domingo, 19 de fevereiro de 2012

A Arte Poética











A arte poética
É dialética
Na mais pura linguagem
Estética
Que veste
A  roupagem
Da alegoria,
Fantasia,
E magia,
Da Cor,
Amor
E paixão.


É encantamento
Em cada momento
Da vida
Sonhada
Sentida   e vivida…


É criatividade,
É pensamento
Em liberdade,
É sensibilidade,
É amor,
É cor
E saudade…


É música
Idílica,
É lírica
Canção
De embalar o coração!...


É imaginação
É criação
É luz,
É sedução!


Porque imaterial,
Embora cultural,
Engana
A realidade humana
Transcendendo
O mundo real,
Na arte
Da linguagem
De imagem
Alegórica
Na retórica,
Dialética
Que rompe a ética
E a  realidade
Da relação
Efeito causalidade,
Surgida  da imaginação,
Em imagens metafóricas,
Alegóricas,
Ilusão
Que engana o coração,
E, até mesmo, a razão.


Ela é fascinação!


      

Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A Mensagem - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora
         Fonte de imagem -Google

4 comentários:

  1. A poesia é tudo isso. É também a arte de pintarmos o mundo com as nossas cores, umas vezes alegres e berrantes outras tristes, negras ou cinzentas. O poeta cria o seu mundo, vive nele e é nele que se sente bem. Parabéns poetisa.

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  2. Olá, Poeta e Amigo Guilherme Duarte,
    Apenas tentei alertar para o que é a poesia porque sei que muitos se enganam confundindo a fantasia com a realidade da vida, e, quantas vezes até nós poetas nos sentindo embalados no lirismo da ilusão não acordamos para a realidade ou acordamos já tarde...
    Grata por seu comentário e carinho e desejo bom domingo,
    ZCH

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  3. Bela definição, completa, exaustiva. A vida do poeta não se passa com os pés no chão e sabe falar-nos das coisas que transcendem a realidade materialista e isso dignifica-os. Mas há pessoas que sem jeito para a expressão poética também partilham de ideias semelhantes, mas que não passam de utopias pouco aceites pelas pessoas. Com isto quero transmitir o meu grande apreço pelos poetas e poetisas que, em palavras simples ao alcance do mortal comum, nos trazem imagens do seu mundo e da forma como gostam de ver evoluir o mundo real. A intervenção, ponto muito bem explorado pela amiga Zélia é um aproveitamento útil das sua vocação.
    Desculpe se a minha ideia não ficou bem clara, mas ela é de muito apreço e admiração.
    Beijo
    João

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    1. Olá, Amigo, Ilustre A.João Soares,

      É sempre com clareza e inteligência que A. João Soares se expressa.

      Essas pessoas, que refere, que têm sensibilidade poética mas não sabem articular as palavras para exprimirem os seus sentimentos, sonhos, utopias, as suas ideias nem sempre são aceites pelo mesmo motivo que, também, nem todas as pessoas apreciam a poesia.

      Para se ser poeta ou apreciar a poesia é necessário ter determinada sensibilidade.

      A poesia está dentro de nós, pode ter-se sensibilidade poética e não se ser capaz de criar o poema.

      O poeta é o artificie da obra - o poema.

      Porém, há muitos amantes da poesia que a sentem mas não criam, não são poetas.

      Ainda há poetas que não escrevem. Não são escritores. É fácil encontrarmos pessoas analfabetas (outras não)nalgumas aldeias, que criaram poemas, decoraram-nos e que os dizem. Porém não escrevem.
      Por outro lado, há muitos poetas que não são fáceis de interpretar e isto faz com que muitos leitores não apreciem este género literário.

      A poesia permite ao escritor, em poucas palavras dizer tudo, e, levar o leitor a imaginar, a pensar, a interpretar e refletir sobre o tema apresentado.

      Não obstante o poema ter que transmitir algo, um pensamento, um sentimento, uma mensagem, há poetas, repito, que não são claros e preferem levar o leitor a imaginar.

      Para mim a poesia é a mais pura linguagem e como tal o poema tem que ser claro, transparente.

      Eu escrevo poemas desde os vinte e tais anos mas nunca tinha escrito poemas de intervenção. Faço-o, agora, face às contundências sociais de que, presentemente, somos vitimas.
      Aproveito esta facilidade para poder transmitir o que penso e alertar o leitor para a nossa responsabilidade no mundo e na sociedade enquanto seres livres.
      Somos responsáveis pela sociedade em que vivemos e compete-nos a nós participarmos na luta para mudarmos o rumo dos acontecimentos.

      A poesia não serve só para cantar o amor (normalmente o amor impossível), serve, também, para refletirmos sobre a nossa participação na criação de um mundo melhor, de amor, de paz e de fraternidade.

      Grata por seu incentivante comentário.

      Beijinho,

      ZCH

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