por vezes chego a crer
      que estou a enlouquecer…

      Quando ouço chamar
      coragem à cobardia
      é tanta a ousadia
      que já nem sei
      se louca serei,
      perante tanta cobardia
      que só por ironia
      será coragem
      algum dia!...

      «»
      Zélia Chamusca

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