segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal de 2011

                  

 
Natal é,
Quando o amor acontece...

Jesus,
Faz com que entre nós cesse:

A necessidade da greve
Para que ao poder leve
O protesto contra o mal
Da nova Lei Laboral,
Da arbitrariedade,
Da desigualdade,
Do roubo do 13º.mês…

Jesus,
Tu não vês?!...

As tensões sociais,
As filas nos hospitais,
As diferenças salariais
De salários mínimos,
Miseráveis
E os chorudos
Incomensuráveis…
Pensões douradas,
Roubadas,
 Às classes exploradas
Numa sociedade
Sem solidariedade!...

Jesus,
Faz com que entre nós cesse:

O agravamento de impostos,
O enriquecimento
Sem causa,
Sem razão,
A exploração!...

Jesus,
Faz com que todos tenham pão!


Cessem:
Os tormentos
Dos despedimentos
Nas empresas
De incertezas,
Com trabalhadores explorados
Mal tratados.
Marginalizados!

Cesse:
Toda e qualquer guerra
Sempre presente na terra!...

Natal é,
Quando o amor acontece...

É partilha,
É renúncia,
Solidariedade,
Fraternidade.
É ter no coração
A percepção
Da ajuda aos mais fracos,
Que não são parcos,
E os da média, razoáveis
Que em  breve serão miseráveis…
Os rejeitados,
Dispensados
Da sociedade
Com crueldade,
P’ra última fila mandados,
Marginalizados!...

E, na insanidade
Patológica desta sociedade,
Paradoxalmente,
Surge, na mente,
Uma razão de ser:

A crise vencer...

Natal é,
Quando o amor acontece...

                                      
             
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google


3 comentários:

  1. Um belíssimo poema de denúncia e protesto. Um grito de revolta contra a prepotência, a injustiça e ainsensibilidade social. Será que essa gente festeja o Natal?

    Nessa mesma linha publiquei há tempos este poema:

    PALAVRAS APENAS
     
    Enquanto no mundo houver,
    Uma criança que seja
    Que não tenha que comer,
    Deve ser nossa missão
    Lutar e tudo fazer
    Para evitar bocas sem pão.
     
    Não podemos tolerar
    Que haja ainda crianças
    Sem um tecto que as abrigue,
    Sem uma cama onde dormir,
    Sem roupa para se cobrir
    E sem direito a brincar.

    Será que quem nos governa
    Consegue mesmo dormir
    Sabendo que entre o povo
    Que prometeram servir
    Há gente que passa fome,
    Gente pobre, sem trabalho,
    E sem dinheiro para se tratar?
     
    Garante a Constituição,
    A todos o direito ao pão,
    À saúde, ao agasalho,
    À Justiça e educação
    Ao respeito e ao trabalho.
     
    São lindas estas palavras
    Que todos gostamos de ouvir,
    Mas são palavras apenas,
    Que não são para cumprir.
     
     

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  2. Duarte,

    Fico, extraordinariamente, feliz por estarmos em consonância de sentimento e o expressarmos da mesma forma.Eu li este poema numa tertúlia da APP- Ass. Portuguesa de Poetas, claro que aplaudiram,é o que fazem sempre... mas... foi igual para todos... Publiquei, enviei como Mensagem de Natal aos amigos. Ninguém disse nada...
    Por isso, Deus deu-me, agora, a felicidade de aparecer o Duarte com seu poema muito semelhante ao meu em conteúdo e pensamento. Um grito de revolta. Há Natal?
    Grata meu amigo,ZCH

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  3. O Duarte, Guilherme Duarte, infelizmente já não está entre nós, mas continuará comigo em espirito no conjunto de outros meus grandes amigos que tiveram que acabar mais cedo esta caminhada da vida terrena.
    Saudade...

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