quarta-feira, 20 de junho de 2018

Afastas de mim Meu Amor, também!...


 

Oh! Morte cruel, dura e tenebrosa!

Tão cedo levaste meu maior bem!

És tristeza e dor, cruel, horrorosa!

Afastas de mim Meu Amor, também!...

 

Tapas o sol da minha luz já morta

Levando na dor a alma amortalhada!

Tanto sofrimento o corpo suporta

Até ao pó da vida incinerada!

 

Nesta negridão de tristeza e dor,

De apatia, de nada, de estupor,

Passa breve a vida… Tão cruel ela é…

 

Escondeu-se o sol, vesti-me de luto,

E, no silêncio total, absoluto,

Ergo-me, inquebrável na força, em pé!

                            «»

                              
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

terça-feira, 12 de junho de 2018

Não me ames; foge de mim!

 

 
Não me ames,

Foge de mim!

Porque os que amo

Chegam ao fim…

 

Não me ames,

Foge de mim!

Foge depressa!

A vida é assim…

 

Não me ames,

Ouve o clarim!

Em canto fúnebre,

Trompa em marfim…

 

Eu amo-te!

E, vais partir…

Afasta-te

Que vais sentir

 

Próximo o fim.

Foge, foge,

Foge depressa!

Foge de mim!
                                         «»        
                                                    Zélia Chamusca

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Viver é o maior bem


 

Há quem ame tanto a vida

Mesmo não sendo abonada,

Porém, quando é bem vivida

O tudo surge do nada!

 

A vida é tudo o que temos

Sem ela não temos nada

A morte nós a tememos

É carne aos vermes dada!

 

Não deixes passar a vida

No vazio do teu ser.

Agarra-a bem preenchida

P’ra que a possas bem viver

 

Feliz por tê-la vivido,

Única oportunidade,

Bem maior e merecido

Vivê-la é felicidade!

 

Apenas de ti depende

Ser feliz, de mais ninguém.

Não desanimes, entende

Que viver é o maior bem!

 

Breve passagem é a vida;

Não a deixes passar em vão…

Antes que chegue a partida

Agarra-a bem com a mão!

                 «»
                                Zélia Chamusca



Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

                     

domingo, 3 de junho de 2018

Está tudo a postos


 
 
Está tudo a postos

P’ra recomeçar

A haver tantas mortes

E ao crime voltar

 

Eles estão nervosos

De amarras presos

Estes criminosos

Que matam indefesos

 

Têm tudo pronto

P’ra recomeçar

  lembra a um tonto

O mato incendiar

 

No ano passado

Em Maio começou

A ser torturado

 E não mais parou

 

Estão atrasados

Para a destruição

Estes malvados

Sem coração

 

Os povos que vivem

Entre a natureza

Ainda sobrevivem

Não têm defesa

 

À espera estão

De poder fazer

A vida de então

De pleno prazer

 

Mas a destruição

Ainda persiste

E nesta ação

O crime insiste

 

Entre os sem vergonha

Que têm poder

Não há quem se oponha

E os mande prender

 

Até a Natureza

De tão assustada

Com sua beleza

Já está  abalada

 

Está a chorar

Lágrimas de sangue

Porque vai voltar

Tudo a estar exangue

 

Teme o criminoso

Negócio perder

Com o crime odioso

Que não vai render

 

Nosso Deus Senhor

E a Mãe Natureza

Lágrimas de dor

Choram de certeza

 

Mas este Senhor

Os condenará

É o Salvador

Que entre nós está

              «»

                Zélia Chamusca

                     2018-06-03

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quem mata até Deus ofende


 

 
 
 
 
 
No meu País democrático

Querem a morte assistida,

Só ideia de lunático!

Quem mata é homicida!

 

Querem matar, mas o pobre

P’ra não estar a padecer,

Pois o rico, esse não sofre;

Estamos todos a ver…

 

São cuidados, bem cuidados

Com cuidados paliativos,

Da vida não estão cansados

Todos querem estar vivos!

 

Na Assembleia, estão vendo:

Quem votou a seu favor

A eutanásia defendendo

Como remédio p’ra a dor?

 

Mas, para eles não querem

Que lhes encurtem a vida

Sofrer eles bem preferem

A antecipar a partida.

 

Se todos somos iguais

Em direitos, porque então

Cada dia vejo mais

O que uns têm e outros não?

 

Quem a eutanásia defende

É criminoso em potência.

Quem mata até Deus ofende

Por tanta, tanta demência!

 

É crime que tira a vida

Seja ela curta ou longa

Ao pobre encurta-se a vida

E ao rico tornam-na longa…

 

Esta é a democracia

Que temos em Portugal

Em que só por ironia

Se defende tanto mal!

                «»

              Zélia Chamusca

                   2018-05-30      

 

 

sábado, 26 de maio de 2018

Fenómeno/Numinoso

     


 

 
 
Uma força misteriosa

desceu sobre mim,

a luz se apagou

e me clarificou.

 

Assim,

penso e repenso

no que só a minha alma compreende,

o fenómeno misterioso

que se funde no real numinoso

que brota do pensamento

neste momento.

 

É fenómeno revelado,

pela minha mente observado.

E, tal conhecimento

confunde-me neste estado

que em mim calo,

não falo…

 

Só o poder da alma

na sua imortalidade

entende e conhece,

e faz-me saber e ver

o poder sobrenatural

do “Nous” racional

e imortal.

             «»

              Zélia Chamusca

                   2012-01-08

 

 

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Uma Luz surgia...


                                           
 

Lindo sonho eu via,

Sonho de encantar…

Até parecia

Noutro mundo estar!

 

Acordei um dia

E ao despertar

A luz que surgia

Fez-me acordar!

 

Pelas nuvens voei

Num não acordar…

E, até sonhei

No paraíso estar;

 

A luz que surgia

Plena de amizade

Era fantasia

E não a realidade…

 

Sempre o mesmo mal…

Afinal o que era?

A verdade, o real?

Era o mundo em guerra!…

 

Das nuvens desci,

Despertei do sonho,

E, tudo o que vi

Era tão enfadonho…

 

A fraternidade

Foi morta nas chamas

E a solidariedade

Se esvaiu nas almas…

 

Voltei a sonhar

Na reencarnação

P’ra poder voltar

A ter coração

 

E a fraternidade

Acabar com a dor

E em festividade

Celebrar o Amor!...

          «»

                  Zélia Chamusca