segunda-feira, 23 de abril de 2012

FATAL IRONIA



 FATAL IRONIA

Poema de Zélia Chamusca


Para onde caminhamos?
Neste caminhar
Para a catástrofe
Lamentável,
Insuportável,
Fatal ironia?!...

Onde iremos parar?!
Paremos neste caminhar
Para pensar
E lutar!...


Não nos deixemos vencer
Neste viver
No mundo dominado
Pelo poder
Desenfreado,
Vestido de cordeiro
No mundo inteiro!…
Lutemos neste mundo
Imundo,
Com a força da razão
Cumprindo nossa missão,
Contra a escravidão!


Não permitamos
Uma nova sociedade
Sem liberdade,
Contra natura,
Impura,
De escravatura,
Em que o Poder
Retira o direito ao Ser
E se apropria
Do que é teu
E do que é meu…

Vençamos a letargia
Não permitamos
A ironia
Do regresso
Ao desumano processo
Que há muito acabou,
E, de novo, se instalou!
Fatal ironia!...
    
         «»



Poema da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora

Fonte de imagem - Google

8 comentários:

  1. Um poderodo poema de denúncia e de incentivo a mudarmos o que está mal. A poesia não é só lirismo é também combate e a poetisa Zélia Chamusca fá-lo muitíssimo bem. Parabéns e um beijinho.

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  2. Espero ter conseguido transmitir o que sinto a todos os que lerem meu poema e que sirva de reflexão e possível acção que depende nós todos.
    Sim, depende de nós, não lutar contra o mal porque ele existirá sempre, mas poderemos transforma-lo. Quem tem o poder, o poder político,não quer...
    Façamos nós o que podermos.

    O Poeta Guilherme Duarte já tinha comentado,na primeira postagem, em Janeiro.

    Fico feliz por ter relido e sentido e pelo seu apoio.

    Grata e beijinho,
    ZCH

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  3. Conseguiu transmitir, sim Zélia. Essa bandeira tem q ser levantada por todos nós. No mundo todo. Para q a sociedade não regrida e voltemos a viver num eterno conflito de poderes.
    Um poema de nivel social bem relevante. Necessária leitura.
    Bjssssssss

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  4. Olá Querida Mônica,
    Tenho pena que os detentores do poder(porque lho demos)não acessem a este espaço e a leitura lhes sirva de reflexão.
    Mas é sempre bom denunciarmos estes males que infelizmente não existem,apenas,em Portugal e Brasil, mas, grassam pelo mundo.
    Grata pelo carinho,
    ZCH

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  5. Olá amiga Zélia Chamusca é com emoção que revisito este poema e bebo dele a alma da revolta...beijinho de admiração e amizade, do jrg

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    1. Olá, escritor e poeta amigo,João Raimundo Gonçalves,

      Porque senti e me lembrei deste poema, como quando o escrevi, fui buscá-lo e partilhei no Facebook.

      É sim, um grito de revolta pelo que nunca pensei viver nesta fase tardia de minha vida!

      Grata por sua visita e beijinho,
      ZCH

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  6. O irónico e simultaneamente triste é que desde este grito de revolta a situação piorou a níveis insuspeitados. Muito oportuna esta repostagem. Espero que dentro de um ano não esteja ainda pior. *****

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    1. Olá Adriano,

      Como viu este poema foi postado, aqui, a 23 de Abril de 2012, altura em que ainda não tinham usurpado os subsídios aos reformados, não lhes tinham aumentado a carga fiscal com taxas especiais, TES, (talvez porque o dinheiro dos reformados já tinha sido tributado em devido tempo),não tinham reduzido subsídios (dinheiro dos trabalhadores), não tinham preconizado baixar o salário mínimo, baixar os ordenados da função pública, baixar reformas, aumentar horário de trabalho, mandado emigrar os jovens, despedir funcionários públicos, encerrado serviços públicos, etc. etc.

      Pois não, ainda não tinha acontecido isto.

      Como é possível permitirmos que a situação se agrave?

      Não foi isto que os detentores do Poder, eleitos pelo povo, juraram cumprir quando da tomada de posse, juraram cumprir a Constituição da República Portuguesa e basta ler o artigo 1º para vermos quão distantes deste cumprimento estão estes ditos governantes...

      "Artigo 1.º
      (República Portuguesa)
      Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária"

      Depende de nós todos fazê-la cumprir!

      Fico feliz com sua presença, e, beijinho,

      ZCH

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