domingo, 10 de fevereiro de 2019

A Luz da Lua a Brilhar


                                                     

O meu olhar sobre o mundo

De manhã ao acordar

É a luz que aqui difundo,

A luz da lua a brilhar.

 

É o olhar mais cativante

De beleza de encantar,

Um cenário tão brilhante,

A luz da lua a brilhar.

 

Obra de arte de um Criador,

Único no meu olhar,

Que também criou por amor

A luz da lua a brilhar.

                     «»

                          
Poema e Foto de - Zélia Chamusca

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Tudo está em mutação




 
Se todo o ser se transforma

Em mutação permanente

Que na natureza é norma

Num devir sempre presente

 
Se muda a Terra e o Sol

Muda o mar e muda o ar

As nuvens em arrebol

E tudo sempre a mudar

 

Se em perene transformar

Muda o mundo e todo o ser

E tudo sempre a girar

Muda o Universo a crescer

 

Com néctar de malvasia

Sobre o mundo a girar

Sob o véu da fantasia

Transformarei meu olhar

              


Poema de -Zélia Chamusca
Fonte de imagem-Google

 
 

 

domingo, 13 de janeiro de 2019

Errare humanum est


 

"Errare humanum est"

Com o teu gesto afável

Desilusão me fizeste

Numa atitude impensável.

 

Meteste a pata na poça

Por cansaço, penso eu,

Foste fazer uma mossa

Que ninguém já entendeu…

 

Desta vez pudemos ver:

Não pensaste antes de agir

E ficaste a perder;

Não é exemplo a seguir.

 

Tu é que não me conheces,

Senão farias o mesmo?

Assim, tu não te enobreces

Com as escolhas a esmo.

 

Como descalças a bota?

Não faço ideia nenhuma…

Mas, deixa lá, não importa…

Não vás fazer mais alguma!

 

Em tudo o que nós fazemos

É preciso discrição,

E, em certos lugares temos

A total obrigação.

 

Fico triste, mas, eu sei

Que afeto tu tens p’ra dar;

Mas nunca de ti esperei

Que te fosses espalhar!

 

Vais ter que pedir perdão

A Deus que se ofendeu

Mas, todo e qualquer cristão

Pecados já cometeu…

                    «»

                     Zélia Chamusca

sábado, 12 de janeiro de 2019

Posfácio

Pela Autora

 
 Da obra  - " A Poesia Brota do Pensamento e Flui na Sensibilidade"

                                            
Um livro de poemas, tal como a pintura ou a escultura, é uma obra de arte, uma criação literária e, como tal, é na sua essência, única, individual.

O termo poesia tem origem no étimo grego “poeisis” que significa criação e assenta em valores estéticos “aesthesis” que significa conhecimento sensorial, sensibilidade.

Já o referi noutras obras anteriores e nunca é de mais lembrar que:        

A poesia é a arte, o poema é a obra.

A poesia manifesta-se através da beleza formal das palavras e do seu ritmo musical, da emoção, do encantamento e da sensibilidade estética das imagens. É nesta manifestação que se caracteriza quanto à sua especificidade literária como obra de arte.

 A poesia brota do pensamento e flui na sensibilidade a sexta obra poética de Zélia Chamusca não se subordina a qualquer escola ou estilo, ela é fruto da sensibilidade poética e estética da autora, da sua cultura, do seu sentimento, da forma como vive e do seu olhar sobre o mundo e as coisas.

Uma das características dos românticos é a libertação da necessidade de seguir formas reais de intuito humano, abrindo espaço para a individualidade manifesta nas próprias emoções e sentimentos.

Assim, ao analisar o conjunto dos poemas que compõem esta obra sobressai o género lírico, enquanto expressão do sentimento, pelos seus diferentes temas, traços, formas e ritmos, em que a autora expressa um estado de alma, de alegria ou tristeza, de felicidade ou depressão, em qualquer dos sentimentos, vistos poeticamente como fonte de prazer estético e não como objeto de conhecimento racional.

Todas estas características definem a obra como essencialmente romântica.

O romântico analisa e expressa a realidade por meio dos sentimentos. Só mediante a sensibilidade, o sentimento e a emoção, o autor consegue traduzir aquilo que ocorre no seu interior, no seu “eu poético” ou “eu lírico”.

Por outras palavras, os poemas expressam o sentimento e as emoções da autora  e são como um relato de uma vida.

Toda esta obra evidencia características românticas quer quando a autora interage com a natureza personificando-a, criando uma entidade fictícia, quer pelo sentimento exacerbado, ou o seu eu poético, a voz da poesia, que funciona como a expressão mais pura do estado do espírito da autora.

                                                            «»

 Deixo-vos a minha análise, aos meus próprios poemas, feita em terceira pessoa porque me parece a melhor forma de encontrar maior distanciamento de mim própria, de forma a ser mais consentânea e verdadeira sobre o que escrevi, que considero o reflexo no espelho da alma, em que me identifico e reconheço na essência da sensibilidade.

Espero que cada um de vós, leitores, a faça também e que a leitura vos proporcione momentos de verdadeiro prazer poético.

                                                                                   Zélia Chamusca

 

 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Preâmbulo


 Da obra  - A Poesia Brota do Pensamento e Flui na Sensibilidade
 
Ao falar de poesia não posso deixar de começar por fazer uma breve referência histórica e o seu significado relativamente a este género literário e artístico.
A poesia (do grego “poiesis”) significa processo criativo em forma de arte, e é em literatura uma forma de expressão artística, é arte em palavras enquanto expressão do sentimento, quer seja através da linguagem escrita ou falada.
Enquanto género literário manifesta-se, normalmente, em verso podendo também expressar-se em prosa.
Os textos literários poéticos definem-se em função do seu conteúdo dividindo-se em três categorias básicas, géneros ou formas, que tiveram origem na antiga Grécia e subsistem até aos nossos dias.
Estas três categorias básicas são:
 - O género lírico é uma forma poética em que o autor revela a sua sensibilidade no que concerne ao mais profundo do seu “eu lírico”, (entenda-se “eu lírico” como a voz da personagem criada pelo autor do poema e não a voz do próprio autor) extravasando sentimentos e emoções através duma expressão verbal ritmada e melodiosa.
Este género era cantado e recitado pelos “aedos”, poetas gregos da época primitiva, ao som da lira, (donde originou a palavra – lírico), o instrumento musical de cordas mais popular daquela época.
A “Poética” (ποιητική) de Aristóteles, que surgiu, provavelmente, entre os anos 335 e 323 a.C. é um conjunto de aulas em que ele nos fala deste género literário.
O género lírico perpetuou-se por vários estilos literários, atingindo a contemporaneidade e destacando-se, entre as várias formas, o soneto (em italiano Sonetto, pequena canção) que é de origem italiana e surgiu no século XII;
- O género épico é considerado a mais antiga manifestação literária, uma narrativa feita em verso relativa a acontecimentos grandiosos, históricos, lendários ou mitológicos e referentes à figura de um herói.
Homero (século IX ou VIII a.C.) foi o fundador da poesia épica, o maior e mais antigo dos poetas gregos a quem se atribui as obras-primas a “Ilíada” e a “Odisseia”.
A “Ilíada” descreve os acontecimentos da “Guerra de Tróia”, que teria ocorrido no século XIII a.C. e as aventuras entre os guerreiros gregos e troianos;
A “Odisseia” descreve a aventura do herói “Ulisses”, no seu regresso à ilha de Ítaca, após a Guerra de Tróia.
Mais tarde surgiram diversos autores épicos, entre eles, Virgílio (século I a.C.) que escreveu a "Eneida" onde narra a história de Roma desde a origem, o poder e a expansão do Império Romano. O nome desta obra tem origem em “Enéas” (ou Enéias), herói troiano sobrevivente da guerra de Tróia, e está relacionada com as façanhas e feitos realizados por este herói que sendo humano chegou a ser considerado por muitos como um semideus.
Muitos séculos depois surgiu, o grandioso épico, expoente máximo da literatura portuguesa, Luís Vaz de Camões (século XVI) que escreveu "Os Lusíadas” que ganharam diversas versões teatrais em diferentes épocas da história, tanto em Portugal como no Brasil.
Não posso deixar de referir que “Os Lusíadas”, não são apenas uma epopeia, são também lirismo do mais perfeito que poderemos encontrar em toda a literatura. Podemos orgulhar-nos de que, no mundo, nunca houve nenhum poeta tão grandioso como Camões no seu génio épico e lírico.
É de referir, também, no século XVII, o épico inglês John Milton com a obra “O Paraíso Perdido”;
- O género dramático, de drama, um acontecimento triste de grande intensidade emocional, é o género literário essencialmente concebido para representação teatral.
Estes géneros subdividem-se em vários estilos ou subgéneros de que não irei falar dado que pretendo, apenas, dar uma ideia sintética do que é a poesia enquanto género literário.
A poesia é por excelência a expressão teatral pela predominância da musicalidade das palavras e da estrutura do poema que proporcionam a facilidade de memorização.
Os gregos, inicialmente, abordavam, apenas, dois tipos de peças teatrais: a comédia e a tragédia tendo esta evoluído, mais tarde, para o drama que teve início com a encenação em cultos à divindade.
Algumas peças teatrais são bastante conhecidas e lidas ainda hoje, por serem marcos da dramaturgia da época que na altura eram escritas em versos de escrita rígida obedecendo a métrica.
Temos como exemplo as tragédias:
“Prometeu acorrentado” de Ésquilo; “Édipo-rei” e “Electra” de Sófocles; “Medeia” de Eurípedes.
Estes autores são de capital importância no teatro grego e hoje considerados expoentes máximos da dramaturgia grega, tendo sido estas quatro tragédias gregas de primordial importância dado que foram o embrião da filosofia antiga que, através de Sócrates e Platão, considerados os primeiros filósofos, norteou, até aos nossos dias, todo pensamento filosófico ocidental.
O género dramático é, como atrás referi, uma evolução da tragédia.
Temos como exemplo desta evolução:
A peça “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, foi escrita baseada num poema, de Artur Brooke, (poeta inglês, de quem pouco se sabe, sendo o único trabalho conhecido, A Trágica História de Romeu e Julieta, publicada em 1562), e chegou ao palco sob a forma dramática tendo recebido  outras personagens  e tramas;
Falar de poesia - A “Sexta Arte”, Literatura (palavra) - seria um nunca mais acabar.
Depois desta breve síntese do que é a poesia enquanto género literário, deixo-vos os meus poemas, a que me refiro no Posfácio desta obra, esperando que vos seja agradável oferecendo-vos momentos de leitura de perfeito prazer poético.
                                                                         Zélia Chamusca
 

domingo, 30 de dezembro de 2018

Verdade, mito e magia do Ano Novo


  Por Zélia Chamusca
 
O Ano Novo insere-se no contexto temporal das festividades do Natal que o antecede com o nascimento de Jesus, não se sabendo ao certo quando nasceu é celebrado a 25 de Dezembro. Trata-se de uma festa religiosa celebrada, em todo o mundo, pelos cristãos.
 As festividades natalícias terminam, em Portugal, a 6 de Janeiro, dia de Reis, dos Reis Magos que, na verdade, não eram reis, mas apenas, magos que teriam profetizado a vinda do Messias, Jesus, que defendeu os pobres, libertou os presos e os oprimidos, recuperou a vista aos cegos, defendeu a mulher adultera e, tendo cumprido a Sua Missão, deixou-nos uma Mensagem de Amor. Disto nos falam as escrituras. Na verdade, Jesus foi um defensor do pobre, do indefeso, e, por isso, foi pelo Poder Romano morto na cruz ladeado por dois ladrões também condenados e mortos.

Jesus foi Homem e Espírito Superior que, no cumprimento da Sua Missão, repito, nos deixou  uma Mensagem de Amor:  

 “Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13,34).


O Natal é envolto em mistério, mito e verdade. Mas, não irei falar nisso, porque o tema aqui pretendido é “verdade, mito e magia do Ano Novo”.


A Verdade do Ano Novo
A ciência da astronomia diz-nos que o Ano Novo é um recomeço do percurso dum ciclo completo da Terra, em torno do sol, no seu movimento de translação (e, simultaneamente, de rotação em torno do seu eixo) que tem a duração de 365 dias e mais umas 5 horas e alguns minutos. Esta duração não é exatamente igual em todo o mundo, é, meramente, convencional. Em Portugal e na maioria dos países que seguem o calendário Gregoriano de origem europeu, começa a 1 de Janeiro e termina a 31 de Dezembro.
 
Esta é a verdade, a realidade científica do Ano Novo que é recomeço, renovação manifesta na própria natureza e, consequentemente, o reinício da calendarização.
 
Todo este recomeço é culturalmente envolto em infindáveis mitos e superstições variáveis face à cultura especifica de cada sociedade, sendo a celebração festiva do acontecimento, começo de um novo ciclo, Novo Ano, revestida de imensa magia em todo o mundo.
 
É uma festa de luz, de cor, de som, de alegria, de beleza, a sinestesia mais perfeita que se poderá descrever.
 
Toda a festividade do Ano Novo, festa do fim de um ciclo e recomeço de outro, do movimento da Terra em torno do sol, com tanta beleza, cor e alegria é assente em mito e magia.
 
Mito e magia
O Ano Novo é entendido culturalmente, em todo o mundo, como o começo de uma nova era.  É o mito da transformação magicamente esperada.
 
É o pensamento coletivo de que tudo vai mudar para melhor, sem nada termos feito para isso, mas, apenas, por pura magia. Por exemplo: 
 
Se eu me vestir de branco irei ter paz, se me vestir de amarelo irei ter dinheiro, se comer romãs serei afortunada, se comer frutos secos, nozes, figos, e as doze passas de uva exatamente à meia-noite, terei um Novo Ano cheio de prosperidade. E se beber champanhe, todos os males do ano velho serão afastados, etc., etc.
 
Existem imensos mitos conforme a cultura do povo que celebra este acontecimento meramente astronómico, da passagem de um ciclo a outro.
 
Como já referi no artigo anterior que escrevi “O Mito do Natal”, o mito é suposto ser uma verdade absoluta quando se trata de um acontecimento religioso. Ainda hoje, nos nossos dias, assim é. Sendo o Ano Novo a continuidade das celebrações natalícias, consideradas verdadeiras porque sagradas, tudo o que, culturalmente nos foi transmitido vai sobrevivendo através dos séculos, porque, repito, cultural e religioso. Tudo o que é religioso nunca é visto aos olhos da racionalidade, mas sim da fé.São dogmas e, estes aceitam-se ou não se aceitam. A maioria aceita, porque é o poder da cultura. É a cultura que constituindo um fenómeno de socialização confere à pessoa a humanidade. 
 
Porém, toda esta festividade não é mais que uma alienação momentânea em que se esquece tudo e se brinca e se diverte porque é festa!
 
 A superstição de que tudo vai ser melhor sem nada fazermos para isso, não é mais que a Magia do Ano Novo, é o que se pensa, mas nada acontece contrariando as leis naturais esperando que a magia aconteça.  Não se muda o mundo por a Terra recomeçar o seu movimento de translação à volta do sol, ou afastarmos todos os males se brindarmos com espumante, ou concretizarmos os nossos sonhos comendo frutos secos; mas sim, concretizá-los-emos e mudaremos o mundo se tivermos trabalhado para isso e seguido Jesus na Sua Mensagem e,  se não conseguirmos amar os outros, comecemos por nos amarmos a nós próprios porque se não nos amarmos a nós próprios nunca poderemos amar alguém.

Lembremo-nos que o Amor é a fonte de todo o bem.
 
Santo Agostinho diz-nos:
 
“Ama e faze o que quiseres, porque desta raiz só pode nascer o bem”
 
Tenha um Feliz Ano Novo

                                                                    Zélia Chamusca

                                                                                  Ano Novo de 2019

 Fonte de imagem - Google

domingo, 23 de dezembro de 2018

Que presente Lhe vais dar






 
Os clarins estão tocando

Lindos anjos a cantar

Os reis magos vão chegando

Seguem a estrela a brilhar.

 

Eles levam seus presentes

Vão o Menino adorar

E tu, que esta festa sentes

Que presente Lhe vais dar?

 

O Menino vai nascer

P’ra Sua Mensagem nos dar

Todos vamos aprender

Como nos vamos amar.

                  «»

                             Zélia Chamusca
                                 Natal de 2018
Fonte de Imagem - Google