quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

É Jesus que vai chegar




 











Celebremos o Natal

É Jesus que vai chegar

Evento fenomenal

Que nós vamos festejar

 

Há estrelas de luz brilhando

É Jesus que vai chegar

Os anjos estão cantando

Vêm o Menino anunciar

 

P'ra nos dar a conhecer

É Jesus que vai chegar

Não iremos esquecer

No peito o Seu amor gravar

 

Se Natal é nascimento

É Jesus que vai chegar

Porque só neste momento

Pensamos em nos amar?

 

Que significa o Natal?

É Jesus que vai chegar

E para quê afinal

Vem de novo nos lembrar
 

Que Natal não é só agora

É Jesus que vai chegar

Ele não se vai embora

Chega p’ra sempre ficar.

              «»

                    Zélia Chamusca

Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google
            

sábado, 9 de dezembro de 2017

Em todos os dias se faz Natal


                               
 

Em todos os dias
alguém nasce para a vida e alguém renasce para uma nova vida 

Em todos os dias
há consciências na busca da sublimação e purificação da alma

Em todos os dias
alguém procura a elevação espiritual através do amor

Em todos os dias
há quem lute pela supressão do sofrimento dos pobres face às injustiças sociais 

Em todos os dias
alguém se reveste de amor e nos trás uma mensagem fraterna de solidariedade e de paz

 Em todos os dias
há quem dê amor fraterno  - “É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna” (1) 

Em todos os dias
há quem siga Jesus  no amor fraterno que Ele de novo nos vem lembrar
 “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”.(Jo 13,34).

                     «»

                                     
(1)    – Excerto da Oração de São Francisco de Assis
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem- Google

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O lauto jantar dos sádicos

 

O lauto jantar dos sádicos

foi manjar de néctar e ambrósia

sentindo-se  deuses no Olimpo

no que era lugar de culto

agora venda do produto

da mente de prostituto

transformado em botequim

 

Nunca vi nada assim

 

Com as almas repousando

inebriados iam degustando

a indignidade do lauto repasto

de mentes diabólicas

e pensamento nefasto

onde parem jumentos

ao som de tormentos

causados por mentes

de malévolos entes

à luz de círios gigantes

do tamanho da insensatez maldita

que os cega pela desdita

de tanto  mal

que causam neste Portugal
                                                                «»


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google  


                        
 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O Peso das Palavras


                                         
           

A mesma palavra pode dizer tudo e nada

pode ser agre doce e perfumada

 

A mesma palavra pode ser contundente

sintética restrita e abrangente

 

A mesma palavra pode ser agressiva

vazia oca verdadeira e defensiva

 

A mesma palavra pode ficar gravada

no coração e na alma apunhalada

 

A mesma palavra pode causar dor

e simbolizar doçura carinho e amor

 

A mesma palavra pode ser amargura

mas que seja transparência e candura

                               «»

                                            Zélia Chamusca

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O Julgamento na Praça Pública




 
Andam tantos criminosos à solta

Pela comunicação silenciados.

Dentro de mim há tristeza e revolta,

Não por estes nem sequer serem julgados;

 

Não. Sinto revolta pela insensatez

De quem tendo responsabilidade,

Só de um relata o que fez (ou não fez)

Sem nenhuma respeitabilidade.

 

Todo o humano merece respeito,

Não ser na praça pública condenado,

Pois, será pelo Tribunal julgado.

 

Sinto a enorme dor dentro do meu peito

Por apenas ver que, em tantos canais

Se atiram pedras e, nada mais…

                            «»
Poema de - Zélia Chamusca

domingo, 20 de agosto de 2017

O Misterioso e Célebre Incêndio de Roma e os Misteriosos Incêndios em Portugal


                                                     
                                                                                        Por
                                                                               Zélia Chamusca

Existem várias argumentações sobre a origem do célebre incêndio de Roma, em Julho do ano 64, um dos mais instigantes crimes da Antiguidade, sendo a mais comum das argumentações a atribuída à mentalidade perturbada do jovem Imperador, Nero, que mandou incendiar a cidade para seu bel-prazer, pois, enquanto o fogo consumia a cidade, maravilhado com o espetáculo, tocava lira para se inspirar poeticamente a fim de criar uma obra como a Odisseia de Homero em que nos conta a gloriosa história de Ulisses, homem de mil façanhas e ardis, e, do cerco e tomada de Troia destruída por um incêndio.
O célebre romance “Quo Vadis”, do escritor Polaco, Henryk Sienkiewicz (1846-1916) que tem por tema a perseguição dos cristãos após o grande  incêndio de Roma, apresenta-nos a  atrás referida cena de Nero a tocar  lira enquanto se maravilha com o espetáculo do incêndio.
Este romance teve várias adaptações cinematográficas desde 1901 a 2001, tendo sido apresentado em Portugal nos anos oitenta, penso que seja a versão italiana de 1985. A última versão foi a polaca em 2001.
Eu tive o privilégio de ver este maravilhoso e espetacular filme. Desde muito jovem que me interessei pelos filmes históricos e bíblicos.
Voltando às diversas argumentações sobre a origem do célebre incêndio, há historiadores que alegam que Nero estava a quilómetros de distância da cidade e que diligenciou para que os danos fossem aplacados tanto quanto possível. Dizem, ainda, que quando soube o que estava a acontecer regressou, rapidamente, para prestar auxílio aos desalojados tendo-os, até mesmo,recebido nos jardins do seu palácio.
Houve, contudo, romanos que chegaram a afirmar ter visto Nero a distribuir focos de incêndio pela cidade.
Alguns historiadores afirmam ter sido a origem do incêndio numa das habitações que eram na época construídas em madeira e que tendo o incêndio decorrido em Julho, o clima seco e quente facilitou a sua propagação.
Outros historiadores alegam ter sido Nero o autor do incêndio para incriminar os cristãos por ele perseguidos,  tendo até alguns sido condenados à morte.
Ainda, outros dizem que Nero originou o incêndio porque pretendia reedificar parte da cidade, que não era do seu agrado, tornando-a mais poderosa mediante uma outra arquitetura majestosa incluindo a edificação dum novo palácio mais sumptuoso.
Porém, o que o colocou Nero numa situação suspeita foi o facto de ter comprado as terras atingidas por um preço muito baixo.
Seja o que for a verdade da história, é que, a atuação de Nero não agradou a alguns setores da nobreza que viram as suas moradias imperiais afetadas pelo incêndio, e, havendo outros interesses e suspeitos intervenientes nas diversas polémicas sobre as destruidoras chamas, Nero foi alvo duma revolta militar que o forçou ao suicídio.
Esta é a história do célebre incêndio, registada na minha memória, que é parte do conhecimento cultural que me foi transmitido pelos professores e pelo que li, quando estudei  História Universal.
Falar deste instigante crime da Antiguidade, não era, de modo algum, a minha ideia, mas, a verdade é que depois de, desde há quatro meses ouvir, dia e noite, falar de incêndios e, repito, dia e noite  ver Portugal a arder permanentemente,  veio à minha lembrança  o Imperador Romano, Nero, considerado um louco e o célebre incêndio por ele perpetrado, as negociatas que já existiam na altura e que geraram o conflito que o coagiu ao suicídio.
E lembrei-me da versão de alguns historiadores sobre a pretensa inspiração poética de Nero para criar uma obra semelhante à de Homero onde pudesse relatar o incêndio de Roma tal como Homero o faz, na Odisseia, relativamente a Troia, facto que me parece inverosímil, porque um génio é inigualável.
Porém, parece-me verosímil as possíveis negociatas económicas, já existentes nessa altura e, para mim, no meu país “de brandos costumes” talvez equivalentes, mas, na realidade, hoje, ainda misteriosas. 
Verosímil, também, de certa forma, ou mais propriamente uma certa semelhança por antagonismo, porque não gosto de ver o meu belo país, considerado um paraíso à beira mar plantado, sendo destroçado pelos devoradores incêndios provocados por mão criminosa e mentes malévolas, diabólicas. Não, nisto não há em mim qualquer verosimilhança, porquanto não gosto de ver os incêndios destruidores e fico nervosa, irritada por ver que não há quem ponha cobro a tão hediondo crime e não preciso de inspiração para escrever e se precisasse nunca seria neste, nem em nenhuma outra forma  de terrorismo. O crime não me inspira, muito menos poderia pretender criar uma obra com o valor e arte do génio Homero. Só poderia ter sido ideia de Nero, segundo determinada versão histórica, em que é tido como um ser perturbado mentalmente, o que para mim não me parece verosímil como atrás referi.
É verdade que tenho escrito na forma poética, porém sem qualquer poesia, é a realidade pura do espetáculo abominável, destruidor e triste que os incêndios causam. O que me move não é, de forma alguma, a inspiração mas sim a revolta, a tristeza e dor que tão hediondo crime me causa.
Quem me dera não ter tido a necessidade de escrever sobre tão triste tema que causou tanta morte, dor física e psíquica a tantos que estarão afetados para o resto das suas vidas.
E é verosimilhante, muito mais ainda, porque Nero foi acusado de ter mandado incendiar Roma. Mas, quantos Neros terão mandado incendiar Portugal desde há 3l anos, em que durante todo o verão, não pára nunca de arder dia e noite?
Sim. Quantos Neros são necessários para tantos incêndios, permanentemente, ativos? Extinto um, surge outro e muitos outros, sendo que este ano, desde há 4 meses, num só dia chegaram a estar 280 incêndios ativos, e, continuarão até que chegue o inverno quando restarem, apenas, cinzas que serão varridas pelas chuvas para os rios onde acabarão por morrer todos os viventes que, ainda, resistem.
Quantos Neros existem e qual o seu rosto?
Um dia a história contar-nos-á a verdade.   

                                                 Zélia Chamusca

                                                  

Portugal em guerra


        

 

Há bombas a rebentar

p´ra rápido o fogo atear.

Onde está quem tem poder?

Estão bem de longe a ver…

 

Tal o Nero que mandou,

e que na história ficou,

incendiar a Roma antiga;

esta é a mesma cantiga!

 

Já chegou o fogo às aldeias,

as casas em chamas cheias,

a floresta toda ardeu,

e já tudo se perdeu!

 

Apenas, as cinzas restam

e aqueles que nada prestam,

os Neros da atualidade

que destroem a sociedade!

 

Há pobres que estão na rua!

Queimaram a casa sua;

os ricos se protegeram

e as suas casas nunca arderam…

  

Não querem ver que é uma guerra

a mais cruel de toda a guerra!

Dizem que é tudo p’ra arder…

Todos estamos a ver!

 

Queimem todos estes Neros,

são dos animais mais feros!

Cortem o mal pela raiz

para salvar este país!

                 «»

                  Zélia Chamusca