domingo, 1 de abril de 2012

HOJE, EU SEI




Hoje, eu sei
Que de mim não te esqueceste,
Me apareceste
E, eu vi-te passar
Mas, não quis acreditar
E, eras tu…

Pensei que era loucura
Vendo tua formosura
Numa aura de brancura,
Olhei
E meus olhos fechei,
Não sei o que pensei,
Não mais olhei,
E, eras tu…

Eu conhecia
Da consciência
A fenomenologia
Mas, no conhecimento
Não cria
E, eras tu…

Hoje, eu sei
Foste fenómeno
Revelado,
Meu amor sublimado
E, eras tu…

Hoje, eu sei
Que de mim
Não te esqueceste,
Me apareceste,
Te despediste
De mim
E eu não acreditei…
É loucura, pensei,
E, tu partiste…
Assim…
              «»        
 Zélia Chamusca

  

Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Autora - Zélia Chamusca
Chiado Editora

                                      

8 comentários:

  1. Hoje sabemos tantas coisas que desconhecíamos antes. O tempo além da experiência dá-nos também sabedoria, aquela sabedoria que se a tivéssemos antes nos impediria de fazer tanta coisa errada ou então de fazer as coisas certas no tempo certo. Nunca me esqueci de, há muitos anos atrás, andava eu na casa dos trinta, uma colega de trabalho dizia numa conversa acerca de mim a um chefe que nós tivemos, o Sr. Brandão: ele faz tudo bem feito até à hora de concretizar. Nunca esqueci esta frase dita num momento de convívio e descontracção no final de um dia de trabalho. Essa colega tinha toda a razão. O tempo ensinou-me muito. Poetisa, gostei uma vez mais, e muito, deste poema. Um beijo querida amiga.

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  2. Olá Poeta,Amigo e Colega, Guilherme Duarte,
    Eu ontem de manhã escrevi esse poema num minuto e um outro que arquivei e já não sei qual.
    É o que vale porque se não esquecesse enlouqueceria...
    Mas, se o vir por aí (e eu sei onde está) eu identificá-lo-ei, de imediato, porque me identifico no que escrevo.
    O que escrevo parte sempre de um sentimento/pensamento que no momento surge e que tenho que não deixar fugir. Porque não voltaria a surgir...
    Este poema já teve mais comentários favoráveis de vários blogs e um é o ler e pensar.
    E, nunca pensei que iriam assim gostar...

    Grata e beijinho,
    ZCH

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  3. Te agradeço por ter a oportunidade de conhecer esse teu cantinho, tão aconchegante.
    Senti os braços da poesia me envolvendo nesses teus poemas. Muito embora já o conhecesse. Este aqui me é muito especial.
    Vou continuar o desfrute de ler-te.
    Bjssssssss

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  4. Oi! Querida Mônica!
    Calhou tê-la feito vir aqui onde não tenho nada de novo.
    Se estivessemos pessoalmente dir-lhe-ia qual foi o meu sentimento ao escrever este poema.
    É um sentimento, melhor uma visão que nunca esquecerei...
    E, lembrei-me de escrever nunca pensando que sairia um poema que iriam apreciar.
    Grata, Querida Mônica, por sua visita e muito amor para si,
    ZCH

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  5. Belo o começo, o enredo e a desilusão final. Um poema que descreve em poucas palavras o drama do encontro e desencontro, a coragem e o medo e, no fim, a desilusão da tentação não consumada. No fundo a dicotomia que nos faz vibrar ou gelar no decorrer dos encontros e desencontros da vida. E, digo eu, que bom seria se houvesse uma menor defesa em torno do nosso EU, que afinal não é o que parece e não parece o que é. Gostei do momento.

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    1. Adriano,

      Faz uma muito boa interpretação do poema. Porém, o sentimento que me levou a escrevê-lo não é o que diz. Mas este género de poesia é mesmo assim. Deixa a leitor a possibilidade de adivinhar.

      A chave do poema:

      "Eu conhecia
      Da consciência
      A fenomenologia
      Mas, no conhecimento
      Não cria
      E, eras tu…"

      ...........
      Hoje, eu sei
      Foste fenómeno
      Revelado,
      ......

      Grata por seu agradável comentário.

      Beijinho,

      ZCH

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  6. Zélia,esse é um poema que gostaria de ter escrito...Obrigada por esse momento de beleza infinita...

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    1. Olá, Marcia!

      Que surpresa!

      O que escrevi é inspirado num fenómeno que vivi.

      Duvido que os leitores o interpretem devidamente, isto é, o verdadeiro sentido deste poema. Mas, a poesia é mesmo assim.

      Muito grata pela sua tão agradável presença e beijinho,

      ZCH

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