domingo, 17 de novembro de 2019

O Mundo Está Podre

 
 

Está podre o mundo.

Apodreceu o miolo

que se passeia na superfície

causando tanta dor

contaminando o interior

da atmosfera, dos mares e oceanos

causando tantos danos…

 

Toda a fauna e toda a flora,

destrói, reduz a cinzas e  explora

enquanto a natureza chora…

 

Estão loucas as almas danadas,

negras, penadas,

que giram à nossa volta.

Revolta!

 

Está podre o mundo

pelo ser  primeiro

que se tornou imundo

pelo dinheiro…

 

Mataram os valores

e queimaram  a moral

fazendo prevalecer

 o que está a acontecer,

gerando tanto mal…

 

Tudo destrói.

Tudo dói.

Toda a natureza chora…

              «»

               Zélia Chamusca
 
 
 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Desumanização

                                            

 A desumanização

A pairar por todo o lado

Até corta o coração

É sempre o mesmo fado…

 

Os amigos não os vejo

Fugiram para o Facebook

Só aqui eu os almejo

Sempre a olhar para o seu “look”.

 

Voltados para o “écran”

Que com o seu bafo embaciam

Nesta passagem tão vã

Uma vida oca eles criam…

               «»

                          Zélia Chamusca

sábado, 9 de novembro de 2019

Rio para não chorar








Eu rio para não chorar,

Quando choro, choro a rir.

Rio sempre para olvidar

Esta dor que estou a sentir!...



Pareço estar sempre a rir,

Mas, na verdade, não estou...

São os meus olhos a sorrir,

Pois é, assim mesmo, que sou…



Sou sincera, até vos digo,

Tão transparente como a água:

Chorar, eu já não consigo

Porque grande é minha mágoa!...

                   «»
Poema de  - Zélia Chamusca

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Singular Entre Gente


 

 


 
Sou única, singular entre gente.

De gente que deambula à minha frente

Perdida, no meio da multidão

Que faz da  tela a comunicação.

 

Não sabem dialogar, conversar…

Nem sequer parar para poder pensar…

Autómatos, no vácuo alienados,

Máscaras de viventes transmutados…

 

As mentes enterradas nos ecrãs,

Em casa, na rua, por todo o lado,

Vagueiam absortos no triste fado…

 

E eu como algumas poucas mentes sãs,

De compreensão, diálogo e de cultura,

Tal rato em biblioteca, é a postura.

                       «»

Poema de - Zélia Chamusca                                          

 

sábado, 19 de outubro de 2019

Quem Dera...



Quem dera poder viver

Entre todo o ser amado

O amor sempre acontecer

E ninguém ser trucidado.


Quem dera poder viver

Sentindo-me entre irmãos

Todo o bem à volta ver

Dando uns aos outros as mãos.


Quem dera poder viver

Em plena fraternidade

E ninguém jamais sofrer

Nesta vida a crueldade…

              «»
Poema de - Zélia Chamusca
                         

terça-feira, 27 de agosto de 2019

O mundo em que vivi já não existe...


 

Um mundo de elegância e de beleza,

De fascínio e de consciente loucura,

Sob o olhar de transparente leveza

E do ar que respirava de frescura…

 

Um mundo de “glamour”, de pleno encanto,

De saber de educação e de cultura,

Transparecendo sob diáfano manto,

O pensamento verbal em doçura…

 

Agora, manto negro de poluição

Que cobre os céus do mundo em cada dia

Levando em nuvens negras a razão!

 

O mundo em que vivi já não existe...
Já não tem “glamour” nem educação…

Jaz em cinzas negras sobre o chão, triste…

                            «»
 

Poema de    -   Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Dançam os Deuses na Lua


 

Estão no céu os deuses loucos

a festejar com  manjar  

fornecido p’lo negócio

de incêndios a deflagrar

 

E o pobre honesto a sofrer

por não poder respirar

e tão aterrorizado

de ver tudo a queimar

 

Quer fugir mas já não pode

que o fogo está a chegar

da sua casa está perto

e não o pode apagar

 

Vai ficar sem teto abrigo

na rua ele irá morar

ficando com a promessa

se ele a boca calar

 

Irá ter casinha nova

confortável p’ra morar

mas vai ter que estar tranquilo

e não estar a chorar

 
E os deuses loucos no céu

com os anjos a tocar

os clarins ao som do fogo

com foguetes a estoirar

 

De ambrósia embriagados

dançam os deuses na Lua

felizes e desvairados

porque ela é apenas sua

 

A Terra eles já queimaram

o oxigénio acabou

a Lua eles já compraram

mas o demónio os levou!

                «»

                     Zélia Chamusca
Poema de - Zélia  Chamusca
Fonte de imagem - Google