sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Poesia Brota de Mim




A poesia fala-me de amor,

De paixão,

De sentimento

E de emoção.



A poesia é sublime arte

Que, espontaneamente, de mim

Brota, do meu ser

E do meu ser é imensurável parte,

Sem limite, sem fim.

Tudo é poesia…

É a magia de viver…



A poesia é a arte de definir o indefinível,

O que existe de mais sensível,

Ela é a linguagem de exprimir

O que de outra forma se não pode traduzir.

É a dialética inata, pura, do dizer

O que concerne ao enigma do ser.



A poesia brota de mim

Como uma explosão orgásmica

Em momentos sucessivos

Imensamente sentidos…

Num prazer infindável,

Quanto insaciável…

Num culminar de sentimentos,

De paixões,

De emoções,

No mais perfeito clímax de amor

Que se consubstancia no - POEMA.

                              Zélia Chamusca


                    
Da Obra -  PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO

3 comentários:

  1. Excelente. Só um poeta, neste caso uma poetisa de excelência, é capaz de definir a poesia com a objectividade e beleza com a Zélia o fez, mas foi mais longe, para além de definir a poesia definiu também a poetisa e como ela se deixa possuir pela poesia "como uma explosão orgásmica". Como não poderiam ser tão belos os poemas saídos desta relação sublime entre a poetisa e a poesia? Parabéns granse poetisa Zélia Chamusca.

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  2. Meu Querido Amigo e Poeta Guilherme Duarte,
    Seu comentário é, extraordinariamente, gentil, simpático e incentivante para mim. Eu divulguei por grupos e têm apreciado.
    E, curiosamente, no lançamento do Livro, a Isabel Branco leu este poema logo a seguir à apresentação pelo Editor.Porque o escolheu?
    Deve ter gostado.
    Penso, apenas, que deverei ter conseguido definir o que sinto pela poesia, o que é para mim, e, a forma como ela, de facto, sai...
    Eu não levo mais que uns três ou quatro minutos a escrever um poema. Não penso.
    Suge a ideia ou ao sentimento e se tenho oportunidade de pegar numa caneta ele sai mesmo, abruptamente. E isto dá-me um enorme prazer e alívio da alma.É minha alma que experimenta o orgasmo e não o corpo como é evidente...
    Não viveria sem a poesia...
    Muito grata e beijinho,
    ZCH

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