Sou no mundo a emoção,
Sou corpo e alma,
Sou gelo e calor,
Sou chispa e calma,
Sou ousadia e pudor,
Sou afecto e sou paixão!...
Sou plenitude transbordante,
Sou força e vigor,
Sou lume escaldante,
Sou esperança e
amor,
Sou transparência,
Exuberante abertura,
Clarividência,
Razão e loucura! …
Mas, se abro as portas à essência do meu ser;
Fecho-as mais pobre:
Se esvai maculada a privacidade,
Que ocupa meu espaço mais nobre.
Minha força começa a esvanecer…
E me cerro na ténue fragilidade! …
Nesta complexidade me refugio
E, paradoxalmente, me liberto:
Danço e canto, corro e salto, choro e rio!...
Mas … em vão…
Na intimidade me aperto
E me afago na solidão!...
Poema de - CHAMUSCA, Zélia
Um belo retrato de uma pessoa que conheci há muitos anos e que, ao que vejo, se mantém igual,corpo e alma, gelo e calor, chispa e calma, ousadia e pudor. Lindo. A Zélia que eu conheci...há muitos anos atrás.
ResponderEliminarOlá Duarte!
ResponderEliminarSó mesmo quem me conheceu e conhece, porque embora não nos vejamos há muito... eu continuo com os mesmos sentimentos,mesmas paixões,mesmas emoções e, é interessantíssimo não ter que lhe dizer que me identifico, profundamente, no que escrevi.
Fico muito feliz por ter identificado minhas emoções,minha sensibilidade, minha identidade no meu,SOU.
Isso é muito incentivante para mim.
Grata e beijinho,
ZCH
Gosto desta aversão à monotonia de atitudes e, em contrapartida, à propensão para a prudência, o recato, o fechar de persianas para se «apertar na intimidade»,em momentos de meditação e de introspecção. E, dessa forma, se nos apresenta como a filósofa intelectual criadora de uma notável obra poética.
ResponderEliminarMuito grata, Ilustre Amigo, A.João Soares pelo seu agradável e elogioso comentário de que não me sinto merecedora.
EliminarZCH