quinta-feira, 1 de março de 2012

A dialética da vida


 
O confronto da vida
Com a vida,
Do conhecimento
Com o entendimento,
A busca do sensível
Para o inteligível,
É ascensão,
Evolução,
É a dialética da vida.

É constante procura,
É força,
Energia,
Dinâmica,
A dinâmica da vida!

A vida
É decurso permanente,
Em todo o ente,
Na multiplicidade
Dialética
Que tende ao absoluto,
À Eternidade!

          

Da obra - Pedaços do meu Coração
Edições Vieira da Silva
Autor - Zélia Chamusca

4 comentários:

  1. A vida é um confronto permanente. Entre o bem e o mal, o fácil e o difícil, até entre pessoas mas também é tempo e busca da verdade, da comodidade, do bem estar físico e espirutual sempre com a mira apontada à eternidade. Mesmo aqueles que afirmam não crerem nela. Não creem ma s no fundo têm uma vaga esperança de que exista. Mais um excelente poema de uma poetisa de excelência,

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  2. Olá Poeta Guilherme Duarte,
    É, para mim, a única pessoa que consegue apanhar tudo, todo o meu pensamento e todo o meu sentimento,no contexto expresso.

    Fico muito feliz e isso lhe agradeço.

    Beijinho,
    ZCh

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  3. Cara Amiga Zélia,

    Costumo colocar e causa a divisão clássica do mundo animal em «racionais» e «irracionais», sublinhando muitos comportamentos dos segundos que mostram mais elevação do que outros comportamentos dos primeiros. Este seu poema evidencia o que realmente define a racionalidade do ser humanos, mas que, infelizmente, não se aplica a grande parte deste.

    A vida inteligente contém estes valores que cita: dialéctica, confronto, dinâmica, busca, procura, entendimento, sentimento, para a ascensão em direcção a um ideal superior ao alcance de poucos privilegiados. Há muita gente que vegeta sem conseguir vislumbrar o ideal de perfeição nem focar os olhos no infinito dos valores excelentes. Quem tiver um pouco de luminosidade espiritual não pode estagnar, como vegetal ou mineral, nos estreitos limites materiais do consumismo e da ostentação de falsos valores efémeros e deixar-se levar por palavras bonitas mas vazias de conteúdo.

    À nossa volta há muita gente acorrentada que se deixa arrastar por sucessivos vigaristas que lhe sugam as energias mal despertadas e formatadas.

    Beijo
    João.

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    Respostas
    1. Ilustre Senhor, A. João Soares,

      O seu comentário sufoca a minha capacidade dialética.

      O que tento transmitir neste poema, A Dialética da Vida, surgiu e gravei-o, tive a oportunidade de não o deixar fugir. Apenas escrevo o que sinto em determinado momento. Por alguma razão os poetas da literatura clássica e não só, aludiam à inspiração transmitida pela Musa. Até parece ser a realidade da origem da inspiração poética, e não só, dado que toda a arte é uma inspiração criativa.

      Tenho montes de coisas escritas e passado algum tempo quando as releio, ocasionalmente, interrogo-me: escrevi isto? Claro, vejo que sou eu.
      É parcela de mim. Parece quase um fenómeno. Talvez graças à Musa...

      Este poema é fruto da minha sensibilidade, formação filosófica, humana, cultural e religiosa e entende-se num contexto do dever ser em termos da nossa existência terrena e transcendental.

      Este poemas destinam-se a leitores tal como A. João Soares que muito bem refletiu sobre o exposto; os outros nem leem, nem precisam...

      É sempre bom refletirmos sobre a nossa origem, existência e transcendência, ou seja, donde vimos, o que somos e para onde vamos e, fundamentalmente, porque estamos aqui, qual a nossa missão.

      De acordo com o seu comentário, na verdade, poucos refletem. Para estes não existem valores morais, a não ser o interesse próprio, mesmo á custa do massacre do indefeso.

      E, isto é o que caracteriza a triste realidade em que vivemos, hoje mais do que nunca.

      Fico feliz com seu reflexivo comentário.

      Beijinho,

      ZCH

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